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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

J-K - Aperitivos



J-K - "Aperitivos"
Mixtape "Armadura Brilhante" (2011)
Realização vídeo: Tiago Lessa e Pedro "Stray" Tavares

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Novidades Monster Jinx

PULSO – “Gillettes, Papéis e Outros Objectos Cortantes”

Finalmente. Quatro anos depois de “Circo Qwerty”, chega-nos um novo trabalho de Pulso. “Gillettes, Papéis e Outros Objectos Cortantes” foi o único sobrevivente da longa série de projectos que o Pulso criou e incinerou durante este período de tempo. Gravada por si mesmo, sem abandonar o seu quarto, por se recusar a fazê-lo, esta mixtape é o fruto envenenado da feliz depressão que o assolava enquanto a compunha. E isso consegue-se quase cheirar em cada faixa.

Pulso – “Gillettes, Papéis e Outros Objectos Cortantes”
Gravado miseravelmente por Pulso no seu quarto
Incrível esforço de mistura e masterização por Spark
Scratch por Spark
Artwork por min

J-K – “Armadura Brilhante”

“Armadura Brilhante” é uma AperitivoTape que J-K disponibiliza para entreter todos os Ninjas deste planeta enquanto vão afiando as suas espadas à espera do seu álbum de estreia, “Sorrivo Parvo”. Tal como encontrar um dinossauro empunhando uma moca e envergando uma armadura brilhante na rua, os temas de J-K apanham-nos sempre de surpresa. Apesar da sua linha de pensamento ter curvas inesperadas a todos os momentos, a mesma permite-nos uma viagem até terras paradisíacas. em condições de luxo. E fica a pergunta, quão irónico é um carro funerário ser um carro?

J-K – “Armadura Brilhante”
Gravado em intervalos de viagens no estúdio SoundCrate e em casa do DarkSunn
Misturado e masterizado por Spark
Scratch por Spark
Artwork por min


sábado, 28 de novembro de 2009

J-K: Complexo de Inferioridade (Crítica)

J-K exibe o seu “Complexo de Inferioridade”, despegado de convenções. Ensarilhando-se por uma linha mais alternativa, obriga-nos a mais do que uma audição para nos sintonizarmos na frequência certa da sua voz. Para não perdermos o fio à meada, é bom que os nossos satélites sejam fiáveis, de modo a captarem bem o âmago cerebral de J-K. Com o corpo entre a Sertã e Lisboa e essencialmente com o espírito cheio de ligações à máfia da ubiquidade, era de prever que o Jinx se cruzasse com ele e lhe prestasse a bênção para uma edição discográfica.

O rap de J-K é o habitáculo dos proscritos. A sua música é o elogio do sociopatismo que borbulha em cada um de nós. À deriva no mundo, aborta a missão de nele se integrar. Periférico que prefere orbitar num planeta ao lado. O seu. Livre do compromisso social, não tece afinidades com a hipocrisia, a falsidade ou a formatação. O mundo, a vida, para J-K não é nada mais nada menos do que um circo, um parque de diversões, o palco dum mágico, uma mesa de poker, mesmo a preceito para um valente bluff! É disso que se trata: o brilho ilusório que nos encandeia.

Tempestade verbal. Salpicos de soturnidade ecoam nas rimas, apesar do revestimento sonoro maioritariamente positivista. Talvez porque em J-K nem só a instrumentalização viva de esperança. Jota atira rimas como quem lança “bolas de fogo”, incandescentes jactos de impetuosidade, contra a cara de quem ouse zombar das suas... meias com raquetes. Mas ele é também o recém-adulto que – arrisco – guarda ainda as cinzas do seu caderno de “puto revoltado”. Ou seja, a rebeldia adolescente incorporada num corpo de adulto, ainda que sustentada em resíduos cremados, pode simbolizar as tais “duas sementes brancas” que renascerão como a esperança de se ser alguém melhor, com um «propósito maior». Para isso, basta activar-se o “íman” que cada um carrega no seu coração para que se facilite o encontro com o outro lado, viveiro de humanidade quente onde está instaurado o não-tempo.

Vive-se um Outono permanente. O Verão vai-se e o sonho não recebe injecção suficiente de raios ultra-violeta do sol, o fluxo de vitamina D é escasso e, por conseguinte, o sonho não frutifica. Com casca verde, forte, e sumo inquinado, agora só o desalento empurra J-K no baloiço chiante. Um fogacho aceso não queima as mãos, alimenta-as. Mas logo logo tudo é fumo sem fogo.

O sonho hiberna. Pensar dói. Se alguém fizer uma oferta financeira maior, já não se compra nem o sol nem a lua. Como respirar então? Viver mais um minuto é perder mais 60 segundos de vida. Vêm as visões lúgubres, desfiadas, as intermitências da morte, o regresso à tona pelo vómito da alma... e da cachaça. Adia-se o inevitável. J-K atravessa por tudo isto e sabe como são estéreis os auxílios médicos perante todas as ausências. A solução é organizar, com Stray, um festim trágico-cómico e dar-se o K.O. definitivo na vida. A não ser que o Amor atenda o telefone, não é?

Até que era uma boa ideia matar-se o tédio assassinando o prédio. Mas depois seria inevitável a culpa. É certo que a incansável vigilância da consciência, que traça radiografias, pode reprimir o indivíduo. Mas mesmo aí tem de se avaliar a “perspectiva”. E ela tem de flutuar de acordo com a nossa conveniência. Ora, não beneficiava nada o Jota Kapa ser preso por matar o prédio (e não o pai, atenção!) se nele emergem qualidades que o tornam importante. «Rasgar batidas com frases imperfeitas/ Até o mundo respeitar as nossas caras feias». Rima da semana, com pitada de humildade e determinação? “Não sou cínico, só guardo tudo cá dentro/ Fiz uma barreira de cimento entre a expressão e o pensamento”. Rima do mês, com brilhantismo em potência, inventividade e qualidade certificadas? Sem focar a ironia, a densidade, a intensidade, as alucinações saudáveis, catárticas, a coragem, a profundidade. Tudo explanado por J-K, sob batidas de muito bom gosto e que bem complementaram e desafiaram até o rapper. Refiro-me à luminosidade de alguns instrumentais que assim contrastaram com o tom nublado de J-K, resultando daí um interessante e primoroso encaixe. Maestro lírico, talvez incompreendido, mas que é simpático pelo convite que nos faz.

- Se estiveres por cá, fala comigo, toma um chá, adjectiva, relativiza, verbaliza à tua vontade, ya?! Vamos pegar nas situações e brincar com elas. Dialogar, no fundo, é abrir mais janelas.

- É abrir janelas e criar travessões também.

- Escolhi viver da bruma, definido na indefinição...

- Fixe, eu escolhi viver da sombra, construído na destruição.

- Isto não é tipo carpe diem no hi5 dos putos...

- Eu sei, eu também pugnava verdadeiramente o otium cum dignitate no meu ex-hi5 de adulto!

- Sou um gajo alienado passo a vida a ler Pessoa...

- Eu entendo. Também eu queria ser um gajo livre e viajado lendo Fernão Mendes Pinto...

- Sou um modelo caro que no momento-chave não funciona!... Desculpa, acho que me exaltei, eu pago-te essa bebida, não percebi que a entornei.

- Na boa, está tudo bem. A propósito, ouvi o teu “Complexo de Inferioridade” e gostei porque...

(Nota: a conversa foi abruptamente interrompida e não teve continuidade porque entretanto o J-K desatou a correr atrás do Jinx porque este roubou-lhe o chá e o whisky. Mas no essencial acho que está tudo dito.)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

J-K - Download Gratuito do EP Complexo de Inferioridade

Para estrear o site da Monster Jinx (http://www.monsterjinx.com/), nada melhor que disponibilizar um EP para download gratuito. Foi assim que pensou e consumou Jinx, o manda-chuva da etiqueta mais garrida de Portugal. J-K é assim lançado às feras (ou aos monstros?) com este "Complexo de Inferioridade". Um EP para ouvir com atenção e, claro, sem complexos. É assim que farei. Mas enquanto se processa o download e os meus ouvidos se aperaltam para receberem a música, deixo a catita nota sobre o EP de J-K, que não sei se o Jinx a terá encomendado a alguém ou se foi ele mesmo que a redigiu:

Depois de Monstro Robot, chega-nos o segundo projecto da série de lançamentos que constituem a Primeira Vaga de edições da Monster Jinx, o EP “Complexo de Inferioridade” do rapper J-K.

A relva tem que ser mais verde no local onde este trabalho foi escrito, dada a naturalidade com que o J-K expressa as suas imagens caprichosas, auxiliadas pelo seu tom de voz único. Peculiarmente, e apesar de nunca nos incentivar a tal, há todo um sentimento positivo que toma conta de nós ao ouvir este trabalho que caminha sempre entre a simplicidade desarmante e a densidade poética. A musicalidade é contagiante neste registo, cortesia da tendência natural do J-K a atribuir nuances melódicas ao seu rap e ao trabalho de produção de DarkSunn, Nexus, Taseh e Stray (que também rima no tema título do EP).

J-K veio para provar que há espiritualidade e ligação às raízes no rap alternativo.

Baixar EP de J-K - Complexo de Inferioridade

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Lançamentos para breve

O rapper J-K é um protegido da Monster Jinx e a saída do seu EP "Complexo de Inferioridade" está em contagem decrescente. Enquanto as restantes faixas são um segredo bem guardado, oiçam o tema "Cara de Poker". Sem complexos!

NGA e Madkutz já vêm fazendo bastante barulho com esta mixtape. Faltava referi-la aqui no HIPHOPulsação. É um trabalho que se espera também com expectativa. Para mais informações sigam por esta via. "No Meu Block" é uma oferta que podem desembrulhar aqui.