sexta-feira, 1 de outubro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
SampleMania: Them Two vs Reks
terça-feira, 7 de setembro de 2010
SampleMania: George Benson vs Akrobatik
George Benson
Akrobatik
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
SampleMania: "Feeling Good"
Anthony Newley foi um cantor, compositor e actor inglês que iniciou uma carreira artística por meados dos anos 50 e que teve o seu término quando faleceu em 1999. Leslie Bricusse, também ela uma compositora britânica, ocupa ainda os seus 79 anos de vida escrevendo musicais, isto numa altura em que parece já ter arrumado para canto a composição de canções fora desse âmbito teatral (ela que deixou as suas impressões digitais em alguns sucessos de grandes nomes). Esta dupla de compositores tem em comum o facto de ter recolhido uma considerável popularidade na década de 60 quando se incidiram na criação de vários musicais, precisamente. Em 1964 estariam longe de imaginar que um pedaço da banda-sonora de “The Roar of the Greasepaint – The Smell of the Crowd” iria ser ressuscitado pelas gerações seguintes, até à dos dias de hoje. Falo concretamente de uma das muitas canções reproduzidas por Negro & The Orchans durante o tal espectáculo: “Feeling Good” (vídeo acima). Esta peça musical partiria desde essa época numa viagem pelo tempo, atravessando longos anos a renascer em covers de um qualquer artista, num qualquer estilo musical.
Nina Simone terá sido apenas a primeira a morrer de amores por esse tema. John Coltrane também não lhe resistiu, soprando toda a sua admiração pelo o interior do seu saxofone. O Rock começou por ficar in love com a declaração pública dos ingleses Traffic, na entrada para a década de 70. Com relativa frequência também se testemunha a Pop a cantarolar a famosa letra de Anthony e Leslie.
Foquemo-nos no registo gravado por Nina Simone para o seu disco “Put a Spell on You”, de 1965. Tem sido elegido para soundtrack de filmes e séries de tv de modo recorrente. A sua “Feeling Good” terá sido, porventura, a música mais samplada do seu extenso repertório. Também no que ao Hip Hop diz respeito, esta é a versão que tem caído no goto, ou melhor, nos beats de inúmeros produtores internacionais... e nacionais.
Quem já ouviu o último álbum de Bob da Rage Sense por certo deslumbrou o fragmento recolhido de “Feeling Good” exposto no single “Andar à Chuva”. O acto foi concebido pelos dedos de Sam The Kid, com um resultado final deveras delicioso. De Chelas para Portimão os gostos parecem não se diferenciar muito. Pelo menos da prateleira de STK para a de Gijoe. O DJ e produtor algarvio também já se recriou com o vinil de Nina Simone, quando confeccionou um instrumental para o seu compatriota da Kimahera Kristo, nomeadamente a faixa “Eu Sou Tipo”.
Atravessando fronteiras, sem, contudo, abandonar a Europa, detecto desde logo uma intervenção idêntica na região escandinava deste continente. Promoe – proeminente rapper do colectivo sueco Looptroop Rockers – marcou o primeiro dia do ano passado com um novo som a que só lhe poderia chamar “New Day”. A produção coube a uma dupla originária de Estocolmo (cidade na vanguarda do rap sueco) chamada Astma & Rocwell. O sample, esse, é indubitavelmente de Nina Simone. Outra ode feita por aquele país (limitando-me ao Hip Hop, naturalmente) a esta diva do Jazz partiu do grupo Fjärde Världen, na faixa "Ingen Annan", do disco "Världsomspegling".
Mal seria se no país de Nina Simone não houvesse quem “brincasse” com a sua obra. Já muitos o fizeram e outros continuarão com certeza a fazê-lo. AZ, por intermédio do produtor Goldfinga, recolheu na americana inspiração para o primeiro minuto e meio do álbum “Pieces of a Man” (1998). Curiosamente, RZA pegou em “Feeling Good”, mas não em Nina Simone. A cantora Freda Payne havia também ela feito uma cover de Nina Simone, e foi essa versão que o produtor e rapper do clã Wu-Tang foi resgatar para o seu terceiro disco - "Birth of a Prince".
terça-feira, 11 de maio de 2010
SampleMania: Hank Crawford - Wildflower
Ter ouvido as 16 barras da W-Magic suscitou em mim o interesse em ressuscitar a rubrica SampleMania que andava meio esquecida aqui no HIPHOPulsação. E tudo por causa do fantástico sample contido no instrumental em que W-Magic rimou. Trata-se do tema “Wildflower” de Hank Crawford. Incluída no álbum homónimo editado em 13 de Dezembro de 1973, esta canção rapidamente granjeou sucesso e contém uma abissal qualidade. Para as novas gerações, particularmente para as que fazem uso do sampling, “Wildflower” é um verdadeiro chamariz para subtrair dali graciosas notas. Percebe-se porquê. Para ficarem a conhecer um pouco melhor a história de Hank Crawford cliquem aqui. Eis alguns artistas que homenagearam Hank Crawford e a sua música usando o sample de "Wildflower":
sexta-feira, 16 de abril de 2010
J Rawls Sampla Música Portuguesa? (Cont.)
Há cerca de um ano propusemos aqui um desafio muito simples. Estimulamos os nossos leitores a revelarem/descobrirem o sample português (sim, porque aquela voz é lusa, de certeza) que embeleza a música "Dear You", produzida por J Rawls para o duo Unspoken Heard - Asheru e Blue Black. A verdade é que até hoje ninguém nos soube elucidar (nem nós desvendamos o mistério).
Como nos tempos que correm estamos bem mais apetrechados a nível de visitas, voltamos a colocar de pé o desafio, só por descarga de consciência. Haverá finalmente uma alma que acabe com esta nossa dúvida?
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Teddy Pendergrass VS Raekwon & Mind da Gap
Enquanto integrante de Harold Melvin and The Blue Brothers, Teddy Pendergrass ajudou à construção de sucessos como "You Know How to Make Me Feel So Good". Quando fiz o post anterior, esqueci-me de incluir o fantástico uso dum sample desta música num dos temas clássicos de Raekwon: "Rainy Dayz (Remix)". Mr Dalvin foi o autor desta remistura, trabalhando com mestria o sample. Muito bom resultado:
Quem também usou um sample de Teddy Pendergrass foi o grupo português Mind da Gap. "Come Go With Me" serviu de inspiração para a realização do instrumental do tema "Despedidas", incluído no álbum A Verdade de Mind da Gap.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quinta-feira, 23 de abril de 2009
SampleMania: 9th Wonder / J Dilla / Tony Tato x Let The Dollar Circulate
Comummente, surgem algumas celeumas no universo Hip Hop. Ora por rimas que são ditas, ora porque alguém era underground e virou comercial, ora porque há personalidades que colidem, ora porque um produtor usou um mesmo sample que outro já tinha usado. É exactamente este último ponto que me faz bater os dedos no teclado hoje. Será que quando um produtor usa um sample nunca mais outro produtor deve usar esse sample? Será que se justifica que seja novamente utilizado?
Em primeiro lugar, o Hip Hop prima e primará sempre pela liberdade. Desse modo, creio que é perfeitamente normal e legítimo que um mesmo sample seja a ferramenta de trabalho de todos os que queiram poli-lo. Em segundo lugar, entendo que a criatividade é fundamental nesta cultura. Logo, qualquer produtor que se preze, munido da sua arte e engenho, procurará pegar num trecho de uma música de modo a obter dali uma peça exclusiva. Assim, dificilmente serão criados instrumentais iguais e não haverá lugar para suspeitas de usurpação de ideias. Quem labora com um mesmo sample é alguém que com outra experiência e sensibilidade artísticas tentará imprimir o seu toque pessoal na obra, conferindo a sua valia técnica e reinventando outras possibilidades musicais. São ridículas algumas polémicas que se levantam que nem poeira, toldando as pessoas da verdadeira realidade: cada produtor possui as suas ideias e processos criativos próprios ao engendrar um instrumental e não é justo que os sucessores do primeiro produtor a usar determinado sample sejam apelidados de imitadores.Para justificar o que atrás referi, trago-vos três instrumentais que se basearam na mesma música. O tema samplado é “Let The Dollar Circulate” de Billy Paul, que foi incluído no álbum «When Love is New» de 1975. Billy Paul nasceu a 1 de Dezembro de 1934, em Filadélfia. Começou precocemente a cantar e nos anos 50 e 60 já fazia companhia em palco a muitos dos grandes nomes da cena musical norte-americana. Coleccionou sucessos, fazendo uma notável carreira nos domínios da Soul e do R&B com canções como “Me & Mrs. Jones”, “Let ‘Em In”, “Your Song”, “Only The Strong Survive” e “Thanks For Saving My Life”.
O primeiro instrumental que apresento é da autoria de 9th Wonder. Destacadíssimo produtor da Carolina do Norte, 9th Wonder já colaborou com alguns dos mais meritórios artistas do Hip Hop norte-americano. Granjeou o reconhecimento do público fazendo parte do grupo Little Brother. 9th Wonder é um fiel discípulo de produtores como Pete Rock e Premier. Neste instrumental, a Nona Maravilha conseguiu um resultado soberbo. É carregar no play e confirmar.
O segundo instrumental é uma cortesia de J Dilla. Já teci algumas considerações sobre J Dilla aqui. Artista de mão cheia, não necessita de apresentações. Forneceu este beat a Steve Spacek, inglês que cruza géneros vários mas sempre norteado pela Soul, onde se assume como um ponta-de-lança. A canção é estrondosa e faz parte do álbum “Spaceshift”, lançado em 2005 pela editora Sound In Color, sediada em Los Angeles.
O terceiro instrumental foi uma descoberta casual que fiz no youtube. O produtor é um perfeito desconhecido. No entanto, o resultado final é muito bom e merece absolutamente uma audição. Tony Tato é assim que se apresenta.
O que pretendi relevar aqui é que, desde os nomes maiores da produção de batidas a nível mundial como 9th Wonder e J Dilla até completos anónimos como Tony Tato, todos eles realizaram instrumentais belíssimos e distintos apesar de terem usado o mesmíssimo sample. Em suma, estes produtores trabalharam a mesma amostra à sua maneira, sendo que os instrumentais, precisamente por essa diferença, mostraram-se transbordantes de sublimidade, acentuando a multiplicidade de soluções criativas que um único sample oferece.sexta-feira, 10 de abril de 2009
J Rawls Sampla Música Portuguesa?
Instrumental de J Rawls
Eu e o Sempei já temos esta dúvida há algum tempo e ainda não a conseguimos desfazer. Descobri o álbum “Soon Come...” de Unspoken Heard (Asheru & Blue Black) há sensivelmente um ano e meio, embora este trabalho tenha sido oficialmente editado a 4 de Setembro de 2001. O disco é todo ele bastante agradável de se ouvir. No entanto, a faixa que mais me prendou a atenção foi "Dear You", por ser belíssima, mas também por lhe reconhecer palavras ditas na língua de Camões. Isso mesmo, ao que parece, J Rawls, produtor do instrumental, usou um sample de voz feminina em língua portuguesa. Inicialmente, julguei que fosse português do Brasil, uma vez que é pública a admiração que J Rawls nutre pela música popular brasileira. Todavia, numa audição mais cuidadosa torna-se mais nítido que a voz expressa o português europeu. O ónus da questão reside em desvendar a artista portuguesa que J Rawls terá samplado. Assim, este post constitui um desafio a todos aqueles que visitam o nosso blog. Quem souber a proveniência deste sample de voz, por favor, não hesite em elucidar-nos.
P.S.: O HIPHOPulsação comemora hoje um mês de vida. A todos aqueles que nos visitam e apoiam o nosso muito obrigado. De tão prazeroso que foi, um mês passou bastante rápido. Costuma dizer-se que o que é bom acaba depressa, mas estamos empenhados em fazer perdurar ao máximo a satisfação que é escrever sobre o Hip Hop. Todo o feedback continua a ser bem-vindo, sejam críticas, sugestões, opiniões, reparos. Enfim, o que entenderem. Valeu!
"Dear You" de Unspoken Heard
domingo, 5 de abril de 2009
A Arte de Remexer nos Caixotes
Procuras ardentemente vinis em segunda mão? Frequentas feiras onde coabitam as mais diversas velharias? Não te importas de sujar as mãos e entupir as vias respiratórias com pós irritantes? Arriscas-te a descer rumo a caves atulhadas, escuras e pouco arejadas? Tens cedido à tentação de revelar os teus spots secretos aos amigos por mais que eles to peçam? Se respondes-te sim às sucessivas perguntas, parabéns, estás oficialmente infectado pelo vírus do beat diggin’!
Procurar a batida perfeita implica aceder a um mundo restrito à maioria das pessoas, repleto de pilhas e de caixotes ávidos por serem remexidos, de modo a terem novamente vida. O pó que se gruda aos dedos é uma insignificância, um mal menor, perante a possibilidade de se encontrar aquele holy grail com que se sonhava e que tanta inveja faria a quem nunca o encontrou ou, pior, a quem pagou um balúrdio por ele numa loja de discos. O diggin’ é uma arte da persistência, da procura constante, que balança entre a desilusão de não se achar disco algum que desperte interesse, num dia, e o júbilo de se desenterrar, mais tarde, um tesouro que alguém negligentemente deixou à mercê do manto de esquecimento do tempo.
Ser-se um digger é ser-se distinto de um coleccionador de discos. O digger tem uma espécie de técnica diferente e interesses particulares que o levam a obter um determinado disco. Um coleccionador é, por exemplo, aquele que tem preocupações ao nível do número do catálogo. É um pouco complexo delimitar as fronteiras por forma a fazer-se a distinção entre um e outro, pois digger e coleccionador são perfeitamente compatíveis na mesma pessoa. A curiosidade pela música é a maior alavanca para um digger. Ela estende-se a todas as melodias. Qualquer digger de boa índole jamais comete o crime de desprezar género musical algum, assim como não se rege por balizas temporais já que qualquer período é digno de ter música de qualidade. Impregnado nos genes de cada digger estará também certamente o gosto pela cultura dos samples, no sentido de se perceber quem usou o quê e onde terá determinado produtor bebido inspiração para as suas criações.
“O Hip Hop começou com o conceito de cortar discos velhos e rimar sobre eles. E, antes disto, rimar sobre qualquer coisa”. Diamond D sintetiza aqui a importância do diggin’ para o Hip Hop. A beleza está em ressuscitar velhos mas preciosos pedaços de música, torná-los actuais e cedê-los aos mc’s para que eles debitem as suas rimas. Isto é o Hip Hop, isto será sempre o Hip Hop. Através do diggin’, os produtores de Hip Hop processam a reactualização do antigo, a música outrora esquecida é restituída ao mundo. O culto pelo vinil deriva essencialmente da natural paixão pela música, mas não só. O diggin’, para lá do simples deleite ou coleccionismo musicais, é uma actividade que se revela imprescindível para que produtores de Hip Hop e DJ’s obtenham os seus instrumentos de trabalho. É que em cada rodela de vinil podem estar ocultados diamantes capazes de fornecer o carburante ideal para que os mais audazes, perspicazes e criativos fazedores de batidas provoquem um incêndio sonoro inextinguível. Boa parte dos produtores de Hip Hop mantêm-se fiéis à tradição do sampling, considerando-a como a mais pura das essências. Definitivamente, samplar é homenagear. No caso dos DJ’s, os discos antigos servem para enriquecer os seus sets com aquelas relíquias musicais, que provocam o orgasmo auditivo fruto do contacto entre a agulha e o disco. E passar discos encontrados no terreno é o maior dos orgulhos.
O diggin’ é uma arte que almeja exclusivamente a obtenção de música antiga, sendo que esta é naturalmente sinónimo de vinil. Qualquer digger experiente já sentiu nas mãos o plástico de uns bons milhares de discos. Todavia, é importante salientar que a colecção de um digger não é estática, ela evolui continuamente. Em muitos casos, é a fome do intelecto que impulsiona as pessoas a aderirem ao diggin’. O Hip Hop contribuirá fortemente para que muitos enveredem pelo diggin’, ou por necessidade de material para produzir batidas ou pelo simples atractivo de se colocar ao lado dos álbuns de Hip Hop aqueles discos que lhes serviram de alicerce criativo. É incontornável não nos sentirmos seduzidos em cultivar a indagação das raízes, buscando os samples originais. O Hip Hop é uma espécie de género musical omnívoro, que se alimenta de todos os sons, e por isso torna-se interessante investigar, identificar e perceber todas as iguarias musicais de estilos vários que se digerem no cerne do próprio Hip Hop.
A técnica do diggin’ só se adquire com a experiência, já que é o tempo quem ensina as melhores dicas para se desvendar se um disco é bom ou não. A capa pode ser um indicador da valia do disco. A ficha técnica também. O ano, a latitude, a editora, são sempre aspectos importantes e a ter-se em conta. No entanto, o erro assumidamente faz parte da vida de um digger. Há quem ouça os discos antes de os comprar, mas nem sempre isso é possível. E depois há o gosto e a educação que se fomenta e provém da leitura de revistas e livros sobre música. Neste ponto, é incontornável não referir a bíblia de qualquer digger: a “Wax Poetics”.
A importância e o tributo que se pode prestar aos diggers é o de conseguirem redescobrir um artista já esquecido, recuperarem-lhe o culto e trazerem-no de novo para a ribalta, de modo a que o seu trabalho seja redescoberto e reapreciado. Há uma enorme gratidão de muitos artistas para com os diggers. Reconhecem-lhes o benefício, gostam de ser samplados. Demonstrando sensibilidade e permitindo a extensão das fronteiras sonoras, os artistas simpatizam com as homenagens que lhes são feitas, não se rebelando contra as recriações e renovações das suas músicas. Inclusive há casos de artistas e bandas que regressam ao activo em virtude do diggin’. Forma-se e desenvolve-se um novo mercado impulsionado pelos diggers como é exemplo a criação de lojas ou editoras dedicadas à reedição de discos.Os diggers são cultores da descoberta, desenterram os tesouros sonoros que o tempo ocultou, na missão de compreenderem e conhecerem a música. O diggin’ é uma arte que deve ser estimada, respeitada, admirada, valorizada, pois é enorme o amor, a dedicação e o benefício que um digger oferece à música. Um digger é dotado de elevada nobreza e sensibilidade. Senão vejamos: submete-se a procurar música nos sítios mais improváveis, descobre artistas de quem o tempo já não guarda lembrança, possibilita que a música e o artista sejam devolvidos ao conhecimento do público, havendo ainda o bónus da obra recuperar vitalidade e ser investida de uma nova actualização. O diggin’ é uma arte de pleno direito e completamente meritória. E a (re)descoberta do passado é a acendalha perfeita para todos os melomaníacos.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
SampleMania: Wishing x I'm in Love
Todos aqueles que se apaixonam pelo Hip Hop e o escutam constantemente, mais tarde ou mais cedo, são assaltados pela curiosidade de conhecer a origem, a inspiração, que determinado produtor teve na concepção de um instrumental. Imbuídos nesse espírito de arqueólogos musicais, estreamos uma nova rubrica aqui no blog, a fim de desbravarmos os fabulosos trilhos do sampling.A primeira canção escolhida para aqui figurar foi “Wishing” de Edo G, que teve a valorosa colaboração de Masta Ace. O tema foi incluido no álbum “My Own Worst Enemy”, editado em 2004 pela Fat Beats. “Wishing” foi produzido por DJ Supreme One que ofereceu aos rimadores uma extraordinária base para as suas palavras fluírem. A sumptuosidade deste instrumental é notória, deliciando-nos do primeiro ao último segundo. DJ Supreme One soube escolher exemplarmente um maravilhoso sample e trabalhou-o certeiramente, resultando o processo criativo numa autêntica preciosidade musical. As palavras de Edo G e Masta Ace completaram a pintura, alcançando-se um equilíbrio perfeito.