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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

domingo, 19 de junho de 2011

Simple - Dualidade Tridimensional (crítica)

Simple está de volta às edições com “Dualidade Tridimensional”. Este EP do MC de Leça de Palmeira sucede à aclamada mixtape “Um 1/7 Sétimo”, que foi certamente um marco para todos aqueles que a ouviram. No novo trabalho do rapper fica sublinhado a traço grosso o porquê de Simple ser um dos meus rappers portugueses preferidos. É ainda daqueles artistas que mereciam mais atenção da parte de quem é ouvinte, na minha opinião.

Depois de conceber a tal louvada mixtape, Simple ou continuava na senda daquele caminho ou procurava a evolução. Optou pela segunda hipótese. Naturalmente que há em “Dualidade Tridimensional” resquícios do rapper que fez “Um 1/7 Sétimo” mas existem também apontamentos que comprovam a ascenção de Simple ao patamar lírico dos grandes nomes do rap português.

Renascendo neste EP, qual fénix, convém recordar que Simple já leva mais de uma década dedicada ao movimento Hip Hop. Não é propriamente um novato que começou agora a escrever e a debitar as suas rimas. Portanto, já tem um traquejo que lhe permite estar à vontade com os beats e com a forma de melhor rimar. Todavia, tem-se a noção de que não é muito conhecido, daí que o próprio faça questão de enviar uns cumprimentos: «dá um forte abraço ao buzz/ manda beijinhos à fama». Certo é que Simple não poupa em sentimento. É capaz de derreter beats com as suas letras em chama e com o seu flow afiado não se estranha que diga algo do género: «parto-te essa pedra à qual chamas coração».

É incontornável a referência à mixtape “Um 1/7 Sétimo” já que o próprio Simple criou uma «Intro» em que pegou em alguns versos pertencentes a esse registo e juntou-os aqui numa só faixa, fazendo a ponte entre as suas duas únicas edições discográficas e provando a mística que está contida naquela mixtape.

Quanto a mim, o grande destaque de “Dualidade Tridimensional” é o desenvolver, o aprofundar, da sua vertente de storyteller. Neste domínio, Simple joga muitos trunfos na mesa, diversificados, ora com humor, ora com suspense, mas sempre com uma estrutura muito bem montada. “Ela já não bate” é um banger instântaneo; “Cinderela” é um dos meus sons preferidos do EP, em que a história e a batida estão no ponto; “9 Segundos e ½” é um thriller, com ambiente sinistro, em que parece que estamos fisicamente junto com Simple, vendo o que ele vê e fazendo parte daquela contenda.


Aqui Simple não faz aquele tipo de rap directo, frontal, explícito. Não. Simple socorre-se da metáfora e obriga a que o ouvinte faça também o tema, seja parte do mesmo, que não tenha uma atitude passiva perante ele. Desta forma, obriga o ouvinte a pensar, a imaginar junto com ele e isso é bom. É uma grande valia, uma prova da inteligência do rapper que quando cria não opta pelo caminho mais fácil. Aqui procura-se imprimir arte àquilo que se diz.

A mestria de Simple, a sua escrita refinada, densa, cerebral, humana, está presente em temas como “Absolvição” («vivo entre o céu e o inferno com um pé de cada lado») “Odeio-te” (um beef ao tédio!) e “Serão” (com os convidados em bom nível Dom Rubirosa e Redoptic). Por outro lado, “Accapelas” é uma montra de exibicionismo: ao seu flow, ao seu tecnicismo, ao jogo de aliterações, um desafio ao próprio MC, que parece sempre faminto, procurando trincar o beat como se fosse a última vez na vida que rimasse. Nota também para as excelentes produções tanto de Lt como de Kron ao longo deste EP, que contribuem, sem dúvida, para a elevação do nível do mesmo.

“Dualidade Tridimensional” deixa perceber a muito boa forma de Simple, deixando água na boca para o muito (acreditem) que ainda aí vem. Este EP não tem ainda o valor afectivo de “Um 1/7 Sétimo” – falta o tempo consolidar essa relação – mas tem um punhado de sons que atrevo-me a afirmar que ficarão na História do rap português como são exemplo «Odeio-te», «Cinderela», «9 Segundos e ½” e “Ela Já Não Bate”. Ouvintes de rap português ignorarem este EP é como estarem sequiosos no deserto, haver alguém que lhes aponte um oásis e não acorrerem lá para matarem a sede. Para sintetizar a ideia que perpassa em “Dualidade Tridimensional” o melhor é usar as palavras do próprio Simple em ‘Complexidade da Simplicidade’: «9 temas, 2 esquemas, rápido e brutal». Brevemente haverá mais.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

SimpLe - "Dualidade Tridimensional"

Depois da mixtape "Um1/7Sétimo", SimpLe apresenta o EP "Dualidade Tridimensional" , composto por dez temas produzidos por Kron e LT (GovSom), com participações de Redoptic e Dom Rubirosa, gravado no estudio SoundCrate por Dj SlimCutz e misturado por Dj Sistema.

O E.P encontra-se disponível - directamente com o artista num show perto de ti - ou na página do facebook. No Porto - Zona 6 e Barrako 27 - Zona Centro – SublimeVilla e baimaloja online shop.

Um pack de “teasing” encontra-se disponivel neste link para terem acesso a 3 temas + letras + capa.

"Complexidade Da Simplicidade" foi o tema escolhido para o videoclip.


Realização, câmara e edição: Artur Caiano e Tiago Lessa

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

SimpLe - Dualidade Tridimensional EP (Apresentação)

Sempre que uma série televisiva agrada, tudo se faz para não se perder o episódio seguinte. A carreira de Simple não é curta, até podia dar já um filme, mas por ora vai-se fazendo em simbólicos fotogramas que futuramente constituirão uma grande película de sentimentos. “Um 1/7 Sétimo Mixtape” foi o primeiro capítulo da sua história, onde o herói se deu a conhecer, onde derramou sangue pelas suas paixões e exibiu nobreza de carácter na luta por um bem comum, de modo a cair no goto daqueles que virem nele um espelho. Com a paciência de um samurai, arquitectou um novo plano, conferiu estratégias, investigou no terreno, incorporou a minúcia dos mais exigentes, até à hora de atacar. Que é agora. Há quem esteja à espera dele há muito tempo, sabendo que ele vem aí com toda a sua força, com todas as armas e trazendo reforços. Mas esses não o temem, não se afligem, esperam o guerreiro de braços abertos. Não que especificamente SimpLe os venha salvar. Mas fundamentalmente rejubilam com o seu regresso porque sabem que SimpLe vem para fortalecê-los na luta, pois afinal estão todos na mesma rua, no mesmo campo de batalha. Eis SimpLe a delinear objectivos e caracterizando a sua mais recente missão:

"Dualidade Tridimensional alterna de uma forma sincopada entre a densidade lírica e uma insanidade temperada com lógica e carisma. Das metáforas subliminares à dinâmica instrumental, tudo se divide em dois produtores, LT e Kron (GovSom) e posteriormente é multiplicado por três… eu, eu mesmo e eu próprio.
Se procuras o convencional, convence-te e esquece…
Se procuras o irracional, raciocina e esquece…
Se procuras o que não encontras…saúdo-te, acabaste de o descobrir por ti, nunca te esqueças disso…
O fio condutor deste trabalho não é visível ao olho do comum mortal, contudo negar a sua existência é negar a minha própria pulsação, não a vês, não a sentes, mas ambos sabemos que existe…isso é Dualidade Tridimensional... SimpLe"

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sexta, 28 de Janeiro @ Breyner85

O concerto de SimpLe será gravado e daí surgirá o seu primeiro videoclip.

domingo, 15 de agosto de 2010

DJ Yoke - Mega Street Phone Volume 01 (Crítica)

DJ Yoke teve a amabilidade de ceder ao HIPHOPulsação duas cópias da sua mixtape “Mega Street Phone Volume 01”. Publicamente, agradecemos a oferta. Este DJ de Aveiro tem vindo a ganhar cada vez mais notoriedade no meio Hip Hop português como comprova o seu trabalho e a sua participação em muitas festas.

Partindo para uma audição da mixtape de Yoke, assim numa apreciação global, superficial e facilitista, poder-se-ia concluir que “Mega Street...” pende para o comprometimento com a descontracção, para o mero propósito de se fazer por fazer despreocupadamente os sons. Em alguns momentos, esta impressão torna-se numa evidência indesmentível. Todavia, em boa verdade e acentuando o caudal de rigor na análise de cada faixa, percebe-se que esta mixtape tem minério escondido por dentro.

A realidade mais marcante deste trabalho é a potência instrumental e uma super surpresa na produção chamada Elbolah. A qualidade melódica de “Sem Dúvidas” junta-se à vibração malandra, que força a bater o pé, de “Gafanha”, mas bem que podia ter vindo dos ares da zona sul do Rio de Janeiro. “Tamos Lá!” é mais uma pedra preciosa produto da arte de manejar as batidas, desta feita recorrendo a um sample fantástico. Finalmente, a frescura certificada do produtor Elbolah encontra-se no último tema da mixtape, onde DJ Yoke brilha, soltando o cheiro do plástico riscado num perfeito jogo de legos entre ambos os intervenientes.

Ainda apreciando a deflagração instrumental, Mohad Sabre apresenta beats mais propulsivos mas com boas camadas de sombras a pairar-lhes, como se fossem nativos de caves escuras ou de sótãos poeirentos. Em antítese, Yoke opta por trabalhar notas mais requintadas, como em “Essência”, em que parece que faz um beat de veludo, ou “Terapia de Choque Remix”, onde a simplicidade se prolonga em algo bastante gostoso para ouvidos de fina sensibilidade. Agrupe-se na elite de produção também Taseh e Polémico com bases boas para os MC’s rimarem, confirmando-se o extenso rol de artistas com a habilidade de extraírem agradável música das máquinas mágicas.

A nível de rimas, coloco sob os holofotes apenas alguns nomes. Neste particular, nota-se alguma fragilidade de alguns rappers e aqui acentuo a tal leveza a que me referia inicialmente, em que alguns por falta de estímulo ou capacidade não conseguiram causar impacto com as rimas. Colocados os devidos pontos nos is, debaixo de intensas luzes está Beware Jack. Tem grande potencial, assente num estilo que carrega no âmago originalidade e produz vício ouvi-lo, já que nos prende do início ao fim com as suas palavras. Promete! Ouvidos nele pois o próprio diz que vai escrever a sua vida numa pauta.

Apontamentos bem positivos para as participações de dois rappers com os quais estou perfeitamente consciente quanto à sua valia: Praso e Simple. Este último, com os olhos postos na permanente evolução, aproveita para ensaiar novas técnicas de rima e de flow. Quanto a Praso, já oportunamente dissequei sobre o seu trabalho aqui, já que participa na compilação de Yoke com um som do seu último disco.

Em termos da composição de temas, destacaria cabalmente dois: “Lisboa” e “Essência”. No primeiro, esforçada e briosamente Síndroma desenha uma narrativa sobre as vielas da Capital e sobre os lugares que não aparecem nos postais para os turistas comprarem. Síndroma cospe as suas rimas no mesmo ritmo frenético e nervoso da vida dos alfacinhas. El Sabe, por seu turno, rimando em castelhano, portou-se muito bem. Teve uma boa química com o instrumental de Yoke, notando-se-lhe uma dinâmica bem madura na profusão das rimas que envolvidas no beat apetece dizer que sabem à doçura dum suave caramelo, daqueles que antigamente os portugueses iam buscar a Tui, na Galiza.

Não tão especial quanto os anteriores mas digno de ser mencionado é o tema de Wuser. “Eu Já Estou Farto Remix” traduz a fadiga do artista pela situação calamitosa do país. Cansaço, esse, que contrasta com a energia com que atira o bafo das suas palavras para a cara dos seus visados. Confesso que fiquei farto deste som quando Wuser tocou no tópico Futebol Clube do Porto...

Para fechar, endereçar, mais uma vez, os parabéns ao DJ Yoke pelo trabalho e pela simpatia da sua oferta, não esquecendo o aguerrido esforço em manter a Zona Centro no mapa do Hip Hop português. Esta mixtape vale essencialmente para mostrar que o nosso Hip Hop pode estar descansado quanto a fazedores de batidas, têmo-los em bom número e em qualidade; acentua a proeminência de Yoke como gira-disquista; e por fim, dá realce a alguns rappers como Praso – que já é uma figura importante – como Beware Jack e Simple, que têm valor e que só dependerá deles a afirmação no patamar cimeiro do nosso rap, sem esquecer a participação internacional de El Sabe, que melhor contribuiu para o cosmopolitismo da mixtape.

domingo, 25 de julho de 2010

Reportagem: Concerto de Simple (23/7/2010)

Arrumámos, na Sexta-Feira à noite, um tempinho para nos deslocarmos a Leça da Palmeira, no sentido de acompanharmos as incidências de um concerto de um rapper por quem os autores deste blog sentem uma indisfarçável simpatia e admiração: Simple.

É verdade, o mestre-de-cerimónias leceiro abriu a primeira parte do espectáculo da banda reggae da mesma região – Souls of Fire – e teve o agradável gesto de nos convidar a marcarmos presença naquele momento certamente importante para ele. O caso não era para menos: Simple actuava na sua zona e para bela surpresa nossa teve a chance de mostrar a sua música a uma audiência vastíssima. O recinto estava apinhado de gente. Ok, muitos nem conheceriam o Simple e estavam ali unicamente com o propósito de verem a banda cabeça-de-cartaz. Mas olhando para aquilo que Simple fez em palco, muitos terão ficado agradavelmente surpreendidos com a performance dele.

Simple, acompanhado por DJ SlimCutz e por Redoptic, trouxe uma nova luz ao olhar perplexo dos que desesperavam devido ao atraso das emoções que pretendiam usufruir com a chama da paz, amor, união e respeito de Souls of Fire. Todavia, Simple fez ecoar nas colunas de som esses predicados também. Estreando o seu concerto com uma acappella, muitos terão sentido na alma a sensação que Fernando Pessoa eternizou através dos versos: o que no início terá sido estranho para o público posteriormente harmonizou-se e entranhou-se bem fundo neles. Orgulhosos filhos da terra, os três artistas em palco exibiram radiantes o seu hip hop aos conterrâneos.

Simple calcorreou alguns temas da sua mixtape, mas não apresentou “Velha Escola” para tristeza do Sempei! Destaque para a dedicatória que fez à família, particularmente às mulheres da sua vida – filha, mulher e mãe. Um refrão inspirado nas palavras da mãe de Simple gerou um dos pontos altos da noite, com muitas pessoas a cantarem em uníssono com o MC: “Quando eu era puto/ O que ouvia mais/ Vadio, vagabundo/ Não sei a quem tu sais”. A empatia foi instantânea! Terá sido pela identificação com a situação?...

A fechar, Simple teve ainda tempo para um freestyle, numa noite bem agradável, com muitas pessoas na festa, num concerto ao ar livre, em que ele aproveitou de forma excelente a oportunidade de actuar verdadeiramente em casa.

terça-feira, 30 de março de 2010

MegaStreetPhone Vol.1

DJ Yoke está de volta ao serviço após o lançamento do primeiro álbum dos DeepNiggaz, em conjunto com G-Smooth e Aby. "MegaStreetPhone Vol.1" é a desculpa, em formato físico, para o regresso deste DJ e produtor noctívago de Aveiro. Contando com artistas oriundos de todo o país, "MegaStreetPhone" terá novos episódios posteriormente.

Para já, no primeiro pacote, para além de DJ Yoke, nomes como Beware Jack, SimpLe, Mohad Sabre, Taseh e Praso (entre outros) encarregam-se de abrir as hostes.

A mixtape, que usará e abusará (no bom sentido) do scratch, boom-bap e turntablism, tem chegada marcada para 1 de Abril, ou seja, na próxima quinta-feira. Com marca da ChupaLoops, a mixtape estará ao alcance dos interessados no site desta associada da editora GovSom. Também nesse sítio, já se fazem escutar os singles "Gafanha" e "Não Fujas Não Corras Remix", que mais abaixo disponibilizamos para download gratuito.

Download "Gafanha" aqui e "Não Fujas Não Corras Remix" ali.

http://www.chupaloops.com/

sábado, 2 de janeiro de 2010

SimpLe - CompLexidade da SimpLicidade (download)

SimpLe, rapper de Leça da Palmeira, decidiu começar o ano novo da melhor maneira, brindando-nos com a faixa de apresentação da sua futura mixtape. Ela chamar-se-á “Dualidade” e será inteiramente produzida por LT de Governo Sombra. Este novo som de SimpLe intitula-se “CompLexidade da SimpLicidade” e é um breve resumo da carreira deste MC e simultaneamente transparece as coordenadas por onde o leceiro irá mover-se neste novo ano de 2010, que se prevê agitado e extremamente frutuoso. Mas melhor do que as minhas explicações sobre SimpLe, é inteirarem-se das palavras do próprio, que num texto seu levanta um pouco do véu, conservando, porém, o mistério sobre aquilo que será a sua nova mixtape:

Numa escadaria musical, os degraus são íngremes e sinuosos…cada passo é um risco, sopram ventos liberais na ditadura democrática, porém remeto-me ao silêncio nesta manifestação altruísta…a vida ensinou-me que não é preciso gritar para ser ouvido…
Milícias profanam templos sagrados...o padre já perdeu a fé nos fieis infiéis, mas a sua permanece inabalável. Celebra a missa numa harmonia eclesiástica contagiante, remetendo sentimentos como a ira e inveja para a penumbra...onde pertencem e de onde nunca deviam ter saído, mas saíram...
A necessidade de afirmação é ilusória quando não garante sobrevivência, respeito é tudo...
Imparcialidade é um dom obsoleto, neutros só os átomos que absorvem o negativo como experiência e o positivo como exemplo, não estou a falar de Física...
Acima das nuvens caminho numa linha ténue em equilíbrio, assusto-me quando olho para baixo...mas não tenho vertigens...receio o que por baixo de mim se encontra...
Paz através de poder de fogo total não é solução...é domínio.
Ausência de guerra através da paz não é solução...é ilusão.
O que dantes era, hoje não é, amanhã dificilmente será... já foi...

SimpLe - "CompLexidade da SimpLicidade" (download)

www.myspace.com/simplept

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Pin Up, 30 de Novembro de 2009 (Fotos)

Mais um álbum para a colecção fotográfica do HIPHOPulsação. Desta vez, as fotos foram captadas no bar portuense Pin Up, na noite de 30 de Novembro, quando DJ Yoke, Soldado, DJ SlimCutz, SimpLe e Supremo G (assim como todos os convidados de cada um) subiram ao palco.

Para ver as fotos (assim como os outros álbuns) basta sentir o pulso a este link:

http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewAlbums&friendID=470195182

A qualquer momento a colecção poderá ser abonada, assim que haja material para tal. Para acompanhar o processo de enriquecimento basta, obviamente, estar atento ao myspace ou ao blog.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Evento: Hip Hop no Pin Up (30-11-09)

A reportagem, que fizemos para o H2T, da festa de Hip Hop que teve lugar no Pin Up no dia 30 de Novembro já está ao alcance dum clique. Lembro que entre os convidados dessa noite estavam DJ Yoke, DJ SlimCutz, Soldado, Supremo G, SimpLe, entre outros. Brevemente no nosso myspace podem ver mais fotos sobre este evento. Para já, acedam ao H2T para pulsarem a reportagem, através da seguinte ligação:

http://www.h2tuga.net/cronicasdeeventos/085_pinup_30nov2009.php

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Mais um cartaz

Está marcada para dia 30 de Novembro (precisamente de hoje a duas semanas) mais uma festa de Hip Hop no Pin Up - bar que anima a baixa da Cidade Invicta. Supremo G aka Jimmy P (que respondeu a algumas perguntas nossas aqui) dá a conhecer ao vivo a Mixtape "Live On Stage", contando com alguns convidados seus. Já LT aka Philly Gonzalez (Governo Sombra) apresentará a sua Mixtape "LT Primeiro". A noite contará ainda com a actuação de Soldado (Crewzada) e dos Dj's Yoke e SlimCutz (Monstro Robot), 4º classificado e campeão do último DMC Portugal, respectivamente.

* SimpLe - que foi inexplicavelmente esquecido no texto acima - fará um teaser do segundo volume da "Complexidade Da Simplicidade", não deixando de percorrer as faixas clássicas da Mixtape "Um 1/7 Sétimo".

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

SimpLe - Um 1/7 Sétimo Mixtape (Crítica)

SimpLe é um nome que paulatinamente vai sendo mais proferido por todos os que gostam de rap português. A primeira vez que ouvi falar dele foi através do Sempei. Finalmente, dediquei-me a uma audição atenta a fim de avalizar o trabalho deste mestre de cerimónias proveniente de Leça da Palmeira. Em boa hora o fiz, acrescento. SimpLe não é propriamente um novato na cena Hip Hop. Pelo contrário, já está nestas andanças há, pelo menos, 10 anos (deu o seu primeiro concerto em 17/12/1999 com um cachet de 1000 escudos!). Primeiro no breakdance, depois no mcing, SimpLe é um indivíduo profundamente marcado por esta cultura. Para se retirar essa ilação, basta ouvir “Um 1/7 Sétimo Mixtape”.

Em todo o trabalho, SimpLe demonstra qualidade técnica. Quer ao nível das letras, quer no que se refere ao seu flow, que caracterizaria como rasgadinho. O trabalho do leceiro exemplifica que a qualidade não cai do céu e nota-se, à medida que se escuta “Um 1/7 Sétimo Mixtape”, uma maturidade, experiência e um à vontade que só se adquirem com anos de prática. SimpLe dá-nos uma prova de consistência também. Rima com total paixão pela cultura Hip Hop. Destacaria ainda a mais-valia de SimpLe no que toca à construção de bons refrãos.

“Sintoniza no Canal” entra-nos como uma bala pelos ouvidos! SimpLe ataca os ouvintes com um super flow técnico e rápido, mais parecendo um sniper munido com uma arma de tecnologia de ponta. «Sentimento envolvido nesta cena musical/ Rimas e batidas em sintonia total», diz. E é assim. SimpLe passeia seguro em cima da batida, foca os temas que lhe apetece, pisca o olho às aliterações, enquanto está perfeitamente cómodo com o flow. Se por um lado, SimpLe ambiciona manipular o “som que traz o vento de mudança”, por outro, sabe que há realidades que não se alteram como a observação que faz acerca da ilusão que se apodera da juventude e que despoleta uma pose de Hollywood nalguns. Mas ficam as suas palavras gravadas na pedra: “sou rapper trago uma dica correcta” e não há cura para a pura loucura da minha rima, adianta.

Chegamos a “Vintage”. Neste apeadeiro, temos oportunidade de apanhar o comboio memorial de SimpLe, onde em curtos mas apaixonantes 4m21s fazemos a viagem do nosso protagonista na linha do Hip Hop. Em trechos de afectos e emoções pelo Hip Hop, SimpLe não prescinde da sua fluência verbal cortante, que primeiro pode estranhar-se mas que depois viciantemente se entranha nos nossos ouvidos (o criador dum certo slogan da Coca-Cola não diria melhor!). SimpLe certifica-se que captaremos com sucesso a sua mensagem de verdadeiro guardião desta cultura. Ora vejam se vos é difícil entender estes versos: “Aqui não rola 50, aqui não rola Beyoncé/ Aqui rola Velha Escola e beats do Premier”. Gostaram da visita de estudo?

Agora, vou fazer batota e avanço até à faixa 6 só para ter a oportunidade de relacionar o fim do parágrafo anterior com este. Cá vai: por falar em visita de estudo e já que isso se relaciona com a escola, que tal debatermos a sério, ou seja, sem Ministra da Educação, o estado da instrução hiphopiana? Embora fazer isso. “Velha Escola” é uma das mais belas e inteligentes odes que eu me lembro de ouvir em língua portuguesa aos mais antigos activistas desta cultura! SimpLe faz uma evidente mas magistral comparação da situação dos hiphoppers mais antigos com a de um físico edifício educativo de uso desgastado. Tal como esse monte de betão obsoleto, também as condições para a prática do Hip Hop não eram as mais favoráveis outrora. Porém, as lições aconteciam graças ao entusiasmo, boa vontade e puro amor de todos pela cultura. Os quatro cursos ministrados – mcing, djing, breakdance, graffiti - não tinham a aprovação do Ministério da Educação, é certo, mas tinham a vantagem de estarem isentos do pagamento de escandalosas propinas e de bucrocacia, estando somente à mercê de quem os quisesse cursar. E nem a inexistência de férias, fazia recuar os alunos. SimpLe relata-nos que frequentou o breakdance antes de se inscrever no mcing, num tom manifestamente emocionado. Agravado até pela inevitabilidade da “Velha Escola” ter de fechar as suas portas e dar lugar a novas instalações. Aconteceu, por via desse facto, uma “mudança radical no movimento estudantil”, que levou a que SimpLe recusasse a matrícula no novo estabelecimento de ensino. Causas para essa decisão: “A tradição já não é o que era”. No entanto, ninguém lhe tira “as recordações da Velha Escola”. Muito bom!

“Sigo a minha vida” é uma boa forma de SimpLe não se amargurar em demasia com memórias pertencentes à areia que já correu pela ampulheta. Precalços todos enfrentamos e há algures um momento em que provamos o fel da injustiça da vida. Estamos todos na mesma encruzilhada: “Presos num mundo que não dá nada a ninguém”, sintetiza SimpLe. Ele não espera nada de mão beijada e, por isso, mostra o seu empenhamento ao engajar-se nas lutas que lhe trarão a abundância: “Não aprendi a roubar, não aprendi a mentir/ Aprendi a batalhar, aprendi a sorrir”. Estes versos deviam servir de guia para muitos jovens que vivem com ideias deturpadas na cabeça, o que lhes trará amargos de boca no futuro garantidamente. Apesar do exemplo que nos oferta, SimpLe confessa que nem sempre seguiu a cartilha da moral e bons costumes. Reconhece que errou mas esforçou-se por se redimir. O nascimento da sua filha, por certo, apressou esse desejo de remissão.

Normalmente, decidimos que é no primeiro dia do novo ano que trataremos da espinhosa missão de nos tornarmos pessoas melhores. Mas quase sempre as folhas do calendário levam consigo, à medida que avançam, muitos dos projectos que havíamos delineado. SimpLe partilha connosco um caso de mudança radical, que nos é descrita em “Ano Novo”. Ele viu-se numa situação inédita a determinado momento. Não estava, como usual, a festejar na rua a passagem de ano. Tudo porque a responsabilidade chamou-o à pedra e SimpLesmente teve de abrir mão das “maluqueiras” nocturnas e festivas mas por uma nobilíssima causa: o nascimento da sua filha. O motivo que a vida deu a SimpLe para transformar para melhor a sua existência neste mundo. Ainda que sinta a nostalgia do espírito livre de jovem sem responsabilidades, tem plena consciência de que para tudo há um tempo próprio, o que revela a maturidade que se incorporou nele. A vida tantas vezes não corre como queremos, mas temos sempre de encarar com o dobro das forças o que nos aparece à frente. E SimpLe parte à conquista. A saudade de outros tempos pode cortar “como lâminas” mas ele sabe que o novo rumo que tomou é o melhor para ele. Se o melhor do mundo são as crianças, SimpLe é um afortunado por ter mudado a sua vida graças a uma!



Ressaltam em “Um 1/7 Sétimo Mixtape” dois grandes amores na vida de SimpLe: a família e o Hip Hop. Escuta-se dele um jubilo pelo nascimento da sua filha mas também nos deparamos com o respeito e gratidão que tem pelos seus pais. Ao longo desta viagem pelo mundo musical de SimpLe, o Hip Hop tem, como não podia deixar de ser, lugar cativo. Mas há uma certa descrença pelo futuro da cultura em SimpLe. Daí que não se estranhe que tenha criado um tema como “Dreads”. E o que são ou quem são estes dreads, segundo SimpLe? São aqueles que vivem o Hip Hop trocando a última letra de “modo” por um “a”, o que perfaz “moda” e não a tal filosofia de vida. São os que se adornam de bijuteria, investem no aparato e na aparência enquanto interiormente se sente o eco pelo vazio de conhecimento sobre a cultura. Não resisto a esta comparação enumerada por SimpLe: se não querem ser uma decepção como o Ricardo na baliza da Selecção portuguesa, então não peguem no microfone sem antes terem treinado muito. E Deus vos livre de terem uma voz como a do Ricardo, acrescento eu! O refrão criado para esta faixa é mais uma prova da qualidade de SimpLe, que encanta pela habilidade, destreza e naturalidade. Tão surpreendente como contagiante. SimpLe aponta o dedo aos que não mostram humildade e trazem um trabalho sem chama, pouco galvanizador. O mc de Leça da Palmeira esmaga o discurso dos “reais e verdadeiros” com um mordaz «calados dizem tudo»! E para os que procuram a fama mais do que a arte, SimpLe apela para que se tenha cuidado com o que se deseja e lembra a triste e delicada situação de... Zé Maria: “Fama sem reconhecimento é como o Big Bro(ther)/ Vai ter com o Zé Maria e pergunta-lhe como acabou”. Para quem não sabe, Zé Maria tem padecido de vários problemas psicológicos e psiquiátricos, tendo já tentado o suicídio! Já para não se referir os que querem fama e só têm difamação, como muito bem diz o outro!

Chegamos ao fim deste capítulo de SimpLe. “Um 1/7 Sétimo Mixtape” é um trabalho que surpreende a cada audição. Marcadamente autobiográfica, como é norma no rap, a linha de SimpLe agrada igualmente pela homenagem aos antigos hiphoppers, pela honestidade de cada palavra cuspida, pelo tacto com que trata o Hip Hop, pela qualidade que revela na diversidade da fluência verbal, pela experiência que transmite. SimpLe soube ser paciente. Semeou, cuidou, estudou as outras colheitas, aferiu o tempo, até lançar as mãos à terra e mostrar aos outros o seu produto. Fez-se acompanhar por DJ SlimCutz, que arranhou de forma exímia em toda a mixtape, o que ajudou a elevar a qualidade deste trabalho. «Sente a complexidade da simplicidade, com sonoridade na identidade, com habilidade, naturalidade, criatividade nata sem data de validade», eis o modo de SimpLe, expresso em “Dreads”. Para fechar, em “Vintage” deixa a sugestão: «Não percas o próximo episódio». Garantidamente não perderemos!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

SimpLe - Um 1/7 Sétimo Mixtape

SimpLe é natural de Leça da Palmeira e é mais um rapper à procura de mostrar o seu talento. SimpLe não é propriamente um novato no Hip Hop, já anda cá desde 1998 mas só há relativamente pouco tempo lançou o seu primeiro trabalho. Em formato mixtape, "Um 1/7 Sétimo" representa assim a estreia, em nome individual, do rapper leceiro. Podem fazer o download deste trabalho no myspace do artista - www.myspace.com/simplept - ou então directamente na seguinte ligação:

quinta-feira, 30 de julho de 2009