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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Monster Jinx news



Finalmente, chegou o vídeo que faz o famoso filho da internet, Forever Alone, sentir-se amado e querido por todos. O tema "Estalo os Dedos" de Pulso ganha um pequeno conto visual e o mundo gasta mais caixas de lenços.

Este tema faz parte da mixtape do mesmo "
Gillettes, Papéis e Outros Objectos Cortantes".

Mas outros eventos têm-se dado no cosmos da Monster Jinx. DarkSunn começou a divulgar, semanalmente, as faixas que compõe o seu projecto de remisturas, Shadaloo. Até agora, quatro dessas músicas foram libertas e planam sobre o universo. Muito brevemente, mais uma surgirá.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Stray - O Diabo

Confesso que não me causou tanto impacto como Monstro Robot, mas ainda assim "O Diabo" de Stray é um disco muito bom e com uma qualidade exemplar, desde o grafismo, o conceito, passando pelas letras, pelos beats, enfim, é um óptimo trabalho no seu conjunto. No cada vez menos interessante rap português, dá gosto ver (e ouvir) alguém a fazer não somente mais do mesmo mas preocupado em fazer arte, em trazer certos predicados para a sua música que lhe conferem esse estatuto. Estou sem tempo e sem motivação para fazer críticas, mas por pequeno que seja o apontamento, não podia deixar de publicitar este trabalho da Monster Jinx e dar os parabéns ao Stray por engrandecer, com este brilhantismo, o rap português. Bem-haja!

sábado, 17 de abril de 2010

Orgânica (Bob da Rage Sense + DJ Scotch) e Monster Jinx Goodies para download

Já escrevi sobre o projecto Orgânica aqui no HIPHOPulsação. A novidade agora é que Bob da Rage Sense e DJ Scotch tiveram a amabilidade de colocar para download gratuito as faixas que compuseram e que se encontravam para audição apenas no space deles.

A Monster Jinx também disponibilizou para download gratuito mais trabalhos, embora estes já tenham conhecido edição há algum tempo. É o caso de "Conversas de Café" que juntou Stray e Paulo Leitão, mas também trabalhos de DarkSunn e Pulso, por exemplo. É uma boa oportunidade para quem não escutou ainda estes registos.

Hoje: Monster Jinx DJ Set

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

quarta-feira, 22 de julho de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Monstro Robot: O Juízo Final

Monstro Robot traz frescura e muita qualidade à música portuguesa, que pode ver o lançamento do grupo como um dos mais importantes dos últimos anos. Monstro Robot reaviva no rap português o humor, tantas vezes ignorado, e traz-lhe mais uma porção de originalidade, contribuindo para a diversidade do rap intramuros. Afinal, Monstro Robot é ainda mais humano que os verdadeiros e actualiza-lhes os sonhos e anseios: liberdade, felicidade e prazer. Proveniente do éter, o grupo comandado por Jinx revelou três personagens que merecem total admiração e que provocaram um abalo de inspiração e criatividade no muitas vezes cinzento espectro da música nacional. DJ SlimCutz apresentou-se muito bem, trazendo o agradável e preciso arranhão, prometendo evoluir; DarkSunn colocou-se instantaneamente com a sua colaboração aqui na órbita dos melhores produtores de batidas a nível nacional, tendo feito um trabalho de muito bom gosto e sempre de mãos dadas com a elegância; e, por fim, Stray é um belíssimo contador de histórias e coloca-se a jeito para que lhe seja colocado o título de Cesariny do rap português. Resumindo, Monstro Robot é uma das melhores coisas que poderia ter acontecido ao rap português! Venham os concertos! E fica o desafio: para quando a B.D.?

Monstro Robot: O Ataque Pt.2

Numa aventura, qualquer herói tem de penar um bom bocado até alcançar, primeiro, a glória, depois, a gaja boa. Sem esquecer que tem de estar várias vezes a milímetros da morte e à mercê duns vilões pouco prendados na beleza e com pouco cuidado na alimentação. Ora, Stray também se vê em sarilhos mas numa versão mais moderna e tecnológica. Está na iminência de ser cortado por feixes e flashes luminosos de intratáveis “Lanternas”. É o que dá ser irredutível na busca pela liberdade. Há sempre alguém que acha que isso não é legítimo. Por isso, Stray é crítico e corrosivo com eles, repudia-lhes a exploração que infligem às pessoas. A sorte já não protege os audazes. Quem quer ter sorte, compra-a. Daí que vá de vento em popa as vendas de trevos de quatro folhas plastificados. Ninguém está imune aos sinais do tempo. O nosso mundo exige que sejamos moldáveis e movemo-nos muitas vezes pela vontade de outrem. Somos um puzzle imperfeito que se vai formando com a passagem dos anos, onde há peças que não são boas. Stray inspira-nos a não nos conformarmos e a não pactuarmos com o sistema vigente. Por ser fiel à sua ideologia e lutar contra os cânones que a sociedade dita, ele só calca cinzas, assistindo ao voo triunfante das fénixes que ressuscitam à custa sabe-se lá do quê. Repudia os que vegetam na ignorância e não arregaçam as mangas contra a máquina mortífera que os segrega. Ele promete continuar a ser livre. Mas depois das fatigantes fugas e resistências, há sempre direito ao descanso do guerreiro. “As Lanternas Já Foram Embora” e Stray está esbaforido mas orgulhoso.

A vida de uma pessoa pode mudar para sempre por culpa... de outra pessoa. Stray veste-se de um super ocupado executivo que se mantiver o “passo acelerado” chegará ao sucesso profissional. A outra personagem deste enredo ganha vida com Maze. Ele é atrasado, alcoólico, infrator das regras de trânsito, devedor da renda de casa, caloteiro, está arrependido de ter casamento marcado e de estar esperando um filho! Ufa, podia ser pior, não? Podia! Como meter-se no carro e ir para o emprego quando o trânsito está caótico. Mas se o mundo inteiro se unisse para o tramar então Maze ficava tipo sem gasolina. E não é que ficou? Chato chato era alguém começar a buzinar-lhe... É que um homem com os nervos em franja e com o dia a correr-lhe tão mal é bem capaz de matar só para se sentir melhor. E então se a potencial vítima for um chico-esperto cheio de tiques à patrão, temos um problema. Pum! Stray é alvejado por Maze! O destino de Stray sofre um rude golpe. A fúria de Maze travou-lhe a marcha. Mas alimentando a esperança de ter o dia perfeito, Stray recusa que lhe seja prestada assistência médica, pois só tem em mente a sua escalada profissional. Stray ainda pensa em agredir Maze e vingar-se. Mas de nada valia, para ambos já era “Tarde” demais para o que quer que fosse. Mas onde é que eu já vi isto? No Telejornal? Talvez.

E se a nossa vida claudicar ou estiver em vias disso e esperarmos que a TV nos atenue a dor ou melhore a nossa situação desenganem-se. As televisões também estão do lado do inimigo, prontas a deglutir-nos. Felizmente que, ao contrário de muitos técnicos intrujões das televisões, há um verdadeiro provedor televisivo que se preocupa com os telespectadores e que tem os seus próprios tempos de antena: “Dread Droid Ninja Pt.1” e “Dread Droid Ninja Pt.2”. Nesta batalha, as máquinas que não cumpram os requisitos mínimos de bom comportamento para com os telespectadores serão perseguidas, desligadas e colocadas para reciclagem. Mas se não estão dispostos a arranjar problemas e a ter de chamar alguém para vos salvar, então façam o favor de desligar a televisão e riam-se bastante dela. Caladinha!

E se não há televisão para ver, há muitas outras coisas óptimas para se fazer. Deixe-se o ócio e ligue-se o “Hiperactivizador”. Se o trabalho é um lema para muito boa gente, também o é para Monstro Robot. A inspiração não adianta de nada se não a depurarmos através do trabalho. Se sentem que vos falta energia, bebam café em quantidades generosas. Stray e os seus comparsas seguem essa receita e nem o facto de estarem à margem os desmotiva e os faz entrar em abulia. Trabalham com a energia do “combustível de foguetão”, na sua missão de vingadores, para reclamarem e justificarem o merecimento dum palmo de terreno neste planeta. Stray nesta luta não tem nada a perder, pois ele é lendário a desperdiçar a vida. A causa disso foi a falta de coolness dele no secundário. Sejam fixes na escola, putos, ou ainda acabam em vingadores, ok? É que “isto nem é guerra é alucinação, parte doença séria parte ficção”. Intitulando-se “Godzilla atómico” e capaz de disparar “fluxos de café”, Stray mesmo no nevoeiro de dúvidas, alucinações, negações e com a sanidade intermitente insiste no «Ataque à Colmeia». Ele nunca cessa da sua missão, nada o fará parar. Previne-se, daí que leve o sono num cantil e o troque por genica. As recompensas do trabalho árduo e determinado coroam-no de glória e orgulho, mas aquilo que lhe dava mesmo prazer no fim de contas era implodir-se! Quem não queria isso, Stray?! Quem?

Ora, galadoardo o herói chega a hora de aparecer a recompensa à séria, qual “Gata Borralheira”. Mas nenhuma vitória está plenamente validada se não for partilhada. Pois bem, Pulso foi então o eleito de Stray para os festejos. Porém, Pulso estava disposto a atrapalhar Stray na entrega do prémio, se é que me faço entender. Ele achou que não tinha jeito nenhum para fazer de vela e pretendia batalhar com Stray pela gata. Mas cheio de laia, Stray toma a dianteira e vai falar com a Camila. Desarma-a, afirmando que foi ter com ela pleno de intenções. Neste encontro relâmpago, Stray vai exibindo as suas qualidades, Pulso riposta, mas no final ficam ambos pendurados! Ninguém sabe para que telhado foi a arisca (escaldada?) gata! Gorada Camila, acaba por aparecer à frente de Stray mais uma mulher que não o deixa indiferente. “Ela” traz-lhe recordações. Incendiou-lhe o coração há tempos, mudara e nota-a agora igual às outras. Deixou de ser especial, após a relação que afinal mantiveram. Stray acha que está melhor sem ela, embora lhe tenha custado a perceber. Exorcismo completo. Próxima! Depois de transposta a desilusão e de afirmado o adeus a “Ela”, Stray consegue ser surpreendido, ainda que por um jovem masculino. Mostra o seu espanto pela arte e malabarismo do DJ. De facto, DJ SlimCutz exemplifica como as “Válvulas” de Monstro Robot estão em perfeitas condições, comprovando o porquê de ter sido uma exigência os seus préstimos por parte de Jinx. Com tais contratações, o Jinx está aqui está mas é no Real Madrid no lugar de Florentino Pérez!

O tempo esgota-se e Stray sente que tem de se explicar. O seu primeiro pensamento é o de que foi tudo em vão, inútil. Apesar de estar longe da verdade. Não encontra o móbil para o trabalho que desenvolveu, achando apenas que foi o ego que o instigou a gabar-se. Mas não foi só isso. Se lhe dermos graxa, ele agradece por o fazermos sentir-se melhor. Mesmo que o estejamos a enganar. O que nunca faríamos, de resto. Ele aceita perante nós que falhou, mesmo que saiba precisamente o contrário. Monstro Robot acertou-nos na mouche ao dizer que estávamos surdos. Quem ainda tiver dúvidas, pode tirá-las pois a nave está sempre com as portas abertas para quem quiser subir alto com Monstro Robot. É só pegar a “Escada de Corda” e desfrutar da viagem!

Monstro Robot: O Ataque Pt.1

No início do manifesto de Monstro Robot, em que Stray é o porta-voz, encontramos indícios irrefutáveis para descortinarmos a causa de Portugal estar a ser atacado por três seres híbridos que, cada um à sua maneira, se expressam de forma tão eloquente. Stray confessa-o: “Não aguento este relento reles dentro de portas”. Ele admite o insucesso na adaptação ao mundo em que nasceu. Criou um universo paralelo e agora conta com Monstros e Robots para efectuar a revolução. Aquilo em que pensou Stray confirma um traço português muito intrínseco. No século XVI, os portugueses preferiram meter-se em caravelas e abalar daqui. A claustrofobia de Stray é compreensível mas, fruto dos novos tempos, a fuga já não se faz em gamelas flutuantes. Na época dos Descobrimentos, os portugueses tornaram-se grandes pela sua audácia e coragem, levando a sua portugalidade a outros pontos do globo. Stray sabe que também para onde quer que rume levará consigo a estranheza que lhe é inata. Encham-lhe a chávena com “Combustível de Foguetão” que a viagem começa aqui. Curiosamente, a batida de DarkSunn, por si só, já bastava para nos pôr a gravitar em torno de qualquer planeta!

E se DarkSunn já tem com as batidas forma de voar, Stray já parece ter-se desenrascado, como nos conta em “Asas no Correio”. Ai não sabiam que era possível? Estamos sempre a aprender! Foram os deuses que lhas enviou, provocando-lhe excitação. Porém, os deuses quiserem colocar Stray no seu lugar provando que ainda são mais loucos do que ele. Ou não fossem deuses, claro! Então, pregaram-lhe uma partida, enviando-lhe as instruções de montagem das asas em japonês, pasmem-se! Todavia, a galvanização de Stray era de tal forma latente que não havia meio de lhe destruírem ou simplesmente lhe adiarem o sonho de voar e ganhar a sua autonomia. Recorrendo ao instinto, com uma boa dose de paciência e imaginação, Stray cumpriu com sucesso a montagem das asas, sem que infelizmente tivesse conseguido evitar alguns percalços como o entornamento do café. Oxalá, não tenha sujado a roupa. E se os deuses não se vêem à nora, como nós, com a justiça, não têm escapatória relativamente à catalogação dos códigos postais. À pois é, sofram também! Só que como eles escrevem em linhas tortas isso é mais um estratagema para não lhes descobrirmos a careca e não lhes enchamos as caixas do correio com missivas amargas. Mas vá lá que satisfizeram prontamente o desejo de Stray e não cobraram um balúrdio como os padres cobram a quem queira entrar no paraíso (há-de lá estar muita gente, há-de, com esses preços!). Devidamente equipado, Stray sabe que qualquer sonho está agora à distância de um bater de asas, como adormecer em cima dum telhado. Stray alcançou a sua liberdade e nem que tenha de ir sozinho seguirá desafiando o vento.

Dono do seu destino, convém-lhe agora estar “Vestido a Rigor”. Acordado ou não, há que se fazer de quando em vez uma bela vadiagem. Com asas nas sapatilhas ou chamando um táxi lá da zona mais conhecido por “nuvem mágica”, interessava era ver e ser visto. Contacta com uma miúda, após uma atribulada aterragem, que estava cheia de curiosidades, confrontando-o com os seus rendimentos e chamando-o à pedra sobre o seu comportamento lunático. Pobre Stray, ainda não tinha engatado a rapariga e já ela denunciava querer prendas e infernizar-lhe a vida com aquelas perguntas que só esse género especial sabe fazer. Continuando com a sua sede em socializar, ruma à floresta, fornecendo o seu código especial de acesso. O lugar secreto revela personagens tão peculiares como o próprio Stray. Melhor do que isto, só assistindo ao “Desfile”! E provando que a vingança se serve tão fria como uma raposa do Ártico, a própria castiga o amigo narrador com uma poderosa e certeira estalada, por núpcias mal resolvidas. Era hora de voltar ao lar. Defraudado com os resultados da viagem mas com muitas lições para rever quando se deitasse na cama antes de adormecer. Ou no telhado, que também servia perfeitamente para reflectir.

Mesmo com asas, a vida não era um mar de rosas para Stray. O pecado também sabia voar e alimentava-se com uma sumarenta “Maçã”. A cama de cartão de Stray estava mais fria por ter um colchão de fita adesiva. Mas esse era o desejo da sua vida e nada se pode fazer contra isso. Melhor do que aguentar com as tragédias quando elas aparecessem, era antecipá-las para não ser apanhado de surpresa. Stray fá-lo. Todos os seus erros e quedas não são mais do que aquilo que ele sempre quis e sempre pensou que atingiria. Solitário que busca a companhia do pecado, pecador que oferece o colo à inocência mascarada. Já não tem coração, tem uma pedra sedimentada por um golpe duma ladina. Mas provando o seu poder de superação, Stray até que acha piada à destruição da sua vida. Pudera, está paulatinamente a construir uma nova!

Mas vaguear pela Terra e conviver com as pessoas desgasta-nos, ficamos com “Cabelos Brancos”. A sina de Stray é a minha também. É como diz alguém: as pessoas é que são o inferno. Sim, são os outros que nos infligem o castigo. Depois, não se pode preservar a riqueza que é a solidão. Forçam-nos ao convívio e já se desconfia claro que isso irá descambar em problemas. Aturar as pessoas é fazer com que as nossas pequenas células capilares morram e revelem a cor que afinal é comum e natural a todos – a branca. Totalmente encavacados, titubeando, sem capacidade para falar com as outras pessoas, mais vale demitirmo-nos de falar para lhes pouparmos o incómodo, não é, Stray? O colapso está ao virar da esquina e a extinção humana ainda está um bocadinho longe de acontecer. Era um regalo também para mim ter o mesmo sonho que Stray: viver sozinho com as próprias ideias, reflexões, numa casa situada numa copa duma árvore. Porém, ao contrário dele, era capaz de não dispensar as saídas com as super modelos. Eu acho que essas falam muito pouco, Stray. E se estiverem com o pó-de-arroz a espirrar pelo nariz, ainda falam menos (ai o que eu fui dizer!...).

Há sempre uma distância entre aquilo que nos consideramos e o que outros pensam sobre nós. Stray sente a amargura de ser considerado “Velho” por alguns «miúdos». O mestre de cerimónias de Monstro Robot é um amante incurável da extravagância, do caos, do complexo, do contraditório, do surreal, do vanguardismo e, claro, do café. Enamorado por tais paixões e disposto a lutar por elas, na verdade, não é Stray que deve ser considerado o “velho”. Reavivando a História de Portugal, sempre que alguém quis ir mais além foi achincalhado, apontado, reprimido, condenado. Quem tem vontade de conquistar, independentemente da idade, tem sempre um espírito jovem. Estes putos de hoje em dia é que, coitados, surgem como os novos “Velhos do Restelo”. Sois vós quem fica mal no fim da história, putos!

Monstro Robot: A Génese

A ameaça veio em duplicado. Não é só um Monstro. Não é apenas um Robot. Quiseram fundir-se para nos fundirem o juízo, só pode! E quem foi o engraçadinho que teve a bela ideia de se querer emancipar à Humanidade? Jinx. Quem? Um monstro felpudo de coloração “sui generis”, chefão da Monster Jinx, que esconde um plano cheio de filantropia para conquistar o rap português! A mim não me enganas, Jinx. Não tinhas mais o que fazer senão arquitectar esquemas para endireitar o mundo? Nós, terrestres, já não podemos espezinhar quem queremos? Três seres humanos – Stray, DarkSunn e DJ SlimCutz – foram apanhados na teia de cantigas do bizarro bicho de forma a reivindicarem a retórica das lesmas gigantes e dos monte de lata, com o objectivo de fundar a harmonia na Terra. O pior, meus amigos, é que estes seres humanos ludibriados já não eram 100% puros e fiéis à nossa causa. Sem o saberem, já possuíam dons para entenderem os excomungados.

Sarah O’Connor viu serem recolhidos para um albergue Stray, DarkSunn e DJ SlimCutz, sendo que todos foram submetidos a intensos e rigorosos exames à imaginação. DarkSunn, que curiosamente vivia sobressaltado com a impressão de que viria a ser raptado por forças estranhas, possuía a cobiçada aptidão de hipnotizar os ouvidos humanos com a sua parafernália de sons, detendo um toque especial de alquimia que lhe permite comunicar eficientemente com as máquinas, capturando-lhes a alma. Neste terrorismo monstro-maquinal, DJ SlimCutz foi persuadido a apresentar os seus dotes de criador de ruídos viciantes e agradáveis em superfícies plásticas para que a mensagem proferida por Stray corresse sem interferências pelos nossos túneis auditivos. Stray, que em pequeno queimara repetidamente a língua em chávenas com café, foi naturalmente um alvo de Jinx pois esses ferimentos na boca dotaram-no da capacidade de pronunciar correctamente o Monstrês mas com a salvaguarda especial de nem todos os humanos entenderem as palavras traduzidas por Stray. Esta osmose usada por Stray e envenenada pelas criaturas atinge-nos sob a forma de rap.

Após os árduos testes de calibragem sonora, os três são oficialmente representantes de Monstro Robot. Podem agora a seu bel-prazer tingir de púrpura este mundo com o pretexto de consciencializarem a humanidade para as atrocidades que são cometidas contra os freaks. Várias fontes, que mais adiante são rios de óleo industrial e banheira de monstros como o Loch Ness, confirmam que estes seres adulterados infiltraram-nos uma mensagem nas brechas sensíveis que designamos por ouvidos. Minaram-nos a réstia de inocência que guardávamos não sei em que confins, ao difundirem avisos na internet e ao alugarem aviões (isto já é o meu lado humano de sensacionalista a adivinhar) para passarem com longas tarjas junto às praias para que todos pudéssemos ler o seguinte: “Vocês estão surdos!”. Com esta infame acusação, ficámos com os ouvidos em alerta máximo, fizemos com que eles funcionassem como os nossos olhos.

O mundo tal como o conhecemos hoje está perdido! A não ser que Deus mande as chuvadas da praxe e ordene ao bom do Noé que não meta Monstros nem Robots na sua arca! Ou se calhar o mundo está salvo e todos querem ser também apologistas de Monstro Robot e pregar uma grande seca a Deus! É deixá-los verter a ladainha para que digam tudo de uma vez e não nos chateiem muito porque nós, humanos, ainda temos bastante trabalho pela frente na nossa divisa de semearmos a infelicidade pelo mundo e concretizarmos a missão final de nos auto-destruirmos... A não ser que a corja liderada pelo Jinx nos faça a cabeça, nos converta a todos e gostemos disso. Será? É! O quê?

terça-feira, 9 de junho de 2009

Monstro Robot

Pior do que acordar o monstro é investi-lo de tecnologia. Pois bem, Monstro Robot já emite sinais de vida e agora a música portuguesa que se aguente à bronca. Como humanos que somos estamos agora em penitência por nos termos esquecido de anunciar oportunamente o início oficial da actividade monstro-robotizada. Como sinal de respeito por outras formas de vida que não a humana, colocamos aqui a ligação necessária para que todos os que são feitos de carne e alma possam auscultar a mensagem que estes seres nos querem transmitir. Se um monstro precisa de amigos um Monstro Robot precisa de muitos mais. Por isso, ouçam e façam o respectivo download. Valerá garantidamente a pena pois consta-se que já há por aí muitas máquinas e E.T.’s a chorar pelos cantos por não terem um álbum assim. Verdade!

Covil e posto de transmissão áudio de Monstro Robot:

terça-feira, 19 de maio de 2009

Brindes



A Madkutz TV oferece-nos mais um brinde: nada mais nada menos do que o single de "A Preview", novo álbum de Tekilla. O tema chama-se "Triunfo" e foi produzido por Maf dos Guardiões do Subsolo. Visitem a Madkutz TV que promete brevemente mais novidades e para mais informações sobre "A Preview" de Tekilla consultem o blog da SóHipHop.



As ofertas da Madkutz TV não se ficam por aqui. Podem ainda ouvir Stray em "Odeia à Vontade", numa batida feita por Madkutz. Metam esses dedos ao caminho e entrem nos spaces dos dois artistas.



Está disponível também o making of do vídeo de Skunk com Black Mastah "Medicina Musical". O novo álbum de Skunk designado "Marcha" sairá para as lojas no dia 8 de Junho. Já falta pouco!