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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Mind da Gap - A Essência (crítica)

Mind da Gap está de volta às lides discográficas com o álbum “A Essência”, que tem etiqueta da Meifumado e conta ainda com o apoio da Antena3. É o regresso de uma das bandas históricas do rap português que, ao longo do tempo, muito tem ajudado a alicerçar a cultura Hip Hop no nosso território. Ace, Presto e Serial continuam determinados em fazer viver saudavelmente a cultura que representam. “A Essência” é a prova disso.

O disco inicia com o tema “Só Pra Ti” dedicado àqueles que se sintonizam, tal como Mind da Gap, no modo alternativo, já que é aí que encontram um significado real para as suas vidas. Segundo o grupo, a felicidade brota de se ser original, de se escolher a direcção e de se ter a coragem de se lhe manter fiel. Serial brinda-nos com uma deliciosa ambiência capaz de nos fazer furar as nuvens e de nos colocar no pico de uma estrela.

Se o Hip Hop é um movimento, então este “Não Pára”. Celebra-se aqui a cultura e realça-se a sua vitalidade e solidez, devido aos muitos guerreiros que lutam por ela e que honradamente a defendem. Em todos os elementos, ainda há muito para criar e por explorar. A missão está traçada e o troféu é a evolução. A participação de Valete, nesta faixa, transforma-a num autêntico morteiro para os odiosos do Hip Hop. Na verdade, Valete acentua a grande ironia e a factual mudança que ocorreu na sociedade portuguesa e que se verifica igualmente no Hip Hop, nomeadamente na forma de ver o movimento e nos preconceitos que foram desfeitos. As palavras de Ace, Presto e Valete, com o auxílio de Serial na MPC, rebentam com qualquer barreira que possa ser colocada ao Hip Hop!

Fica claro que o movimento é um amor de todos os dias. Mas a própria vida também o é. Isso mesmo está explícito no tema “Carpe Diem”, em que se assinala que cada momento nesta Terra deve ser sagrado. Para que vingue a aura celestial, a cabeça é nevrálgica nesse processo, é mesmo a melhor máquina há no mundo. É ela que nos deve impelir para a acção porque o tempo não tem paciência para aguardar por ninguém. Sem dúvida que o trio cultiva em si a inflamação da alma!

Modo de vida, missão em acção... “O Eremita” em plena labuta. Ace empreende uma análise às vicissitudes do escritor de versos, aludindo naturalmente ao elogio do poeta. O entrelaçar de dedos entre os artesãos de rimas e o público pode ser entendido como uma espécie de comemoração espiritual que se reveste do maior simbolismo e da maior solenidade. A batida proveniente das mãos pensantes de Serial é linda, o que faz resplandecer ainda mais esta malha. A vibração conscienciosa indica-nos que o poeta é um ser diferente, especial, sendo prendado com a graça dos deuses.

“Todos os Dias” é uma viagem pelo ritual humano. As dicotomias que nos assaltam, a visão da inesgotável roda do mundo que não pára, o pessimismo que vaza os corações e que fica a comandar as pessoas. Sobre um calmo instrumental, Ace e Presto debitam os seus pensamentos, frisando com maior impacto a exigência para as pessoas colocarem em prática o seu juízo crítico.

O confessionário perfeito afinal não está nas igrejas. Não só para exorcizar fantasmas, aliviar as consciências pelo pecado materializado ou encontrar a paz interior, a música é a via mais directa para falar com Deus. Neste caso, em Mind da Gap, para falar com a deusa. No fundo, esta canção proclama a “Sintonia”, a soma de todos os pedacinhos valorosos, que unidos perfazem um grande bom. Tudo isto explanado em mais uma batida de Serial que nos faz andar em órbita pela galáxia. Demais!

Porque é difícil esquecer quem nos esquece, Mind da Gap aponta o dedo e fala olhos nos olhos a quem promove a futilidade social, ao invés de valorizar quem, de facto, merece. Todavia, o tempo – o grande juiz que decide quem ficará para a posteridade – encarregar-se-á de separar o trigo do joio. “Votados ao Esquecimento” acentua também a mais-valia em se ser politicamente incorrecto em detrimento do ser-se hipócrita e cínico no formalismo pindérico do «sim, senhor».

Na senda dos sons mais introspectivos de MDG surge «Como Conseguem?». Ace e Presto parecem empoleirar-se numa das galerias da Assembleia da República e do alto da sua razão reprovam a falta de decoro de alguns políticos. O questionamento da falta de ética e de consciência são dois cartões vermelhos firmemente exibidos à classe política que, neste tema, fica verdadeiramente com as orelhas a arder!

Mas como a vida não são só chatices, é sempre bom tornear o colapso cerebral através do prazer. “Faço a Festa” é uma demanda do corpo e é um implícito lema de Mind da Gap em concertos. Eles fazem a comemoração em palco como se não houvesse amanhã. Ressuscitada a mente e retemperado o corpo, estão reunidas as condições para penetrarmos fundo no interior do coração. A propriedade mais latente, o sumo mais vitamínico, a dose de morfina mais forte que podemos receber: o amor – traduzido como “A Essência”. Com a participação especial de Maze e com mais um brilhante diamante polido por Serial, esta canção exalta os benefícios da melhor coisa do mundo que é capaz de funcionar como um bálsamo para o espírito, uma fonte de energia, o melhor combustível para a vida. «O amor é livre, essencial»!

A temática revolucionária continua saliente no discurso dos rimadores. “Não Me Habituo” é o repto para a revolta, para a (re)acção, rumo à evolução. Serial demonstra também que não se resigna com batidas de baixo nível e apresenta nova bomba sonora, na qual os rappers se mostram inconformados perante várias situações da vida. Pela via do activismo mais radical, Mind da Gap mostra novamente a sua fibra e a sua pujança. Intitulando-se “Guerreiros”, marcam no éter a sua posição e mostram sedução pelo poder da luta. Em síntese, artistas destemidos pois contam com a melhor das armas: a música.

“Marcas”, que fecha este disco de Mind da Gap, conta com um sample fantástico que muitos reconhecerão duma canção clássica das rimas e batidas portuguesas. Trabalhando naturalmente o sample à sua maneira, imprimindo-lhe o seu cunho pessoal, Serial engendra um instrumental com o poder de fazer levitar uma bigorna. Os rappers cristalizam no beat a retrospectiva do caminho que tomaram desde há 17 anos. Com frontalidade, pureza e realidade, ouvimos o rabiscar da cosmologia de Mind da Gap, sustentada na complementaridade entre as três individualidades que compõem o colectivo. Um som que fecha em beleza o álbum.

Concluído o périplo por “A Essência”, apraz referir o grande regresso de Mind da Gap. Fiéis a si próprios, espalhando o amor pela cultura Hip Hop, trazendo rimas e batidas de excelente qualidade, o trio pode almejar o melhor dos acolhimentos por parte dos ouvintes. “A Essência” é mais uma demonstração da maturidade artística do trio e consequentemente é mais um álbum que ajudará o rap português a atingir uma maior projecção. Num outro plano, o título deste disco e todo o design fazem igualmente emergir uma ideia de infindável dedicação e amor ao Hip Hop português, por parte de MDG, independentemente do que o futuro possa reservar. Afinal o Hip Hop será sempre um universo com uma esquina por encontrar, com um caminho por mapear, com uma luz por admirar. Serial, Ace e Presto voltam em excelente forma, reforçando a sua condição de guardiões da essência do Hip Hop português.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"A Essência" de Mind da Gap a 26 de Abril

Já se conhece o dia oficial para a chegada do novo trabalho de Mind da Gap: 26 de Abril. "A Essência" será assim o quinto álbum de originais do trio portuense, depois do último "Edição Ilimitada" de 2006. Na tracklist do novo registo avistam-se as participações de Valete e Maze, sendo que DJ Serial ficou responsável por todos os instrumentais. Revelamos mais abaixo o alinhamento das faixas e relembramos o single homónimo do álbum.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Mind da Gap - A Essência (com Maze)



O próximo álbum dos Mind da Gap vai saltar para os escaparates em meados de Abril. Até lá, todos os apreciadores da música engendrada por este trio portuense terão a possibilidade de saborear o primeiro laivo de "A Essência", isto porque o single que dá nome ao disco (e conta com a contribuição de Maze - um velho amigo de Ace, Presto e DJ Serial) tem rodado em exclusivo na Antena 3. O video oficial desse mesmo som também está concluído e pronto a ser testemunhado a partir de hoje.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Novo Vídeo de Mind da Gap - Abre os Olhos



Não estava a par desta novidade. Fiquei a saber que já rola o novo videoclip "Abre os Olhos" de Mind da Gap através do H2T. O single há algum tempo que circula nas rádios e está disponível gratuitamente. Agora podem ver também as imagens que lhe dão corpo. Julgo que ainda não há data de saída do álbum, mas até ao fim do ano ele deve estar nas lojas. Para já, fiquem com "Abre os Olhos".

domingo, 5 de julho de 2009

Eixo Rap - 2º Dia (4 de Julho de 2009)

Quatro de Julho, segundo e último dia do “Eixo Rap” em Vila Nova de Gaia. Após uma estreia fantástica, as expectativas para a noite de ontem eram também elevadas. Sabia-se, porém, que seria muito difícil vivenciar-se sensações semelhantes à noite anterior, onde o povo esteve em polvorosa. Mas a esperança mantinha-se em se passar um bom momento, curtindo boa música. Felizmente, os artistas fizeram-nos a vontade.

Devemos dizer que não pudemos satisfazer o pedido que Mundo fizera, na noite de Sexta-Feira. Ele tinha solicitado que o pessoal ontem chegasse cedo para que quem abrisse as hostes tivesse uma plateia minimamente composta. À hora em que pisámos as ruas de Miramar, Império Norte ultimava os preparativos para soltar a sua música. No “Eixo Rap”, foi nota dominante o entusiasmo e o suor que os artistas deixaram no palco. DJ Guze, Wöyza, Mundo, Ex-Peão e El Puto Coke proporcionaram aos presentes um show agradável, apesar de curto. A potencialidade deste grupo é grande e será curioso acompanhar a evolução deste projecto, bem como a carreira individual dos artistas que compõem este colectivo luso-galego.

Wöyza era a seguinte no alinhamento do “Eixo Rap” de 4 de Julho, mas agora a solo. Bem, também não esteve completamente sozinha durante a sua actuação já que DJ Limbo esteve na sua retaguarda. E logicamente o público presente deu a maior força à artista natural de Vigo. Assim, a lindíssima Wöyza cantou e encantou. Misturando o Hip Hop com a Soul, a música de Wöyza tem todos aqueles pozinhos especiais que nos fazem levitar. A interpretação sentida de cada tema seu aliada ao bom suporte musical, faz com que o nosso corpo e mente retenham das canções de Wöyza propriedades como a elegância, a excelência e a frescura. Apesar de se expressar numa outra língua que não o português sentia-se toda a classe que Wöyza destilava em cada palavra cantada. Depois, o jogo corporal dela é um espectáculo à parte. Sempre enérgica, Wöyza conseguia fazer emergir toda uma comunicação corporal que complementava a verbal. Canta com alma, com garra e empenha-se em fazer com que a sua mensagem seja decifrável para as pessoas. Daí a constante interacção que privilegiou com a plateia. Despediu-se em grande, agradecendo aos portugueses a forma como sempre a recebem. Portugal já adoptou esta galega. A noite foi dela.

Mind da Gap era o grupo mais esperado da noite. DJ Serial, Presto e Ace subiram ao palanque e os aficionados do grupo saudaram os músicos com gritos de boas-vindas. Ace e Presto estiveram também cheios de pica, mostrando-se irrequietos, movimentando-se por todos os espaços do palco. Os mc’s desde logo estabeleceram um diálogo com as suas gentes. Ace mostrou um humor muito particular. Não que estivesse mal disposto, longe disso, mas contou umas piadas cuja decifração era de alcance bastante complicado. Mas todos se riram e divertiram com a intenção de Ace, que ou não estava muito inspirado para o humor ou as suas piadas são mesmo muito rebuscadas. Foram momentos engraçados em que o próprio mc teve a capacidade de se rir de si próprio. No plano musical, foram sendo tocados alguns clássicos de Mind da Gap. Os fãs não cabiam em si de contentes e acompanhavam em uníssono os mc’s. Destaque para a estreia ao vivo duma nova canção de Mind da Gap – “Abre os Olhos” – que fará parte do novo álbum do grupo nortenho. O pano caiu ao som da emocionante “Invicta”. Mind da Gap em boa forma num concerto que foi certamente do agrado da legião de apoiantes da tríade.

Cabe-nos fazer um balanço do festival “Eixo Rap”. Não nos foi possível, infelizmente, acompanhar todos os artistas e grupos que actuaram nesta iniciativa. Todavia, no que observámos dos instantes em que estivemos presentes, pode garantir-se que o festival foi francamente positivo. Assistiu-se à entrega total de todos, o público respondeu à chamada e nos dois dias o recinto esteve sempre praticamente cheio na hora em que actuavam os nomes mais consagrados. O primeiro dia do “Eixo Rap” foi mais electrizante e emblemático muito graças à soberba actuação de Dealema e do impacto que teve em todos aqueles que acompanhavam o evento. Ontem, não se sentiu tanto essa atmosfera vibrante mas, em abono da verdade, houve momentos de muito boa música e duma grande sintonia entre os artistas e as pessoas. Saúde-se a Câmara Municipal de Gaia e os restantes mentores pela excelente iniciativa que desenvolveram, mostrando que estão atentos ao fenómeno do rap, que tem profundas raízes e tradição na cidade. Enalteça-se também a conexão entre o Norte de Portugal e a Galiza, que sempre tiveram historicamente uma forte ligação. Uma palavra sentida de apreço pelos artistas espanhóis que deixaram uma óptima impressão em Gaia e foram muito bem acolhidos pelos portugueses. Afinal de contas é isto o rap, é isto o Hip Hop – irmandade e intercâmbio de mentalidades entre os povos, através da fomentação e elevação da arte. Parabéns a todos os que contribuíram para o sucesso do “Eixo Rap”, numa iniciativa «Gaia – Capital da Cultura do Eixo Atlântico 2009».

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A Azul e Invicta Entrevista de Ace

Ace, membro de Mind da Gap, deu uma entrevista exclusiva ao Guardião da Invicta, blog dedicado ao FC Porto. Conhecida a sua paixão pelo FCP e pela Cidade do Porto, Ace aproveitou para aprofundar e divulgar ainda mais esse gosto. Para todos os que tiverem curiosidade em ler a dita entrevista, acedam lá através desta ligação:

http://guardiaodainvicta.blogspot.com/2009/04/entrevista-com-ace-dos-mind-da-gap.html

terça-feira, 28 de abril de 2009

Tilhas? São Sapatilhas

"Gosto de agarrá-las, senti-las minhas ou só fitá-las
Deleitar-me com a visão de cada um dos pares delas
Admirar os pormenores, os traços, as texturas
Imaginar-me com elas em grandes aventuras
Inspirado pelos seus contornos e curvas
Formas e cores, das mais claras, às mais escuras
É uma fixação, funciono por compulsão

Não resisto a desejá-las a todas, é uma obsessão"
Mind da Gap - "Tilhas? São Sapatilhas"

Para algumas pessoas, serve só para não andar com o pé descalço. Para outras, é a melhor escapatória ao sapato. Mas para muitos indivíduos, uma tilha vai muito além de uma sapatilha. É bem mais do que isso. Bem mais do que um acessório com sola de borracha, cordões que se entrelaçam e uma palmilha interior que nos mima o pé no contacto com o solo, e que trocamos regularmente, de tão gasta que está. A forma, a textura, a cor, o tamanho, o feitio, o estilo e a criatividade de cada unidade são a desculpa perfeita para a monstruosa e insaciável vontade de ter em posse dezenas ou até centenas de pares de sapatilhas. Em alguns casos, adquiri-las já desenhadas não os satisfaz. Se posso ter uma sapatilha de que gosto muito, bom para mim, mas se puder personaliza-la a meu gosto e revesti-la com uma aparência única melhor ainda. Daí até à customização vai um passo. De um simples estado de espírito ou de um rascunho pormenorizado nasce uma nova cara para a sapatilha. Para isso, basta libertar o monstro criativo que nasce com alguns, rentabilizar o portfólio de ideias que os apoquenta, e revelam-se uns ases da customização. Isto se foram contemplados com essa preciosa habilidade. Se não é o caso, resta-nos esperar que outros sortudos mantenham a vontade de partilhar connosco essa sorte, nem que seja numa simples sapatilha.

Em baixo, desfilarão alguns exemplos deste maravilhoso mundo da sapatilha colorida, bastante colorida, sombria, esquisita, feminina, enfim... tudo o que se possa imaginar... ou não!
São vários os artistas que tatuaram os seus nomes neste tipo de calçado. Kanye West, 9th Wonder e o portuense Ace são alguns desses nomes.

Puma x 9th Wonder
Nike Air Yeezy Kanye West
Nike Air Sneaker Kanye West
Nike AF1 Sneaker Tribute to Hip Hop - Biggie and Tupac
Tupac Notebook Nike AF1
Snygga Cubes
Nike Blazer LE
Nike Air Force Ones Marvel Vs. DC
Nike Air Max 1 ND White/Metallic
Nike Vandal High Metallic Silver/Neon
Nike Air Digs Spring 2009
Nike Dunk High Metallic Silver/Turquoise
Nike Dunk High SB Yellow/Black
Nike Air Max 90 White Croc Skin
Nike Air Max 1 Livestrong "Stages" Collection
Nike Rt1 Natural Grey/Green Mist
Union La X Nike Dunk High Challenge Supreme
Nike Air Max 90 CT TZ Black/Black/Anthracite
Reebok Reverse Jam Mid "Easter Collection"
Nike Dunk x Nylon
Vans Japan Sk8 Hi