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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Melhores do Hip Hop em 2010 (Portugal)

Melhor Álbum 2010

Qualquer balanço que se faça por esta altura sobre o que melhor se colheu no panorama musical português ao longo do ano passado terá de conter necessariamente uma palavra, ou melhor, duas: Orelha Negra. Apesar de Orelha Negra não ser o típico projecto de Hip Hop - com DJ nos pratos e MC('s) no mic - não poderia, mesmo assim, deixar de elevar o seu disco homónimo até ao degrau mais alto de 2010. Mesmo que do Hip Hop sofra desvios para a Electrónica e para o Jazz, que escorregue para a Soul e para o Funk, com breves recaídas para o breakbeat, a música orquestrada pelas dez mãos deste supergrupo (sem vocalista ou maestro) não precisa de microfones para se expressar, ameaçando convencer até o cepticismo de que normalmente sofrem os artistas portugueses (DJ Shadow não olhou à nacionalidade quando há tempos os elogiou). O primeiro trabalho de Orelha Negra foi arrebatador em todos os capítulos: a nível gráfico, instrumental e live act, tudo pareceu no limiar da perfeição. O ano de 2010 ficará umbilicalmente ligado a um dos nomes musicais portugueses mais interessantes e valorosos dos últimos anos.

Um realce natural para os trabalhos de dois bastiões colectivos do rap da Invicta: "A Essência" de Mind da Gap e "Arte de Viver" de Dealema, pois claro. O álbum de MDG veio desmentir aqueles que desenhavam uma linha decadente na carreira do trio portuense. "A Essência" revelou-se uma excelente panóplia de canções, com uma sonoridade a puxar o clássico e aparições primorosas de Maze e Valete. No global, foi um disco revitalizador para Ace, Presto e DJ Serial. Com metade das faixas do álbum de MDG, o EP "Arte de Viver" de Dealema surgiu na plataforma da Optimus Discos, traduzindo-se em meia-dúzia de relíquias sonoras para mais tarde recordar. De facto, é de realçar a linha de abordagem adoptada pelo Colectivo Dealemático ao longo de seis temas ricos em proteínas e vitaminas. Um trabalho singular na extensa discografia de DLM.

Melhor Mixtape 2010

Em termos de mixtapes, confesso-me algo distante em relação ao que se produziu neste formato no último ano, contudo, enalteço o registo "2º Piso - 17 Anos", que, não contando com uma participação totalmente satisfatória por parte de todos os intervenientes, terá sido, mesmo assim, a mixtape que mais me agradou. Num patamar interessante, embora algo repetitivo, esteve Xeg com a sua mixtape "Egotripping", onde se exibiu mais mordaz e habilidoso que nunca. "Mike Phelps" bem que poderia ter arrecadado maior atenção nesta retrospectiva se não tivesse saído tardiamente e, por esse motivo, ainda não ter merecido até ao momento uma auscultação aprofundada da minha parte.

Num registo mais Soul que Hip Hop, "Utopia" de Expensive Soul merece um sublinhado, mais não seja pela produção meticulosa e exemplar de New Max. Em termos de instrumentais, este trabalho de Expensive Soul é capaz de produzir inveja em muita gente, tendo ainda conseguido reunir algumas canções elegantes e capazes de viciar, em concreto, os dois primeiros singles: "O Amor É Mágico" e "Dou-te Nada". DJ Gijoe foi dos artistas que mais surpreendeu discograficamente quando artilhou o disco "Palavra de Músico" com um exército de convidados interminável. Contudo, devido a esse congestionamento de participantes, acabou por gerar um álbum com uma qualidade algo irregular. Uma palavra para a Monster Jinx, que se manteve activa com o EP de Nexus ou a "Liga de Cavalheiros Improváveis" por exemplo, e ainda para o "rei da Linha de Sintra" - NGA, para os mais distraídos - que teve mais um ano com pouca inactividade, muito por culpa da série "Impakto".

A terminar, causará provavelmente alguma estranheza não ter mencionado o disco de estreia do colectivo Tribruto, "Algazarra", (vejo que têm surgido boas críticas), mas esse álbum ainda não foi por mim devidamente abordado, facto que lamento, mas que será certamente corrigido em breve. Outros trabalhos sofrem do mesmo mal, como por exemplo o registo pessoal de Dengaz ou as compilações "Hip-Hop Series".

Melhor Vídeo



Foi já no último mês do ano que "Olhos de Vidro" surgiu em vídeo (isto após integrar o Ep de Dealema em Março), mas chegou bem a tempo de se posicionar entre as melhoras obras videográficas de 2010. Este último videoclip de Dealema e "A Cura" de Orelha Negra foram, para mim, as realizações mais bem conseguidas do ano transacto. Outros vídeos interessantes merecedores de menção: o "Mundo Bizarro" de Maze, o "Sr. Diplomata" de Cacique'97 ou o espalhafatoso "Algazarra" de Tribruto.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Novidades nacionais em vídeo


Realização: Moopie Videos
Instrumental: DJ Gijoe
Álbum "Algazarra"


Realização: Markez236 (Ghettolandia)
Instrumental: Madkutz
Mixtape "NGA vs Madkutz Vol.2"

sábado, 15 de maio de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

Madkutz - Triunfo 2010



O novo single de Madkutz andou a agitar os seus seguidores durante algum tempo, mas, finalmente, acaba de ser oferecido pelo próprio para livre auscultação. À semelhança do (bem sucedido) "Aviso", este primeiro som de 2010 também anexou vários artistas nas rimas - situação mais conhecida por posse cut. São eles: Caminhante, Dengaz, Kristo, Pródigo, Nerve, Masta, NGA e Lancelot.

Download do single: http://www.sendspace.com/file/2or6my

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Lançamentos para breve

O rapper J-K é um protegido da Monster Jinx e a saída do seu EP "Complexo de Inferioridade" está em contagem decrescente. Enquanto as restantes faixas são um segredo bem guardado, oiçam o tema "Cara de Poker". Sem complexos!

NGA e Madkutz já vêm fazendo bastante barulho com esta mixtape. Faltava referi-la aqui no HIPHOPulsação. É um trabalho que se espera também com expectativa. Para mais informações sigam por esta via. "No Meu Block" é uma oferta que podem desembrulhar aqui.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

NGA & Sam The Kid

Desta junção pouco mais se sabe do que os nomes dos intervenientes, no entanto, fica a garantia de que a fusão provocará muitos estragos, ou não fossem NGA e Sam The Kid duas personagens que coleccionam inúmeros adeptos.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O "Impakto" da Força Suprema

NGA deve ser dos artistas mais dinâmicos e incansáveis do rap nacional. Não será descabido dizer que o MC da Linha de Sintra sofre de hiperactividade nas rimas. Essa insaciável vontade de estar constantemente ocupado há muito que contagiou o seu batalhão. Don. G, Prodígio, Ice e Bg são alguns dos tropas que, auxiliados por NGA, têm-se desdobrado em mixtapes, álbuns, singles e vídeos.

Duas semanas após o rebentamento de "Mais Quente Que Fogo Vol.4" eis que estala a mixtape "Impakto Pt:2", com um exército de soldados que coloca qualquer inimigo em sentido: Regula, Makkas (Black Company), Supremo G, Lancelot, Dji Tafinha, Madkutz, Pina G e KB Max (citando alguns). Para mirar e alvejar aqui.

Entretanto, ainda sem datas estabelecidas, NGA tem calculado novos bombardeamentos, tais como "NGA vs Madkutz" e "Mais Quente Que Fogo Vol.5". Se não pretendem passar ao lado destes e outros ataques mantenham-se constantemente instalados na fortaleza da Força Suprema.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Se eles são incendiários... (Parte II)


Lume Brando

Nerve não conseguiu criar um tema divertido e simultaneamente corrosivo e original como já fez anteriormente. Na mixtape, nem sempre se entenderam as palavras de Nerve talvez devido a alguma falha por parte de quem tratou as questões de ordem técnica da gravação. Assim, a mensagem de Nerve ficou um tanto ou quanto nublada. Todos têm as suas canções menos boas, mas estou certo de que esta constituirá a excepção à regra, já que Nerve é um mc de inegável valor. Um dia menos bom acontece a todos.

Sir Scratch deu início ao incêndio. Na faixa de abertura, mostrou-se em boa forma, no seguimento da tarimba alcançada com o seu álbum. Nota-se a garra sempre em cada palavra jogada pela boca fora. O à-vontade a rimar em cima dos instrumentais é uma das maiores armas de Sir Scratch. A ironia e os lampejos vindos directamente do ego são uma constante na sua carreira e aqui continuam a ser sentidos. Observa-se ainda um Scratch cáustico com quem o julga com a “mania”, alvitrando que o êxito dele se resume a um par de canções. Porém, o mc não conseguiu manter a bitola elevada nas restantes canções em que participou. A colaboração com Lancelot, Bob e God G retundou em rimas fracas e desconexas, longe da consistência que nos deu a ouvir no seu primeiro álbum. A sua intervenção com NGA passou completamente despercebida. Por vezes, Sir Scratch torna-se tão abstracto que qualquer que seja a sua intenção ela acaba diluída precisamente nessa confusão de quadro de Pollock. Pelo contrário, quando o mc imprime uma maior objectividade, os seus raps adquirem logo uma maior dimensão. Completamente ao lado do alvo foram também as rimas no tema com Blasph e Pródigo. Se estes últimos elaboraram um conceito para a feitura da canção, Scratch irrompeu com rimas totalmente descabidas, fora do contexto alinhavado pelos outros dois rappers.

NGA é um workaholic no que ao rap diz respeito. Só este facto já é extremamente positivo para o rapper da Linha de Sintra. Mas há mais: NGA imprimiu bastante força às suas rimas, que funcionam sempre ou quase sempre como reflexo da sua vida. O momento mais marcante da sua interpretação é quando demonstra o seu respeito pelo rap dos antigos. NGA transmite-nos tal transparência nas suas palavras que ninguém lhe pode levar a mal que afirme que o rapper favorito dele é o que ele vê no espelho.

God G é um jovem mc com potencial que tem vindo a fazer algum buzz. Na mixtape, teve uma prestação bastante razoável, antevendo-se-lhe ainda uma boa margem de progressão para o seu rap. Estaremos atentos ao seu trabalho futuro, com certeza.

As primeiras palavras de Bob da Rage Sense nesta mixtape são duras e provocam estupefacção: “Mato o teu pequeno mito”. Visado à parte, Bob mostra-se mais agressivo do que nunca. Investe contra quem maltrata o Hip Hop, pois esses despojando-no das suas raízes e atribuem-lhe actualmente uma conotação marcadamente sexual. Por entre palavras ácidas, Bob radicaliza o seu discurso, extrapolando que a única via para a saúde do rap é acabar com um “tu” que vagabundeia na sua boca. O mc que encantou Portugal com temas marcantes, andou totalmente arredado desses momentos de glória nesta mixtape. A sua participação com Zuka é horrível. Bob entra de mal a pior na faixa, apregoando baboseiras impensáveis de se ouvir há uns tempos. Curiosamente, na colaboração com Raf Tag não se deixou influenciar pelo acompanhamento desinspiradíssimo de Raf Tag e esteve num nível aceitável. A participação de Bob nesta mixtape podia resumir-se a uma frase que ele debita com Scratch, Lancelot e God G: “complexo como explicar a cor a um cego”. De facto, é complexo entender como Bob regrediu tanto! Quando já se pensava que não haveríamos de escutar o rapper de “M.P.L.A.” eis que o encontramos junto a Sagas. Bob apetrechou-se duma mensagem positiva e apresentou-se poético, profundo, rimando com alma e sem raiva e amargura. Soube a muito pouco sentir o gosto do Bob que nos habituou a grandes interpretações.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Tekilla no 2º Episódio da Madkutz TV

Vão espreitar o novo episódio e recolham o bónus que Madkutz generosamente oferece: "Caminhante ft. NGA - We Run Them". Já sabem o endereço:

segunda-feira, 13 de abril de 2009