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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Festa de Hip Hop no Pin Up (4-12-2009)
Texto publicado originalmente na revista "Freestyle" nº6:
Nova investida de Hip Hop no Pin Up, no dia 4 de Dezembro de 2009. Com um cartaz recheado de atracções, aguardava-se uma boa casa no espaço portuense, o que veio a acontecer.
Com o atraso habitual, a festa iniciou-se com DJ Bandido a aquecer o ambiente. As pessoas entravam a conta-gotas e a música expulsa pelas colunas era o chamariz perfeito para que o público se situasse em frente ao palco. DJ Nel’Assassin, outro dos DJ’s convidados, deu literalmente o seu show, cravando as impressões digitais no vinil, naquele dedilhar pejado de perícia. A vibração repercutiu-se de forma extraordinária. Dilated Peoples e Jay-Z foram possivelmente os reis nas mãos de ambos os DJ’s, tal foi a rodagem que tiveram.
Quando MC Zero deu início à sua actuação, já a sala estava aconchegada e mais ficou pelo envolvimento da música do rapper bracarense. Apresentando temas do seu disco “Instrospectivo”(*), Zero teve uma boa aceitação no Pin Up. Decidido a conquistar os presentes, não tardou em quebrar o gelo e a pedir “vida” a quem o escutava. Fluindo num rap bastante intimista, o seu concerto voou, dando ênfase ao adágio que diz que o que é bom acaba depressa.
Seguidamente quem pegou no microfone foi Birro e alguns seus camaradas. Com muitos fãs a assistir ao concerto, Birro sabia antecipadamente que a noite estava ganha. Mas também ao nível das capacidades no microfone, ele acabou por legitimar esse triunfo que se percebia pelo carinho que recebeu quando subiu ao palco. Uma boa entrega do MC da Lapa. Destaque para o tema de despedida, que foi uma surpresa preparada pelos Gatos do Beko. Estes juntaram-se em palco para apresentar o tema de avanço do futuro trabalho do colectivo.
Mas quem reinou verdadeiramente na noite de 4 de Dezembro no Pin Up foi o duo da “Pioneiros” mixtape. Os incontornáveis DJ Nel’Assassin e Mundo Segundo levaram ao rubro a audiência que acompanhava em coro alguns dos sons da referida mixtape. Foi anunciado de viva voz por Mundo que brevemente haverá um segundo capítulo de “Pioneiros”, algo que deliciou os ouvidos das gentes. A vitalidade que emanava em palco transmitiu-se ao público que se manifestava ruidosamente como até antes não fizera. As duas lendas do Hip Hop nacional deram um concerto que caiu no goto das pessoas, emocionando-as e pedindo por mais. Enorme demonstração de respeito que existiu nessa noite para com duas figuras fulcrais da História desta cultura no nosso país.
Estava programado, mas parecia que o público não iria deixar fugir DJ Nel’Assassin para Carcavelos sem mostrar mais um pouco da sua habilidade nos pratos, depois de ter terminado o concerto com Mundo. Assim foi. Num ambiente de descontracção, Nel’Assassin foi lançando pérolas musicais para contínuo gáudio dos que o observavam. A absorção de energia passada por Assassino foi tal que até houve espaço para que um bravo b-boy ensaiasse uns interessantes passos no meio duma roda que entretanto se formara à sua volta.
Em suma, foi uma noite bem animada, onde os artistas foram superiormente recebidos e onde o público contribuiu decisivamente para o clima quente e intenso que se viveu. Foi ainda uma noite sem quaisquer problemas de monta relativamente às questões técnicas ligadas ao som, o que foi óptimo! Venham mais noites de Hip Hop assim!
Por Druco e Sempei
(*) errata: a forma correcta é naturalmente «Introspectivo». Foi um erro que lamentavelmente não detectámos e que também passou incólume ao crivo da equipa de revisores da "Freestyle".
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Revista Freestyle
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Franco-atirador
Texto originalmente publicado na revista Freestyle nº 5:
Soam estridentes os alarmes que anunciam a crise dos letristas no rap português. Tiramos o enrolado mapa de Portugal da gaveta, abrimo-lo e procuramos sofregamente pelas zonas férteis em lyricists com arte e engenho suficientes para calar o banzé debitado pelos frenéticos aparelhos preventivos. Vamos ao Google, pesquisamos pelas palavras “excelência” e “génio” para retermos na memória quantas são as entradas que referem o nome dos MC’s que trazem isso na ponta da caneta. Anseia-se pelo glorioso dia em que se dará a ressurreição da importância das letras no rap, depois da batida as ter morto, ou perto disso.
Felizmente há ainda quem mantenha bela a relação do risco de tinta com a folha de papel. Desde nomes da Velha Escola, guardiões da essência, até aos contemporâneos da Nova Escola, saídos há pouco tempo da barriga da mãe, é certo, mas já mais lambões por inovação e originalidade do que ministros da Tecnologia e da Cultura.
Mas eis o desafio, o sonho: colocar o rap na vanguarda lírica da música portuguesa. Para isso, MC’s têm de se munir duma linguagem criativamente rica, esquecerem os lugares comuns e aumentar o cuidado na escrita é vital, em abono da credibilidade. Laivos poéticos são tão necessários como versos pensantes e como rimas ambiciosas.
O desamor entre a língua portuguesa e a música feita no nosso país vem em crescendo e o rap tem potencialidades para contrariar essa sina. Elevar-se o patamar de exigência das letras é decisivo para que elas ganhem dimensão e permitam igualar-se às dos melhores letristas nacionais como Rui Reininho, Adolfo Luxúria Canibal, Ary dos Santos, Sérgio Godinho ou Carlos Tê, por exemplo.
A arte possui uma vertente lúdica mas é igualmente uma forma de conhecimento, poder, transformação, afirmação e cristalização de momentos. Daí que o rap possa continuar a proporcionar o prazer do jogo das palavras, ao mesmo tempo que se encaminhe, de igual forma, para desmontar os artificialismos da vida, devolvendo a verdade às pessoas. António Jacinto, um dos meus poetas angolanos preferidos, exemplificava bem como a escrita podia ter muita força, sendo mostra de denúncia, resistência e esperança. Una-se uma letra forte a um suporte musical equivalente e temos uma arma mais poderosa que uma kalashnikov.
Os artesãos de versos do rap português marcarão a diferença, na música lusa, se reavivarem o amor pela língua, se colocarem nas letras a impressão digital da nação, escolhendo serem vozes activas e críticas, de modo a aproveitarem o relativo desinteresse de outros géneros musicais em pintarem tal quadro.
Sem trabalho e originalidade não há eternidade na arte. Portanto, os melhores e os que estarão, mais tarde, na parede dos prodigiosos, serão aqueles que mais trabalharem, que mais estudarem e que fixarem a ambição e a ousadia de superarem o que está feito. O MC tem de ser o seu primeiro crítico para somente terminar um trabalho quando nele encontrar vestígios de perfeição.
Indague-se na vasta imaginação, encha-se o peito de humanidade, revolva-se o pensamento, grafite-se a poesia nas letras. Porque o rap é muito mais do que um antro de corações cegos que necessitam duma pistola para se orientarem pelos caminhos da palavra.
Soam estridentes os alarmes que anunciam a crise dos letristas no rap português. Tiramos o enrolado mapa de Portugal da gaveta, abrimo-lo e procuramos sofregamente pelas zonas férteis em lyricists com arte e engenho suficientes para calar o banzé debitado pelos frenéticos aparelhos preventivos. Vamos ao Google, pesquisamos pelas palavras “excelência” e “génio” para retermos na memória quantas são as entradas que referem o nome dos MC’s que trazem isso na ponta da caneta. Anseia-se pelo glorioso dia em que se dará a ressurreição da importância das letras no rap, depois da batida as ter morto, ou perto disso.
Felizmente há ainda quem mantenha bela a relação do risco de tinta com a folha de papel. Desde nomes da Velha Escola, guardiões da essência, até aos contemporâneos da Nova Escola, saídos há pouco tempo da barriga da mãe, é certo, mas já mais lambões por inovação e originalidade do que ministros da Tecnologia e da Cultura.
Mas eis o desafio, o sonho: colocar o rap na vanguarda lírica da música portuguesa. Para isso, MC’s têm de se munir duma linguagem criativamente rica, esquecerem os lugares comuns e aumentar o cuidado na escrita é vital, em abono da credibilidade. Laivos poéticos são tão necessários como versos pensantes e como rimas ambiciosas.
O desamor entre a língua portuguesa e a música feita no nosso país vem em crescendo e o rap tem potencialidades para contrariar essa sina. Elevar-se o patamar de exigência das letras é decisivo para que elas ganhem dimensão e permitam igualar-se às dos melhores letristas nacionais como Rui Reininho, Adolfo Luxúria Canibal, Ary dos Santos, Sérgio Godinho ou Carlos Tê, por exemplo.
A arte possui uma vertente lúdica mas é igualmente uma forma de conhecimento, poder, transformação, afirmação e cristalização de momentos. Daí que o rap possa continuar a proporcionar o prazer do jogo das palavras, ao mesmo tempo que se encaminhe, de igual forma, para desmontar os artificialismos da vida, devolvendo a verdade às pessoas. António Jacinto, um dos meus poetas angolanos preferidos, exemplificava bem como a escrita podia ter muita força, sendo mostra de denúncia, resistência e esperança. Una-se uma letra forte a um suporte musical equivalente e temos uma arma mais poderosa que uma kalashnikov.
Os artesãos de versos do rap português marcarão a diferença, na música lusa, se reavivarem o amor pela língua, se colocarem nas letras a impressão digital da nação, escolhendo serem vozes activas e críticas, de modo a aproveitarem o relativo desinteresse de outros géneros musicais em pintarem tal quadro.
Sem trabalho e originalidade não há eternidade na arte. Portanto, os melhores e os que estarão, mais tarde, na parede dos prodigiosos, serão aqueles que mais trabalharem, que mais estudarem e que fixarem a ambição e a ousadia de superarem o que está feito. O MC tem de ser o seu primeiro crítico para somente terminar um trabalho quando nele encontrar vestígios de perfeição.
Indague-se na vasta imaginação, encha-se o peito de humanidade, revolva-se o pensamento, grafite-se a poesia nas letras. Porque o rap é muito mais do que um antro de corações cegos que necessitam duma pistola para se orientarem pelos caminhos da palavra.
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Revista Freestyle
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Revista Freestyle (Balanço)
A Freestyle, revista portuguesa de Hip Hop, com periodicidade bimestral, vai no seu 3º número. É portanto uma altura propícia para se fazer um primeiro balanço e uma medição do impacto que esta revista trouxe. Irei assinalar, numa opinião pessoal de leitor, aspectos negativos e positivos que tenho encontrado na Freestyle.PONTOS NEGATIVOS:
- As capas. Sendo a Freestyle uma revista com poiso nas bancas, logo com fins comerciais como qualquer outra, estranha-se que tenha vindo a apresentar capas tão pouco atractivas. Parece ser uma espécie de constrangimento para a Freestyle a presença de um artista em foco na capa. Saliente-se que só agora neste 3º número é que a Freestyle decidiu colocar imagens de artistas na capa mas em tamanho reduzido e conjugadas numa composição artística. Ora, parece-me que a pretensão de sobriedade para a capa da revista esbarra no pobre apelo gráfico para quem compra. A capa não será a coisa mais importante duma revista, mas tem a sua relevância.
- Ausência de oferta multimédia. É certo que a net já permite a divulgação de maquetas mas o prestígio, diga-se assim, dum som de um mc, que procure dar-se a conhecer, ser incluído num CD duma revista é diferente da promoção que pode fazer na net. A eventual oferta multimédia seria ainda interessante para alojar fotos de eventos ou outras iniciativas que não sejam seleccionadas para a revista e fotos de graffiti, por exemplo, de modo a que houvesse mais espaço nas páginas da revista para outros conteúdos. Em alternativa à oferta multimédia física, vulgo CD, a Freestyle poderia abrir um espaço na net onde alojasse esses brindes e os oferecesse aos seus leitores.
- Problemas de distribuição. Há ainda gente ligada ao Hip Hop que ou não conhece a existência da Freestyle ou se conhece nunca lhe deitou os olhos em cima. Mesmo nas grandes cidades é, por vezes, árduo encontrar a revista nas bancas. Já visitei algumas papelarias na área do Grande Porto que desconheciam por completo a revista.
- Pouca abertura ao Hip Hop internacional. É bom que se dê uma especial incidência no que é nacional, mas o Hip Hop estrangeiro de qualidade também merecia tratamento ao nível de artigos. Seja Hip Hop americano, francês ou espanhol, mas também o brasileiro, o angolano ou o moçambicano, até por questões de ligação histórica e por a língua ser a mesma. É que a Freestyle pode estar a incorrer numa possível incongruência. Ou então a atitude da Freestyle pode ser entendida – o que eu acharia óptimo – como uma abertura ao que é do exterior. Passo a explicar. No 1º número da Freestyle, consta no "Estatuto Editorial" que os «conteúdos informativos» serão «cem por cento nacionais». Porém, desfolhando as páginas dessa mesma edição de estreia deparamo-nos com factos relacionados com o estrangeiro, quer ao nível de notícias e de álbuns. Por exemplo: as seis críticas a álbuns presentes na Freestyle nº1 são todas de álbuns do exterior! Que fique bem assente: acho muito bem que haja o tratamento ao Hip Hop americano e ao dos países lusófonos, só penso que era dispensável a revista afirmar no seu "Estatuto Editorial" que era puramente nacional. Será muito mais interessante a revista e poderá captar mais leitores se não tiver quaisquer pruridos em tratar e em encontrar um equilíbrio entre o nacional e o internacional. Ainda no "Estatuto Editorial", a Freestyle afirma que pretende ajudar ao crescimento do Hip Hop, dando-o a conhecer ao público. Deste modo, seria extremamente importante que a revista desse a conhecer as origens do Hip Hop em Portugal mas também que fizesse o enquadramento do seu nascimento na América. Logo, faria todo o sentido a revista tratar o que é nacional e o que é internacional.
- Desaproveitamento do espaço. Este é um flagrante problema da Freestyle. Todavia, penso que a equipa da Freestyle adoptou como política ter uma foto de página inteira sempre que apresenta um artista ou grupo, na sequência de um artigo ou entrevista. Digo política da revista no sentido de ser uma opção tomada nos 3 números já editados. Um exemplo perfeito do esbanjamento do espaço da revista: o índice ocupa 2 páginas! Tantas páginas quantas as que são dedicadas à crítica de álbuns, onde o espaço é exíguo para se comentarem 6 discos, não se podendo fazer uma análise pouco mais do que superficial. Na minha óptica, convinha que o espaço fosse mais rentabilizado, o que conferiria a possibilidade de existirem mais assuntos para escrever ou, pelo menos, poderia dar-se mais extensão aos assuntos que são abordados. Proliferam, sem nexo, fotos de página inteira nos 3 números.
- Reduzido espaço para álbuns. Parece-me que uma área vital merecia mais atenção por parte da Freestyle. Esta secção deveria ser encarada como primordial. É preciso ter noção que raramente há na imprensa musical (ou mesmo generalista) portuguesa análises a álbuns de rap português. Logo, uma revista da especialidade não deveria descurar este ponto. Pelo contrário, seria de todo o interesse que aumentasse o número de críticas a álbuns, em geral, e a discos portugueses, em particular. Outro apontamento: na secção 3 mic’s e na secção do e-mail recebido a equipa da Freestyle achou por bem diminuir o tamanho da letra de modo a que aumentasse o texto. Por que não fazer o mesmo na secção dos álbuns? E por que não ter menos páginas com uma foto inteira dum artista para que conseguisse ter, pelo menos, mais uma página para a análise dos álbuns? Fica a sugestão.
- Predominância do Hip Hop da área metropolitana de Lisboa. Num momento em que há outras zonas do país tão activas e trazendo tanta qualidade ao Hip Hop, em todas as vertentes, não se percebe como há este privilégio dado a Lisboa. Quer dizer, entende-se numa lógica de localização, pois a Freestyle está estabelecida na Capital. Mas isso não justifica tudo. Tanto o Norte, como o Centro, Algarve e até algumas zonas do interior do país estão a dar cartas no Hip Hop e mereciam por isso atenção. No fundo, já sabemos como isto funciona quase sempre a muitos níveis: Portugal é Lisboa e o resto é paisagem.
PONTOS POSITIVOS:
- Ser a única revista portuguesa de Hip Hop. Saúda-se naturalmente a iniciativa, a coragem e o empenho de um conjunto de pessoas que lutou para que este projecto fosse uma realidade. Acredito que não deve ser nada fácil construir uma revista sobre esta cultura e que deve ser ainda mais custoso cimentá-la nas bancas e torná-la apetecível para o público. É fundamental que todos possam comprar a Freestyle pois só assim garantiremos a sua continuidade, devendo salientar-se que ela é muito importante para o nosso Hip Hop. Não há quaisquer dúvidas sobre isso.
- Associação a causas sociais. É preocupação da Freestyle ligar-se a lutas sociais de modo a desmistificar ideias feitas sobre o Hip Hop. É muito boa esta envolvência da revista com a sociedade civil, provando que o Hip Hop pode e deve ser muito mais do que uma manifestação artística. Ele pode servir efectivamente como instrumento privilegiado de intervenção social. Esta iniciativa trará não só benefícios e prestígio para a Freestyle mas também para o próprio Hip Hop português.
- Sintonia entre as 4 vertentes do Hip Hop. Nota-se um esforço da Freestyle em dar a mesma importância a cada vertente. O rap normalmente é o actor principal e talvez exista sempre essa supremacia, mas regista-se a dinâmica de congregação que a equipa da Freestyle procura efectuar entre o MCing, o DJing, o Graffiti e o Breakdance.
- Rubricas Falo por Mim, Memória, 3 Mic’s e 20 Barras. São secções bastante interessantes. Falo por Mim é um espaço de opinião bastante pertinente. Memória é fulcral pelo desfiar de histórias que nos remetem inevitavelmente para os primórdios do nosso Hip Hop. Esta rubrica é essencial, assim como mais artigos sobre o começo do Hip Hop Português, pois só se pode crescer se se souber o que está para trás. As 20 Barras são um modo agradável de se fechar a revista, numa componente de descontracção e divertimento até.
- Agenda. É positiva a ideia de facultar as datas dos eventos que irão acontecer no país. Com certeza que a Agenda tenderá a melhorar e a conseguir incluir a indicação de mais iniciativas Hiphopianas. Saliente-se que é um espaço aprazível, pese embora a gralha da edição nº2.
- Artigos e Entrevistas. Há um bom, muito bom até, tratamento destas temáticas, que têm sido autênticos bastiões para a Freestyle. Nota-se uma pujante determinação em fazer bons artigos e boas entrevistas. A equipa tem-se desmultiplicado em várias entrevistas em todas as vertentes e o resultado tem sido sempre bastante satisfatório. Destacaria o excelente artigo, na edição nº2, do Pedro Calado, que é interessante até para reforçar a ideia do quão importante e proveitoso pode ser a abordagem do que é estrangeiro.
- Review. O relato dos eventos que acontecem em Portugal tem paulatinamente aumentado o seu terreno na revista, o que me apraz sobremaneira. É óptimo que quem não tenha podido estar presente num evento consiga através da leitura do artigo pulsar o que aconteceu.
- Festas de lançamento da revista. Iniciativa bastante interessante que visa promover o lançamento de cada edição, com a preocupação de reunir pessoas de todas as vertentes do Hip Hop e de ter a actuar artistas que constem das páginas da Freestyle. Muito boa ideia.
Termino este comentário sobre a revista Freestyle, reforçando que esta é uma opinião meramente pessoal, que teve como única motivação a emissão duma análise baseada na minha experiência de leitor. Esta não é uma posição do blog HIPHOPulsação, é uma opinião minha apenas, sublinho. Não procurei aqui denegrir ou endeusar a revista. O meu intuito é o de ajudar ao melhoramento e crescimento da revista. Referi aspectos negativos e positivos, com a preocupação de procurar fundamentá-los. Resumindo, deixei as minhas objecções e as minhas sugestões de leitor atento, interessado e sobretudo fiel. Desejo à revista Freestyle o maior sucesso e a maior longevidade pois isso significará a consagração e a maturação daquilo que amamos e por que tanto lutamos: o Hip Hop português. Um grande bem-haja a toda a equipa da revista Freestyle.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Freestyle por todo o País
Quinta-feira no Café Au Lait (Porto) e sexta n'O Século (Lisboa) às 22h será apresentada a nova revista de conteúdo dedicado ao hip hop nacional. No primeiro espaço marcará presença a Body Rock Crew e no segundo Dj Maskarilha. A publicação bimestral chegará às bancas nacionais no próximo sábado e conta com uma tiragem de 4 mil exemplares.A primeira edição dará destaque a Sam The Kid, Royalistick, DJ Kwan, BLE (writer), entre outros conteúdos.
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