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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Denise feat. TANB - Sintonia



Mais um single da mixtape "SoulNoise" da Denise, desta feita com a participação de Tanb, de Lisboa. A mixtape pode ser adquirida na Dedicated Store Porto, na Street Seller ou pelo email denise.sabenca@hotmail.com

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A Soul e o Rap em bom português

Denise - “SoulNoise”

Tal como a soul music, Denise tem a sua sede na alma. A música que há 27 anos lhe oferece sorrisos e sonhos cor-de-rosa ainda hoje lhe colora as suas maiores fantasias. Para além da soul, Denise é perdida de amores pelo hip hop. Natural de Gaia, o seu percurso musical tem sido percorrido de mãos dadas com os dois estilos.

Em 2008, Denise empresta a voz num tema do EP “IntroVersos” de Virtus (artista proeminente no Porto). A parceria com o MC/Produtor tem seguimento numa faixa solta (“Maneiras”) e já em 2012 no primeiro álbum de Virtus. Em 2009 o Porto-Rio marca a sua estreia em concertos ao lado de Keso (integrando o projeto Keso Original Marginal ao vivo). Daí para cá, para além de colaborações com Senjoe, Lancelot, Scar e DaReal, as actuações sucedem-se em palcos como o Hard Club, o Gare, o Rivoli e mais recentemente no Festival “Vai-me à Venda” em Esposende. DJ Walk é o disc jockey que acompanha Denise no seu projeto a solo.

Neste ano de 2012, Denise canta a solo, mas bem acompanhada. “SoulNoise” é o cofre - em formato mixtape - dos seus dias, das suas noites, do antes, do agora e do depois. Na sua neo soul salpica o rap de Virtus, Paulinho (ActivaSom), Lancelot, DaReal, Tanb e Scar. Nos 13 instrumentais do trabalho, Denise embrulha-se subtilmente com a mestria de Kev Brown, Pete Rock, Gramatik, Raphael Saadiq ou do nacional TH (Sistema Intravenoso).

Afirmando-se uma “sentimentalista sem retrocesso possível”, Denise Sabença não quer conquistar o mundo, prefere antes ser conquistada por ele.

A mixtape "SoulNoise" já se encontra à venda na Dedicated Store Porto, na Street Seller ou através do email denise.sabenca@hotmail.com




terça-feira, 17 de julho de 2012

Denise - Essência (Videoclip oficial)



"Essência" é o primeiro videoclip de Denise e mais um tema conhecido de "SoulNoise". A mixtape da cantora de Gaia chega no próximo dia 25 de Julho e irá ser vendido de forma independente em várias lojas e de mão em mão. No post anterior podem-se ouvir outras faixas que integram este primeiro trabalho a solo de Denise.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Denise - Mixtape "Soul Noise" a 25 de Julho

"Soul Noise" é o primeiro trabalho a solo que Denise trará a público no próximo dia 25 de Julho. Com 13 faixas carregadas de soul e vários MC's convidados, entre eles, Virtus, Paulinho (Activa-Som), DaReal e Tanb, a mixtape tem já 3 temas conhecidos (em baixo).

Para ser lançado em breve, está igualmente a ser concebido o primeiro videoclip da cantora de Gaia.





segunda-feira, 23 de abril de 2012

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Segundo single de "Utopia"

Na minha opinião, a melhor passagem do último disco de Expensive Soul está agora retratada em vídeo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Expensive Soul - Utopia (Crítica)

Os Expensive Soul têm aproveitado o verão para assentar arraiais em inúmeros palcos montados por todo o país - sobretudo em festivais - e não é por acaso. O último disco deste duo da "terra mais bonita de Portugal" alojou-se nos escaparates comerciais há relativamente pouco tempo. Editado no último mês de Maio por via independente, "Utopia" define-se em 13 faixas que redefinem parte da alma melódica do repertório de Expensive Soul. New Max vai-se assumindo um compositor de músicas de excelência (e já não é de hoje), não deixando porém de projectar as suas cordas vocais de forma cantada (e com sucesso, diga-se). Já Demo interpreta (cada vez mais) o papel de rapper do grupo, onde embarca numa onda com pouca exigência rimática, encurtando muitas vezes caminho pelo verso mais acessível e algo repetitivo, vulgarizando-se constantemente. Neste capítulo das líricas, o duo leceiro mantém-se fiel à temática romântica enraizada na música Soul e comummente adoptada pelos seus seguidores. Contudo, denota-se uma musicalidade bem mais graúda do que em discos anteriores, graças, em grande parte, ao delicioso trabalho de New Max (com a ajuda de outros comparsas, é certo) nos instrumentais.

Todo o disco procura desbravar um mundo algo fantasioso, onde nem sempre a felicidade impera, mas onde a busca pela mesma nunca é descurada. No roteiro estão gravadas histórias mas também estórias. Para nós, ouvintes, é difícil descodificar as verdadeiras das ficcionadas, mas essa acaba por ser parte da essência do utopismo deste álbum. É possível encontrar-se um fio condutor no desenrolar das faixas, como por exemplo na série "O Amor É Mágico"/ "Tem Calma Contigo"/ "Deixei de Ser Bandido". O single de avanço do disco é só a primeira grande tela pintada por este soberbo artista contemporâneo de batidas chamado Tiago Novo a.k.a. New Max. A inspiração, essa, é facilmente reconhecível nos traços de "O Amor É Mágico". As décadas de 60 e 70 são, de facto, duas épocas ricas para quem, como New Max, procura molhar o pincel em estilos como o Funk, o R&B ou a Soul para compor novas obras. A faixa faz por celebrar aquilo que há (ou havia de haver) de melhor na vida de cada um: o amor. "O amor é rápido, sádico, às vezes é trágico, mágico". É assim, com adjectivos que o refrão canta o amor em jeito de alegria. É basicamente um grito pela felicidade, logo, um tema que fica facilmente retido no ouvido.

Se a anterior canção começa por sugerir uma primeira troca de olhares entre dois apaixonados, "Tem Calma Contigo", o terceiro tema do álbum, incide-se sobre aqueles encontros de uma noite, em que as hormonas fervilham, sendo estas, muitas das vezes, a via verde para o sexo desprotegido. "Tem calma contigo ou vai ser um perigo". É o aviso tácito inserido no refrão que devia ser acatado por todos aqueles que ousam vestir a capa de super homem (como o Valete lhes chama). E porque a mensagem é séria, mais umas palavras de Demo para guardar desta música: "Mantém a consciência em permanência". O instrumental está novamente bem esculpido.

De seguida a estória ameaça avançar para o matrimónio, ou nem por isso. Porque surgem dúvidas, poucas certezas, questões pertinentes e muita insegurança. “Deixei de Ser Bandido” podia ser o princípio daquele dia com que a maioria das mulheres mais sonha, mas será assim também nos homens? Uma coisa é certa: o ser masculino também é sonhador... ou será apenas um “Contador de Histórias”?: “Sou comentador de filmes de terror/ Crio mistérios na vida sempre a meu favor/ Sou um jornalista, sigo bem a pista/ E quando se trata de falar sou bué realista/ Tento ser optimista, um tanto ou quanto egoísta/ Um consumidor futurista, e quem sou eu? Risca...”. Bem-vindos à génese do universo alucinado dos novos "EXS".

A esmagadora maioria dos temas tem New Max anexado ao refrão, surgindo antes ou depois o rap (ainda muito "adolescente") de Demo. No ar paira instantemente uma fragrância de romance, de sedução, de paixão, de conquista... Porque neste disco os Expensive Soul surgem profundamente in love, e são muitas as palavras e os minutos dedicados ao amor, como por exemplo em "Só Contigo" e "Sara" (uma música forte, passível de várias interpretações). Mas é na posição '6' do alinhamento que vive, na minha opinião, uma das melhores passagens do registo: "Dou-te Nada". Aqui a neo-soul ferve de tal maneira que é impensável esta faixa não ser futuramente extraída como single. É capaz de derreter muitos corações por aí. Curiosamente, ao ouvi-la (e isto é apenas um aparte) veio-me à lembrança Mayer Hawthorne (também ele um incurável e moderno amante do velho ambiente da Soul).

Os únicos convidados do álbum - se Dino e Catí Freitas não forem considerados como tal - são Bob da Rage Sense e A.S2. Os dois MC's surgem num dos temas com mais boa onda do disco. Porque se "Hoje É O Dia + Feliz da Minha Vida", ele tem que ser celebrado com música. Com o bpm bem acelerado, A.S2 (em particular) acaba por surgir com um jogo de palavras engraçado. Um destaque final para a disparidade das últimas duas faixas. A pragmática e crua "Gameover" (com uma questão oportuna: "De quem é que foi a mão/ Que nos pôs nesta esfera/ Que acabou com a nossa era?" ) e a festiva "Celebração", com uma roupagem fresca, algo electrofunk ou disco, que finalizada dá lugar a um trecho só instrumental, algo curto, mas com um groove bem delicioso. Como nem tudo o que parece é - e esta expressão ganha contornos inigualáveis neste disco-, 13 não é o número do azar, nem da sorte, tão pouco do total de faixas do álbum. Isto porque, à semelhança dos dois anteriores, também este esconde uma surpresa para além da tracklist.

Concluindo, acaba por não ser difícil catalogar o novo trabalho dos Expensive Soul. Em termos de sonoridade é indubitavelmente uma rajada de ar fresco na música portuguesa, muito desidratada neste género de som. Apesar de soar a novo, “Utopia” tem vestígios encantadores de uma antiguidade de 40 ou 50 anos – o que pode significar que o duo abrace novas audiências daqui para a frente (embora a juvenilidade das letras possa dificultar tal facto). Somos contemplados com muita Soul, algum Rap e também laivos de Funk (em detrimento do Reggae injectado nos dois primeiros discos). Em termos individuais, New Max partiu em vantagem para este novo registo em relação a Demo (que se manteve entretido como DJ). Porque não dizer que “Phalasolo” (o aprazível álbum pessoal de Max) serviu de estágio para este registo colectivo? É que a musicalidade de ambos é semelhante – e neste caso foi bem-vinda. Nunca será demais elevar o tacto de New Max na produção dos temas, geridos com pinças. No que toca às letras, o amor é o tópico basilar de grande parte delas, que tentam transmitir algumas mensagens importantes embora camufladas pela boa onda do grupo. Passados 11 anos desde que se juntaram, embora o país só os tenha conhecido em 2004 através do “B.I.” e definitivamente acolhido pela “Alma Cara” dois anos depois, os Expensive Soul fazem em 2010 uma viagem ao futuro através do passado.

domingo, 20 de junho de 2010

SampleMania: "Feeling Good"



Anthony Newley foi um cantor, compositor e actor inglês que iniciou uma carreira artística por meados dos anos 50 e que teve o seu término quando faleceu em 1999. Leslie Bricusse, também ela uma compositora britânica, ocupa ainda os seus 79 anos de vida escrevendo musicais, isto numa altura em que parece já ter arrumado para canto a composição de canções fora desse âmbito teatral (ela que deixou as suas impressões digitais em alguns sucessos de grandes nomes). Esta dupla de compositores tem em comum o facto de ter recolhido uma considerável popularidade na década de 60 quando se incidiram na criação de vários musicais, precisamente. Em 1964 estariam longe de imaginar que um pedaço da banda-sonora de “The Roar of the Greasepaint – The Smell of the Crowd” iria ser ressuscitado pelas gerações seguintes, até à dos dias de hoje. Falo concretamente de uma das muitas canções reproduzidas por Negro & The Orchans durante o tal espectáculo: “Feeling Good” (vídeo acima). Esta peça musical partiria desde essa época numa viagem pelo tempo, atravessando longos anos a renascer em covers de um qualquer artista, num qualquer estilo musical.



Nina Simone terá sido apenas a primeira a morrer de amores por esse tema. John Coltrane também não lhe resistiu, soprando toda a sua admiração pelo o interior do seu saxofone. O Rock começou por ficar in love com a declaração pública dos ingleses Traffic, na entrada para a década de 70. Com relativa frequência também se testemunha a Pop a cantarolar a famosa letra de Anthony e Leslie.



Foquemo-nos no registo gravado por Nina Simone para o seu disco “Put a Spell on You”, de 1965. Tem sido elegido para soundtrack de filmes e séries de tv de modo recorrente. A sua “Feeling Good” terá sido, porventura, a música mais samplada do seu extenso repertório. Também no que ao Hip Hop diz respeito, esta é a versão que tem caído no goto, ou melhor, nos beats de inúmeros produtores internacionais... e nacionais.



Quem já ouviu o último álbum de Bob da Rage Sense por certo deslumbrou o fragmento recolhido de “Feeling Good” exposto no single “Andar à Chuva”. O acto foi concebido pelos dedos de Sam The Kid, com um resultado final deveras delicioso. De Chelas para Portimão os gostos parecem não se diferenciar muito. Pelo menos da prateleira de STK para a de Gijoe. O DJ e produtor algarvio também já se recriou com o vinil de Nina Simone, quando confeccionou um instrumental para o seu compatriota da Kimahera Kristo, nomeadamente a faixa “Eu Sou Tipo”.





Atravessando fronteiras, sem, contudo, abandonar a Europa, detecto desde logo uma intervenção idêntica na região escandinava deste continente. Promoe – proeminente rapper do colectivo sueco Looptroop Rockers – marcou o primeiro dia do ano passado com um novo som a que só lhe poderia chamar “New Day”. A produção coube a uma dupla originária de Estocolmo (cidade na vanguarda do rap sueco) chamada Astma & Rocwell. O sample, esse, é indubitavelmente de Nina Simone. Outra ode feita por aquele país (limitando-me ao Hip Hop, naturalmente) a esta diva do Jazz partiu do grupo Fjärde Världen, na faixa "Ingen Annan", do disco "Världsomspegling".





Mal seria se no país de Nina Simone não houvesse quem “brincasse” com a sua obra. Já muitos o fizeram e outros continuarão com certeza a fazê-lo. AZ, por intermédio do produtor Goldfinga, recolheu na americana inspiração para o primeiro minuto e meio do álbum “Pieces of a Man” (1998). Curiosamente, RZA pegou em “Feeling Good”, mas não em Nina Simone. A cantora Freda Payne havia também ela feito uma cover de Nina Simone, e foi essa versão que o produtor e rapper do clã Wu-Tang foi resgatar para o seu terceiro disco - "Birth of a Prince".

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Nneka - Viva África (vídeo)



Nneka é autora de uma das 12 faixas da banda-sonora do Mundial de futebol denominada "Listen Up! The Official 2010 FIFA World Cup". "Viva África" para testemunhar no vídeo em cima.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Dwele - What's Not To Love



"W.W.W. (W.ants. W.orld. W.omen)" é o novo trabalho de Dwele que vai saltar para as montras no dia 29 deste mês. Recentemente foi dado a conhecer uma das suas faixas, neste caso, "What's Not To Love". Slum Village e Raheem DeVaughn são nomes a contar no disco.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Julho de muita Soul

Um é negro, sexagenário e um dos grandes baluartes da música Soul, o outro é um copinho de leite, com aspecto nerd, que fazia carreira como DJ Haircut. O primeiro chegará carregado de três dezenas de álbuns na bagagem, enquanto que o segundo (ainda) só sente o peso de um (com pouco mais de trinta minutos!). Um envereda pela Soul e Gospel quando solta a voz, já o outro não vai só resgatar inspiração à velha Motown mas também à nova escola de Hip Hop. Se a música de Al Green já pouco surpreenderá a actualidade, as criações do primeiro trabalho de Mayer Hawthorne caíram no goto da crítica pela sonoridade fresca e retro ao mesmo tempo.

Al Green dispensa apresentações. Temas como "Let's Stay Together" ou "How Can You Mend A Broken Heart" idem. Já Mayer Hawthorne deu-se a conhecer apenas em 2009. O primeiro disco, "A Strange Arrangement", entrou na lista de revelações do ano passado. Se para alguns Mayer não trouxe nada de extraordinário ao panorama musical, para outros, Hawthorne revela uma alma tão negra e pura como os génios das décadas de 60 e 70.

Certo é que ambos irão visitar Portugal no próximo mês de Julho. De Al Green fala-se no dia 6 para o Casino Estoril. Mayer Hawthorne já consta do cartaz do festival Super Bock Super Rock deste ano, actuando no dia 16 de Julho.



domingo, 28 de março de 2010

Erykah Badu - Window Seat (O vídeo)



Parece que a Erykah Badu levou tão a sério o meu último post, ao ponto de soltar no dia a seguir o prometido vídeo para o single "Window Seat".

Não precisava de soltar também a roupa, gosto dela de qualquer maneira.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Erykah Badu - Window Seat



Ouço, escuto, volto a ouvir e a escutar mais uma vez. Já perdi a conta ao número de vezes que me cheguei ao parapeito construído por James Poyser (produções para Lauryn Hill, Common, Bilal, Jill Scott, D'Angelo e tantos outros bons nomes) e pela Erykah Badu, contando ainda com os movimentos de Questlove nos drums. O som é a segunda faixa do novo álbum da americana, "New Amerykah Part Two (Return of the Ankh)", com edição selada para 30 de Março, e com videoclip prometido.