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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O Legado de Big Punisher

O filme que retrata a vida de Big Punisher chegou ontem aos cinemas americanos. Como é habitual neste género de documentário, a película, dirigida por Vlad Yudin e intitulada “Big Pun: The Legacy”, traz imagens raras do rapper dentro e fora dos estúdios e palcos, assim como entrevistas exclusivas que relatam o Big Pun mais sensível, muito ligado à família e amigos. Prodigy, Raekwon, Redman, Keith Murray, Xzibit, Snoop Dogg e B-Real são alguns dos rappers que prestam o seu tributo.
Provavelmente não chegará a ser exibido em Portugal, mas, para quem aprecia este tipo de filmes biográficos, fica a sugestão.



Big Punisher sempre andou de mãos dadas com a controvérsia e muitos problemas familiares. Ainda em criança conviveu com o uso excessivo de drogas por parte da mãe, a saída de casa do pai, assim como os abusos de um tio. Mais tarde, abandonou os estudos, aventurou-se também ele no mundo das drogas e sobreviveu em prédios abandonados (este lado mais obscuro da vida de Big Pun é retratado noutro documentário realizado em 2002, que tem o nome de um dos seus grandes sucessos: “Still Not a Player”).
Enquanto rapper, e já a oscilar entre os 200 e 300 kg, Big Pun somou desde logo duas grandes malhas: “I'm Not A Player” e “Still Not a Player”, duas faixas que integraram o seu primeiro álbum “Capital Punishment”. O mesmo registo que o acomodou no trono de primeiro latino a amealhar uma platina discográfica. A nomeação para os Grammys surgiu logo depois, embora Jay-Z acabasse por deitar as mãos ao pequeno troféu.
Fat Joe resgatou-o para a Terror Squad, uma crew encabeçada por ele próprio. Mas dois anos após o primeiro trabalho e a dois meses do lançamento do segundo ("Yeeeah Baby"), Big Pun acaba por sucumbir devido a um ataque cardíaco, resultado do excesso de peso e de depressões. Ficou a obra de um artista latino que granjeou marcar uma era na América e que foi traído pelo seu próprio corpo ainda bastante novo.

Recordando "Still Not a Player":


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Diamond D - U Can't Be Me

Foi no longínquo ano de 1992 que Diamond D se começou a orientar a solo com o clássico “Stunts, Blunts and Hip Hop”. Natural do Bronx, o rapper e produtor, que se estreou como DJ nos anos 80, nunca descurou o seu lado hardcore nas rimas que escreveu. Do último disco “The Hugh Hefner Chronicles”, eis que “U Can't Be Me” (produzido por DJ Scratch) emerge do super ego de Diamond D. As primeiras palavras (bastante elogiosas) que se ouvem pertencem a Fat Joe, um dos seus comparsas no colectivo D.I.T.C.