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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Melhores do Hip Hop em 2009 (Portugal)

Melhor álbum de Hip Hop em 2009:

Monstro Robot com o seu álbum homónimo arrecada, para mim, o galardão de melhor disco de Hip Hop português de 2009. Pelas rimas de Stray, pela produção de DarkSunn, pelo scratch de DJ SlimCutz, Monstro Robot combinou o melhor de 3 individualidades num registo único, resultando num trabalho surpreendente. Já escrevi exaustivamente sobre este projecto aqui no blog. Portanto, acho que já justifiquei, na altura, o porquê de considerar agora Monstro Robot como o melhor grupo de rap português no ano de 2009.

Melhor vídeo de Hip Hop em 2009:



Portugal inteiro tem feito uma vénia ao trabalho de Macacos do Chinês. A audácia musical do grupo tem rendido elogios dos mais variados quadrantes da música portuguesa. O vídeo de “Rolling na Reboleira” é bastante simples, divertido e ilustra perfeitamente o bom espírito inscrito no tema. Além disso, o vídeo processa-se fundamentalmente na rua, algo que de se fala muito no rap português, mas que quando toca a fazer um vídeo foge-se bem do sol, da chuva, do frio, do calor, das pedras da calçada, do alcatrão, enfim (e vá lá saber-se porquê!). Este vídeo conta igualmente com a preciosa colaboração do famoso Chato e ganha naturalmente pontos com isso.

Melhor(es) mixtape(s) de Hip Hop em 2009:

Nesta premiação, deveria apenas destacar uma mixtape. Todavia, foi-me completamente impossível escolher uma só. Gostei de ambas, embora cada uma tenha particularidades próprias que as tornam distintas. Talvez tenha sido isso a impedir-me de eleger uma como a melhor. São diferentes no conceito, na abordagem, uma conta com um DJ a tempo inteiro, a outra era um regresso há muito aguardado, uma tem um veterano a rimar que conta com múltiplos trabalhos editados, a outra é de alguém que raramente edita a sua música... Por tudo isto e certamente por mais alguma coisa, Pioneiros de DJ NelAssassin e Mundo Segundo e "Manutenção" de Infinito Nocas são, para mim, essenciais para o rap português, neste ano de 2009.

Algumas menções: Salvaguardo que as referências seguintes não obedecem a nenhuma ordem qualitativa, a qualquer espécie de top, quero deixar isso bem claro. Sublinho apenas alguns trabalhos de que também gostei no rap português para além dos grandes destaques que fiz em cima. Acho que 2009 foi um ano relativamente bom em termos de trabalhos que conheceram edição. Gostei de algumas participações da Compilação Best Off, assim como a prestação de alguns artistas na mixtape do DJ Cruzfader (talvez ainda venha a fazer a crítica a esta mixtape), senti bastante o rap do Supremo G na “Live on Stage”, embora me tenha parecido que muitos convidados estavam claramente desfasados da qualidade patenteada pelo Supremo. Apreciei o trabalho do Madkutz com o Nga; de Berna; Roulote Rockers surgiram com uma vibe muito boa; J-K é um rapper de elevado potencial (muita atenção nele); Bob da Rage Sense também surgiu com um trabalho forte (embora eu ache “M.P.L.A.” um disco melhor do que este). Depois, Suarez fez uma inovação ao apresentar um disco de rap acústico, com bons resultados; Praso também voltou às lides com uma sonoridade interessante. Destaque para o regresso em grande de Xeg, que se tivesse preterido algumas faixas do seu último CD talvez tivesse tido melhores argumentos para poder questionar Monstro Robot como o meu trabalho preferido de 2009. Ainda assim, reforço: muito bom regresso de Xeg. DJ Ride é já uma certeza não só no Hip Hop nacional mas na música portuguesa e New Max também marcou posição com o seu disco. Por último, refiro No Pity que é um projecto fora do âmbito do Hip Hop mas que tem dois protagonistas ligados ao rap: Geny e Xizini. Deixo, para acabar, a nota de que houve alguns discos de rap português que ainda não consegui ouvir como o de Fizz, o de Zero e o de Sr. Alfaiate. Portanto, a minha análise é baseada somente naquilo que ouvi em 2009 e apresento a minha penitência por deixar aqueles discos de fora, não porque não tenham valor para serem mencionados, mas unicamente porque ainda não os ouvi.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Macacos do Chinês - Saudade (Vídeo)

Mais um vídeo de Macacos do Chinês. Desta feita, é "Saudade" o tema a ser contemplado com a produção audiovisual. Recorde-se que "Saudade" faz parte do disco «Ruídos Reais», que teve a chancela da Enchufada. Neste som, que traça uma das grandes marcas identitárias do povo português, Kalaf junta-se ao grupo como convidado especial. Carreguem no play.

domingo, 20 de setembro de 2009

Macacos do Chinês - Machadinha



Este é o videoclip de "Machadinha", gravado ao vivo no Fórum Municipal J.M. Figueiredo, na Moita. Depois de "Plutão" e "Rolling na Reboleira", é o terceiro single que avança do registo de estreia de Skillaz, Apache, Al:x, Drupez e Tiago Morna.
"Ruídos Reais" dos Macacos do Chinês conta com doze temas e participações de Buraka Som Sistema, João Gomes e "O Chato".

sexta-feira, 17 de julho de 2009

MDC com Mixtape do C$%&!

Com o álbum "Ruídos Reais" ainda a rodar nas rádios e TV nacionais (a "Machadinha" avançou agora como segundo single), os Macacos do Chinês pretendem reforçar os ecos da sua música, desta vez com a "Mixtape MDC", que, segundo os próprios, é do "C$%&"! O trabalho encontra-se enjaulado na casa da Enchufada, tendo os interessados em adquirir o mesmo de inserir um email pessoal e um código em troca do download, podendo, contudo, habilitarem-se a uns brindes extras.

A faixa "Farix" faz parte da ementa e conta com Sam The Kid e Filipe Gonçalves. Nas 11 restantes, Slize, Drupez e Espectro Clichê são os convidados de honra, assim como Amália Rodrigues, Carlos Paredes e Lara Li, que voltam a ser saudosamente lembrados, graças ao engenho destes símios patriotas.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Macacos do Chinês - Rolling na Reboleira


Os Macacos do Chinês apresentam o vídeo oficial do primeiro single do álbum “Ruídos Reais”, que ostenta o selo da Enchufada. “Rolling na Reboleira” é uma canção bem construída, humorada, descontraída, que visa essencialmente elevar os espíritos através da boa ambiência incorporada na música. O refrão é deveras contagiante. O vídeo está muito bem feito, retratando as peripécias de dois jovens que tentam basicamente divertir-se, estando, por isso, sujeitos a algumas situações peculiares, sempre na corda bamba entre a rebeldia e a transgressão. No final, há um “Chato” que os livra de boa! “Chato” nesta canção pode soar a paradoxo, mas desenganem-se, a complementaridade é genial! O vídeo é imperdível. Definitivamente, diversão e dinheiro são agentes independentes, em que um não implica necessariamente o outro. Esta canção celebra esse facto. Óptimo!