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domingo, 4 de dezembro de 2011

Sentinela - São 4 vertentes



Artistas: Sentinela feat. Dj Nelassassin
Música: São 4 vertentes
Álbum: Manual de Cerimónias (2011)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

15 anos de Micro @ 23 Junho, Hard Club

D-Mars, Sagas e DJ Nel'Assassin formaram nos meandros dos anos 90 um dos projectos precursores do rap nacional que contribuiu bastante para a solidificação do mesmo. Embora nos últimos tempos se tenham debruçado em trabalhos a solo, os Micro estão a festejar 15 anos de vida, tendo já soprado as primeiras velas no Musicbox, em Lisboa, no passado sábado. Mas a trindade de Microlandeses também vai trazer o bolo e o champagne para o Hard Club, no próximo dia 23 de Junho, precisamente dia de São João na Invicta, numa festa que contará igualmente com a presença de Fuse, Sensy e Ruas.

"Respeito" é um dos temas que mais marcou a carreira de Micro e é, no fundo, respeito que se exige perante estes três pioneiros do rap português.



Em Lisboa foi assim (04/06/2011):

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Valete - Holofotes



Faixa nº4 da compilação "Hip-Hop Series Vol. 2" e música oficial do filme "Quero Ser Uma Estrela". A produção é da responsabilidade do brasileiro Nave e os arranhões foram cometidos por DJ Assassino a.k.a. Nel'Assassin.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Reportagem: 1ª "Hard Club Hip Hop Sessions" (22/10/2010)

Nos finais da década de 90 – considerada a época dourada do Hip Hop – surgia em Portugal a primeira versão das então denominadas “Nova Gaia Hip Hop Sessions”, muito graças à intervenção decisiva de Mundo Segundo (um dos grandes impulsionadores da cultura Hip Hop no nosso país). Ao longo de cerca de dez anos, o Hard Club foi um importante berço para inúmeros artistas, numa altura em que grande parte deles ainda gatinhava no rap. O espaço foi, com o passar do tempo, adquirindo o simbolismo de uma espécie de Meca do Hip Hop nacional situada a norte, numa época em que o Hip Hop português ia também ele ganhando notoriedade no panorama musical.

Porém, as festas que se tornaram míticas na promoção da cultura (até porque não só abrangiam o MC'ing, como também as restantes vertentes) teriam a sua última sessão em 2006. Desde aí, as “Nova Gaia Hip Hop Sessions” passaram a ter vida apenas na memória de todos aqueles que as testemunharam e que dificilmente esquecerão o fervor daquelas noites. O Hard Club, esse, por muito que aguardasse por novas edições, acabaria destruído (por razões que o tempo apagou) e abandonado, restando-lhe a bela paisagem do Rio Douro como consolo. Com o edifício não só se ruíram momentos históricos do Hip Hop português como também de outras faunas musicais, fruto do enorme ecletismo do espaço.

Na última sexta-feira, dia 22 de Outubro de 2010, o Hard Club voltou a abraçar uma "Hip Hop Session", não só refeito no nome das novas festas, como também na sua localização, que o dista das velhas instalações pouco mais de uma ponte. Gaia já faz parte do passado, tal como o Mercado Ferreira Borges, edifício histórico do Porto que mantinha as prácticas de animação cultural após o término do dito mercado e que continuará com os mesmos pretéritos agora como Hard Club. A mudança do espaço físico será mesmo a única alteração desejada, esperando-se que o HC marque as noites portuenses tal como marcou as de Gaia. Desejo esse que se estende, obviamente, ao Hip Hop, que até já teve a sua primeira grande festa há cerca de duas semanas, na memorável noite de sexta-feira, dia 8 de Outubro.

E que tal estrear o primeiro capítulo das "Hard Club Hip Hop Sessions" com velhos conhecidos dos antigos serões? Dito e feito. Body Rock Crew (DJ D-One, Deck'97 e Maze), M7, Barrako 27 (com DJ Guze), Sagas (com DJ Nel'Assassin) e Terrorismo Sónico (Mundo e Ex-Peão). Todos estes elementos conheceram de perto (uns mais que outros) o palco de Gaia, e todos eles esperariam, por certo, entrar com o pé direito na nova casa. Dito e feito, novamente. Na pista esteve ainda o colectivo de B-Boys Zoo Gang e, num palco exterior à sala, Mr.Dheo representou as cores do graffiti.

Com o despertar marcado para depois da meia-noite, a festa começou algo fria. Na tentativa de aquecer o ambiente, esteve o trio Body Rock Crew que, como vem sendo recorrente, foi chamado para agitar o início, os intervalos e o fim do espectáculo com as suas malhas carregadas do bom gosto que o caracteriza. Poucos eram os presentes no interior da sala 1 e já Mr.Dheo coloria no exterior três telas alinhadas para o efeito. Verdade seja dita: o primeiro impacto de quem entrava no edifício era da performance do writer de Gaia, no entanto, a mesma parecia simultaneamente algo distante da festa devido à localização do palco de actuação. Quem lá se dirigiu pôde atestar bem de perto um pouco da habilidade de um dos mais simbólicos writers de Portugal.

Com a sala principal ainda pouco povoada, os Body Rock Crew deixaram os pratos para DJ Nel'Assassin, que veio para acompanhar Sagas mas também para riscar discos a solo. Maze foi o host da noite, e foi ele a chamar M7 ao palco. Pode-se dizer que a actuação da MC foi mais do mesmo. E isso é mau? Não necessariamente. Com M7 esteve a companheira do costume (Capicua) e das colunas saíram os temas do costume, da mixtape do costume ("Martataca"). E porque é que a performance não foi aborrecida? Porque M7 não é aborrecida, tem tudo menos falta de força e genica, é capaz de atrair a atenção de uma sala inteira e revela boa escolha de instrumentais.

Foi com "Rainha" que se deu a primeira trinca nas palavras apimentadas de Marta Isabel a.k.a. M7. Se havia alguém na plateia que nunca tinha provado o sabor das suas rimas, por certo se alarmou num instante. Insurrecta como sempre, M7 não é mulher de falinhas mansas, bem pelo contrário, facto que pode agradar a gregos mas não a troianos. Já a colega Capicua é o oposto, o que acaba por servir como complemento. Mais cuidadosa naquilo que diz, Capicua também exibiu, por exemplo, a faixa "7 Dias", da sua mixtape "produzida" por DJ Premier. Numa actuação conjunta que teve os seus altos e baixos a nível de correspondência do público, M7 e Capicua contaram com DJ D-One nos pratos e acabaram em clima de festa ao som de "Ooh Wee" de Mark Ronson.

Intervalo no palco, início de show na pista. A plateia agita-se, forma num ápice uma roda onde os elementos do Zoo Gang se posicionam. Ao longo de largos minutos os B-Boys acariciaram o solo da forma menos ortodoxa possível, pois é daí que provém o espectáculo. Ao som de batidas que nos relegaram aos tempos primórdios do Hip Hop, a exibição de Zoo Gang foi um regalo nesta noite de cerimónia, embora a actuação não fosse visível a todos os presentes (só mesmo para quem cercou de perto a roda). Verdadeiro espírito de festa de Hip Hop! Seguiu-se Barrako 27, com Speg e seus tropas. À espera deles estava uma legião de adeptos que desde o primeiro minuto se fez ouvir na sala. Com uma entrada encenada com percussionistas e uma violinista, Barrako 27 partiu para um concerto emotivo e bem acolhido em grande parte da audiência, que, a esta altura, já ultrapassava a meia lotação (que ronda as 800 pessoas).

"De Cabeça Erguida" é um dos últimos trabalhos de Barrako, em parceria com DJ Guze, mas o alinhamento não se limitou ao EP, nem podia. "Abraço Forte" foi provavelmente a passagem mais sentida de todo o show, pois teve o condor de fazer Né descer do palco até junto dos seus seguidores e, rodeado dos mesmos, debitou as rimas dessa faixa incontornável do seu repertório. Nota para a interpretação do jovem Koffy Jr. (do colectivo trofense TRF) em "No Fundo (Do Túnel)" e para o êxtase e interacção constantes com o público em outras faixas como "Bla Bla Bla". Antes da retirada de Barrako 27, eis que dispara o som que todos aguardavam ouvir naquele preciso momento: "Saudoso Hard Club", pois claro. A plateia fez Né sentir-se verdadeiramente em casa, o que o deixou visivelmente feliz e emocionado e com o ego elevado. A prová-lo está a tirada a dada altura do concerto: "Depois de Dealema, eu fiz o melhor álbum português!".

De Carcavelos até à Invicta, Sagas veio trazer uma nova fragrância ao Hard Club, sem sotaque tripeiro mas com uma mistela de português e crioulo. Nada que fizesse confusão aos presentes. A sintonia entre o rapper e Nel'Assassin é evidente e reflecte-se na performance de ambos. Não foi um show só de Sagas mas também de DJ Assassino. Este último pôde dar a conhecer algumas malhas da mixtape "Mike Phelps" que, garantia do próprio, estará (finalmente) para sair em breve. Nela, o DJ e produtor irá revelar uma outra faceta: a de MC. Compelido por uma batida de Alchemist, Nel'Assassin rimou mesmo no Hard Club. O seu talento para as rimas pode ser imberbe mas nem isso o acanhou.

Sagas não trouxe alguns clássicos do seu primeiro álbum a solo, como "Anjo de Luz" ou "Quem És Tu?", mas também desvendou músicas novas. Uma delas, com base instrumental de DJ Ride, conta com um refrão que foi particularmente bem acolhido pelo público. Todo o concerto de Sagas foi pautado por uma animação constante, tendo o MC caído nas graças da plateia pela energia e boas vibrações disseminadas pelas suas canções. No rap de Sagas não mora a rima de teor sexual nem de estímulo à violência, reina antes a mensagem positiva e alegre. Mundo Segundo foi o convidado de honra de Sagas Demolidor para uma breve participação. Já o Sr. Alfaiate foi "obrigado" a participar numa batalha (aparentemente ensaiada) com o percussionista. Bom concerto de Sagas que atingiu um dos pontos altos com a malha "Som Pesado" (do álbum de Assassino "Reconstrução").

A última exibição da noite estava reservada para o duo Terrorismo Sónico. E Mundo e Ex-Peão conseguiram provocar o caos no Hard Club apesar do adiantado da hora e do previsível cansaço dos presentes. Cansaço? Puro engano! Os dois MC's dealemáticos gozam de uma popularidade e respeito na Invicta consolidados ao longo dos anos e, quer a solo, em duo ou em grupo como Dealema, contam sempre com uma fervorosa massa adepta na plateia. Esta tem as letras na ponta da língua e a empatia flui naturalmente. O primeiro álbum de Terrorismo Sónico, "1º Assalto", foi revisitado, mas também foi dado um cheirinho do seu sucessor, "Antes do Atentado". Os clássicos que marcam o repertório a solo de Mundo e Ex-Peão são sempre recebidos com grande impacto. "Pombas Brancas da Cidade" e "Real e Verdadeiro" de Ex-Peão ou "Puro Prazer" de Mundo, todas elas foram cantaloradas em uníssono. Especial foi o enlace de "Eles Andam Ao Cheiro" a meio do beat de "Bairro".

Por muito que se diga que o concerto foi inebriante, enérgico e empolgante, faltarão palavras para descrever a parte final do mesmo. Mundo e Ex-Peão tinham dado por terminado o alinhamento, mas a plateia não queria arredar pé do recinto, muito menos deixar de ouvir a dupla. Ora o desejo de um grupo de ferrenhos adeptos parecia só um: "Lei das Ruas". Desejo concedido, a música foi, não cantada, mas sim berrada a plenos pulmões: "Esta é a lei das ruas, filhos das p*tas!" Este ambiente escaldante deu azo a um endiabrado moche na frente do palco. E foi assim, em brasas, que terminaram as actuações. Daí em adiante a música voltou a rodar nos discos de Body Rock Crew.

Mais uma noite histórica no mês de Outubro que o Hard Club terá para contar mais tarde, isto precisamente quatro anos após o anúncio do encerramento do espaço de Gaia. As "Hip Hop Sessions" começaram oficialmente a agitar de novo a cidade do Porto e o Hip Hop nacional. Ao longo das próximas sessões é de aguardar o desfilar de novos e velhos talentos da nossa cultura, quer do MC'ing, DJ'ing, BBoy'ing ou do Graffiti. Zoo Gang e Mr.Dheo foram os primeiros representantes destas duas últimas vertentes. Body Rock Crew tomou conta dos pratos e dos momentos mortos da festa, que teve Maze como apresentador. Barrako 27 e Terrorismo Sónico foram os nomes mais aplaudidos da noite. Sagas teve uma actuação meritória e M7, apesar de não ter agarrado o público como os restantes, fez o que lhe competia. A sala 1 não esteve lotada mas contou com uma boa afluência. Ainda sem cartaz revelado, o próximo capítulo, diz-se, está para breve. As velhas festas no Hard Club estão mesmo para ficar.

quarta-feira, 24 de março de 2010

"Isto ainda não é o álbum!" de A.S2

O primeiro álbum a solo de A.S2 estará programado para 2010. Na lista de convidados avistam-se Sam The Kid, Dino, Virgul, New Max e Bob da Rage Sense, entre outros. Entretanto, o prometido EP - de título taxativo - vai estar disponível no site http://www.as2music.com/ a partir de 1 de Abril. Quem não quiser esperar pelo dia de todas as mentiras para conhecer as 6 faixas do EP, pode passar agora pelo myspace deste artista nascido no Brasil e radicado no Algarve desde pequeno, e ouvir então em primeira mão todo o novo material.

O primeiro single conhecido foi "Esboço", com participação de DJ Nel'Assassin, que recordamos aqui em baixo.

domingo, 7 de março de 2010

Festa de Hip Hop no Pin Up (4-12-2009)

Texto publicado originalmente na revista "Freestyle" nº6:

Nova investida de Hip Hop no Pin Up, no dia 4 de Dezembro de 2009. Com um cartaz recheado de atracções, aguardava-se uma boa casa no espaço portuense, o que veio a acontecer.

Com o atraso habitual, a festa iniciou-se com DJ Bandido a aquecer o ambiente. As pessoas entravam a conta-gotas e a música expulsa pelas colunas era o chamariz perfeito para que o público se situasse em frente ao palco. DJ Nel’Assassin, outro dos DJ’s convidados, deu literalmente o seu show, cravando as impressões digitais no vinil, naquele dedilhar pejado de perícia. A vibração repercutiu-se de forma extraordinária. Dilated Peoples e Jay-Z foram possivelmente os reis nas mãos de ambos os DJ’s, tal foi a rodagem que tiveram.

Quando MC Zero deu início à sua actuação, já a sala estava aconchegada e mais ficou pelo envolvimento da música do rapper bracarense. Apresentando temas do seu disco “Instrospectivo”(*), Zero teve uma boa aceitação no Pin Up. Decidido a conquistar os presentes, não tardou em quebrar o gelo e a pedir “vida” a quem o escutava. Fluindo num rap bastante intimista, o seu concerto voou, dando ênfase ao adágio que diz que o que é bom acaba depressa.

Seguidamente quem pegou no microfone foi Birro e alguns seus camaradas. Com muitos fãs a assistir ao concerto, Birro sabia antecipadamente que a noite estava ganha. Mas também ao nível das capacidades no microfone, ele acabou por legitimar esse triunfo que se percebia pelo carinho que recebeu quando subiu ao palco. Uma boa entrega do MC da Lapa. Destaque para o tema de despedida, que foi uma surpresa preparada pelos Gatos do Beko. Estes juntaram-se em palco para apresentar o tema de avanço do futuro trabalho do colectivo.

Mas quem reinou verdadeiramente na noite de 4 de Dezembro no Pin Up foi o duo da “Pioneiros” mixtape. Os incontornáveis DJ Nel’Assassin e Mundo Segundo levaram ao rubro a audiência que acompanhava em coro alguns dos sons da referida mixtape. Foi anunciado de viva voz por Mundo que brevemente haverá um segundo capítulo de “Pioneiros”, algo que deliciou os ouvidos das gentes. A vitalidade que emanava em palco transmitiu-se ao público que se manifestava ruidosamente como até antes não fizera. As duas lendas do Hip Hop nacional deram um concerto que caiu no goto das pessoas, emocionando-as e pedindo por mais. Enorme demonstração de respeito que existiu nessa noite para com duas figuras fulcrais da História desta cultura no nosso país.

Estava programado, mas parecia que o público não iria deixar fugir DJ Nel’Assassin para Carcavelos sem mostrar mais um pouco da sua habilidade nos pratos, depois de ter terminado o concerto com Mundo. Assim foi. Num ambiente de descontracção, Nel’Assassin foi lançando pérolas musicais para contínuo gáudio dos que o observavam. A absorção de energia passada por Assassino foi tal que até houve espaço para que um bravo b-boy ensaiasse uns interessantes passos no meio duma roda que entretanto se formara à sua volta.

Em suma, foi uma noite bem animada, onde os artistas foram superiormente recebidos e onde o público contribuiu decisivamente para o clima quente e intenso que se viveu. Foi ainda uma noite sem quaisquer problemas de monta relativamente às questões técnicas ligadas ao som, o que foi óptimo! Venham mais noites de Hip Hop assim!

Por Druco e Sempei

(*) errata: a forma correcta é naturalmente «Introspectivo». Foi um erro que lamentavelmente não detectámos e que também passou incólume ao crivo da equipa de revisores da "Freestyle".

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Kalaf

Estava, há pouco, no blog de Sam The Kid e deparo-me com um vídeo muito bem feito onde um poeta (Silva o Sentinela) declamava um seu interessante poema, em cima duma bela orquestração. Desconhecia o artista em questão mas gostei bastante daquela sua peça de arte. Aconselho a visualização aqui. Confesso que conheço muito poucos artistas de spoken word mas, por vezes, dou de caras com algumas produções que me deixam completamente rendido. Em Portugal, há muito que admiro Kalaf. A sua voz é inconfundível, é quente e as suas interpretações são sempre intensas, suadas e apaixonadas. Um caso desse brilhantismo de Kalaf é a sua participação no disco de Sr. Alfaiate "A Vida na Ponta dos Dedos" de 2006. Este tema intitula-se "Sr. Alfaiate Parte 2". O vídeo também está impecável. Apreciem:

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A.S2 & DJ Nel'Assassin - Esboço (Vídeo)



A.S2 prepara-se para editar brevemente o EP "Isto ainda não é o álbum!". Esboço, o «single» desse EP, teve direito a videoclip e o resultado está à vista. Aproveitem para mirar.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Melhores do Hip Hop em 2009 (Portugal)

Melhor álbum de Hip Hop em 2009:

Monstro Robot com o seu álbum homónimo arrecada, para mim, o galardão de melhor disco de Hip Hop português de 2009. Pelas rimas de Stray, pela produção de DarkSunn, pelo scratch de DJ SlimCutz, Monstro Robot combinou o melhor de 3 individualidades num registo único, resultando num trabalho surpreendente. Já escrevi exaustivamente sobre este projecto aqui no blog. Portanto, acho que já justifiquei, na altura, o porquê de considerar agora Monstro Robot como o melhor grupo de rap português no ano de 2009.

Melhor vídeo de Hip Hop em 2009:



Portugal inteiro tem feito uma vénia ao trabalho de Macacos do Chinês. A audácia musical do grupo tem rendido elogios dos mais variados quadrantes da música portuguesa. O vídeo de “Rolling na Reboleira” é bastante simples, divertido e ilustra perfeitamente o bom espírito inscrito no tema. Além disso, o vídeo processa-se fundamentalmente na rua, algo que de se fala muito no rap português, mas que quando toca a fazer um vídeo foge-se bem do sol, da chuva, do frio, do calor, das pedras da calçada, do alcatrão, enfim (e vá lá saber-se porquê!). Este vídeo conta igualmente com a preciosa colaboração do famoso Chato e ganha naturalmente pontos com isso.

Melhor(es) mixtape(s) de Hip Hop em 2009:

Nesta premiação, deveria apenas destacar uma mixtape. Todavia, foi-me completamente impossível escolher uma só. Gostei de ambas, embora cada uma tenha particularidades próprias que as tornam distintas. Talvez tenha sido isso a impedir-me de eleger uma como a melhor. São diferentes no conceito, na abordagem, uma conta com um DJ a tempo inteiro, a outra era um regresso há muito aguardado, uma tem um veterano a rimar que conta com múltiplos trabalhos editados, a outra é de alguém que raramente edita a sua música... Por tudo isto e certamente por mais alguma coisa, Pioneiros de DJ NelAssassin e Mundo Segundo e "Manutenção" de Infinito Nocas são, para mim, essenciais para o rap português, neste ano de 2009.

Algumas menções: Salvaguardo que as referências seguintes não obedecem a nenhuma ordem qualitativa, a qualquer espécie de top, quero deixar isso bem claro. Sublinho apenas alguns trabalhos de que também gostei no rap português para além dos grandes destaques que fiz em cima. Acho que 2009 foi um ano relativamente bom em termos de trabalhos que conheceram edição. Gostei de algumas participações da Compilação Best Off, assim como a prestação de alguns artistas na mixtape do DJ Cruzfader (talvez ainda venha a fazer a crítica a esta mixtape), senti bastante o rap do Supremo G na “Live on Stage”, embora me tenha parecido que muitos convidados estavam claramente desfasados da qualidade patenteada pelo Supremo. Apreciei o trabalho do Madkutz com o Nga; de Berna; Roulote Rockers surgiram com uma vibe muito boa; J-K é um rapper de elevado potencial (muita atenção nele); Bob da Rage Sense também surgiu com um trabalho forte (embora eu ache “M.P.L.A.” um disco melhor do que este). Depois, Suarez fez uma inovação ao apresentar um disco de rap acústico, com bons resultados; Praso também voltou às lides com uma sonoridade interessante. Destaque para o regresso em grande de Xeg, que se tivesse preterido algumas faixas do seu último CD talvez tivesse tido melhores argumentos para poder questionar Monstro Robot como o meu trabalho preferido de 2009. Ainda assim, reforço: muito bom regresso de Xeg. DJ Ride é já uma certeza não só no Hip Hop nacional mas na música portuguesa e New Max também marcou posição com o seu disco. Por último, refiro No Pity que é um projecto fora do âmbito do Hip Hop mas que tem dois protagonistas ligados ao rap: Geny e Xizini. Deixo, para acabar, a nota de que houve alguns discos de rap português que ainda não consegui ouvir como o de Fizz, o de Zero e o de Sr. Alfaiate. Portanto, a minha análise é baseada somente naquilo que ouvi em 2009 e apresento a minha penitência por deixar aqueles discos de fora, não porque não tenham valor para serem mencionados, mas unicamente porque ainda não os ouvi.

sábado, 5 de dezembro de 2009

DMC Portugal 2009 (As finais)

Numa semana em que os finalistas do DMC Portugal 2009 pisaram o palco do bar portuense Pin Up em dois dias diferentes, nada melhor que ver (ou rever) o derradeiro duelo de Outubro passado em Albufeira, e testemunhar como o 'puto' SlimCutz superiorizou-se ao 'cota' Nel'Assassin. Resta agora ao DJ de Monstro Robot fazer as malas rumo ao evento internacional, que decorrerá em Londres no ano que vem.


Honra aos vencidos! Também DJ Yoke (outra presença no Pin Up esta semana) e DJ Núcleo batalharam por um lugar na final, no entanto, o máximo que conseguiram aspirar foi ao último lugar do pódio. DJ Núcleo subiu mais alto.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Vídeos de Sr. Alfaiate, Raekwon & The Foreign Exchange



Sr. Alfaiate, alter-ego de DJ Nel'Assassin, prepara-se para regressar com álbum novo. Como aperitivo, ofereceu-nos este vídeo da canção "O Meu Lugar" que tem os préstimos vocais de Dino.



Raekwon espera recuperar o brilho de Wu-Tang com o seu novo álbum "Only Built 4 Cuban Linx II". Juntou-se com alguns dos seus camaradas, pegou numa batida de J Dilla e produziram-lhe um vídeo para o tema «House of Flying Daggers". Agora só falta mesmo ver o brilho.



The Foreign Exchange (Phonte e Nicolay) avançam com o primeiro vídeo de "Leave It All Behind". «House of Cards» com a participação de Muhsinah foi a canção eleita para ter videoclip.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

DJ Nel'Assassin & Mundo - Pioneiros (Mixtape)

Dois veteranos da cena Hip Hop nacional decidiram unir experiências criativas e o resultado é a mixtape "Pioneiros". DJ Nel'Assassin e Mundo Segundo cozinharam "9 temas de puro Hip Hop criados e gravados em 3 dias de sessão no clássico 2º Piso!!". É assim que Mundo apresenta a "Pioneiros" no seu myspace. Não percam a oportunidade de ouvir esta mixtape que junta duas figuras de proa do movimento Hip Hop português. Este lançamento vem juntar-se a outros lançamentos recentes no rap lusitano, provando a efervescência que se vive actualmente no movimento ao nível de novidades sonoras. Façam o download de "Pioneiros" aqui ou passem pelas moradas de Mundo e DJ Nel'Assassin:


quinta-feira, 25 de junho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

DJ NelAssassin & Mundo - Pioneiros Mixtape

DJ NelAssassin e Mundo estão a unir esforços para a concretização de mais uma mixtape para o rap português. A dita chamar-se-á "Pioneiros", um nome a preceito, que reflecte claramente a importância destes dois artistas no Hip Hop português. Ainda não existe data de lançamento para a mixtape, mas é um trabalho que será aguardado com elevada expectativa por todos os amantes de rap.