terça-feira, 10 de janeiro de 2012
sábado, 15 de maio de 2010
Fashawn - Samsonite Man (vídeo)
Ainda o álbum "Boy Meets World" de Fashawn, que foi realçado por muita boa gente como uma das boas auscultações do ano transacto. "Samsonite Man" é somente uma das muitas criações de Exile no disco, apresenta agora um vídeo engraçado e ainda junta o talentoso MC californiano Blu.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Fashawn "Boy Meets World"
Foi com a mixtape "Grizzly City" que Fashawn começou a traçar o seu caminho no rap underground. Aos 17 anos este jovem rapper da California já subia aos palcos com Planet Asia, o que, graças à sua ousadia e uma certa ilusão, fez com que largasse precocemente os estudos, sonhando construir uma carreira de MC. Desde então Fashawn divertiu-se com cinco mixtapes, estagiou nas tours da super crew The Roots e conviveu em estúdio com artistas do calibre de Evidence, The Alchemist, Aloe Blacc, DJ Muggs e DJ Khalil, para além de Planet Asia.
Agora, solidificadas as bases, limadas todas as arestas, testadas as melhores fórmulas e contratado um fazedor de beats de excelência para a concepção instrumental (Exile), Fashawn (já com 20 anos) apresenta-se oficialmente ao mundo com "Boy Meets World", num registo onde pretende que o mundo o conheça a ele e à sua história de vida. Blu, Aloe Blacc, Evidence, Mistah F.A.B. e J Mitchell são os bónus no mic.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Fashawn - Life As a Shorty
Este jovem rapper da Califórnia soma vinte anos e um talento bem graúdo. A 20 de Outubro Fashawn terá, certamente, o seu álbum "Boy Meets World" a rodar por muitos aparelhos sonoros. Para além do prodigioso MC, teremos também as rimas de Evidence, Blu, Mistah F.A.B. e Aloe Blacc. Os instrumentais ficaram a cargo de Exile. Tudo somado, ou muito me engano, ou este disco será uma das relíquias do ano.
Em cima, mais um vídeo de um single do álbum, neste caso "Life As a Shorty" com J Mitchell.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Hip Hop + Fado = Excelência
O Hip Hop é um corpo insaciável e curioso. Em tudo bebe, em tudo arrisca e mexe, para se tornar maior e melhor. A experimentação sonora desenvolvida no Hip Hop é bastante saudável, pois a capacidade que ele adquire em absorver os vários géneros musicais oferece-lhe soluções ilimitadas. Não há barreiras, a liberdade é a palavra de ordem. A influência do Funk, do Jazz, da Soul, passando pelos Blues, Rock, música brasileira, música indiana, entre outras, é por demais evidente no Hip Hop, a nível global. Mas então e o Fado, estilo musical marcadamente português, poderá apaixonar-se ou deixar-se arrebatar definitivamente pelo Hip Hop?
Ousando responder, eu diria que sim. A mescla entre o Fado e o Hip Hop tem-se vindo a intensificar nos últimos tempos. Quando os mágicos das batidas dotam o Fado de uma nova vida, o resultado é sempre surpreendente. Inicialmente, à novidade, poder-se-ia chamar “Estranha Forma de Vida”. Porém, tal como diz o poeta, “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. O que acontece é que a música transpira originalidade. Deste cruzamento, o Hip Hop sai reforçado em portugalidade, devido aos condimentos únicos emprestados pelo Fado.
Há quem diga que a alma lusitana se encontra na guitarra portuguesa e não nas vozes do Fado. Sem querer enveredar por essa discussão, subscrevo apenas que a fusão quer entre as batidas e as vozes dos fadistas, quer entre as batidas e o choro das guitarras do Fado, fica sempre muito bem. Solta-se uma frescura ímpar. Nesta feliz parceria, há exemplos de canções em que a simbiose é plena. É o caso de Sam The Kid que nos emociona na fenomenal canção “Que Estranha Forma de Vida”. Samuel Mira encantou-nos ainda com o excelente tema “Viva!”, em homenagem a Carlos Paredes, e na colaboração que materializou com Jorge Fernando em “Pois é”. Recentemente, Boss AC e Mariza brilharam em conjunto no poderoso tema “Alguém Me Ouviu (Mantém-te Firme)”. Estes são apenas alguns exemplos, talvez os mais conhecidos, da união entre o Fado e o Hip Hop. O que ressalta em todos é a agradável sintonia e a excelência do resultado final.
Em Portugal, o Fado é claramente um rico e belo filão para os criadores de batidas. No exterior, o Fado, para além de continuar a ser admirado, já despertou a curiosidade de Exile, que usou um sample de Mariza, no tema “The Sound is God”. Sabe-se igualmente que DJ Premier já tomou contacto com o Fado, pois numa visita a Portugal foi presenteado com um disco de Amália Rodrigues, uma cortesia de D-Mars. Espera-se pois ouvir, um dia, um instrumental de Preemo com o Fado como elemento principal. De mãos dadas, Fado e Hip Hop, um matrimónio para vida. Com certeza.