quinta-feira, 30 de abril de 2009

O novo Raekwon


Primeiro single e vídeo de "Only Built 4 Cuban Linx II", próximo álbum a solo de Raekwon. O registo, que surgirá (finalmente) nas montras no décimo primeiro dia de Agosto, traz consigo velhos amigos do clã Wu-Tang. Nesta primeira amostra intitulada 'New Wu', já é possível ouvir-se Method Man e Ghostface Killah e ainda sentir RZA na batida . Os velhos 'Ws' no ar, por favor...

Entrevista a Sir Scratch (Incendiários Mixtape)

Já se encontra disponível para visualização a entrevista que fizemos a Sir Scratch para o H2T, referente à "Incendiários Mixtape":

http://www.h2tuga.net/entrevistas/082_sirscratch_incendiarios.php

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A Azul e Invicta Entrevista de Ace

Ace, membro de Mind da Gap, deu uma entrevista exclusiva ao Guardião da Invicta, blog dedicado ao FC Porto. Conhecida a sua paixão pelo FCP e pela Cidade do Porto, Ace aproveitou para aprofundar e divulgar ainda mais esse gosto. Para todos os que tiverem curiosidade em ler a dita entrevista, acedam lá através desta ligação:

http://guardiaodainvicta.blogspot.com/2009/04/entrevista-com-ace-dos-mind-da-gap.html

terça-feira, 28 de abril de 2009

Murs, o presidente desgostoso



Retirado de "Murs for President", último trabalho do emcee dos Living Legends, 'Break Up (The OJ Song)' surge como terceiro e derradeiro capítulo da estória amorosa de Murs com uma actriz porno. Em termos de produção, o sample de Anthony Hamilton encaixa que nem uma luva.

Tilhas? São Sapatilhas

"Gosto de agarrá-las, senti-las minhas ou só fitá-las
Deleitar-me com a visão de cada um dos pares delas
Admirar os pormenores, os traços, as texturas
Imaginar-me com elas em grandes aventuras
Inspirado pelos seus contornos e curvas
Formas e cores, das mais claras, às mais escuras
É uma fixação, funciono por compulsão

Não resisto a desejá-las a todas, é uma obsessão"
Mind da Gap - "Tilhas? São Sapatilhas"

Para algumas pessoas, serve só para não andar com o pé descalço. Para outras, é a melhor escapatória ao sapato. Mas para muitos indivíduos, uma tilha vai muito além de uma sapatilha. É bem mais do que isso. Bem mais do que um acessório com sola de borracha, cordões que se entrelaçam e uma palmilha interior que nos mima o pé no contacto com o solo, e que trocamos regularmente, de tão gasta que está. A forma, a textura, a cor, o tamanho, o feitio, o estilo e a criatividade de cada unidade são a desculpa perfeita para a monstruosa e insaciável vontade de ter em posse dezenas ou até centenas de pares de sapatilhas. Em alguns casos, adquiri-las já desenhadas não os satisfaz. Se posso ter uma sapatilha de que gosto muito, bom para mim, mas se puder personaliza-la a meu gosto e revesti-la com uma aparência única melhor ainda. Daí até à customização vai um passo. De um simples estado de espírito ou de um rascunho pormenorizado nasce uma nova cara para a sapatilha. Para isso, basta libertar o monstro criativo que nasce com alguns, rentabilizar o portfólio de ideias que os apoquenta, e revelam-se uns ases da customização. Isto se foram contemplados com essa preciosa habilidade. Se não é o caso, resta-nos esperar que outros sortudos mantenham a vontade de partilhar connosco essa sorte, nem que seja numa simples sapatilha.

Em baixo, desfilarão alguns exemplos deste maravilhoso mundo da sapatilha colorida, bastante colorida, sombria, esquisita, feminina, enfim... tudo o que se possa imaginar... ou não!
São vários os artistas que tatuaram os seus nomes neste tipo de calçado. Kanye West, 9th Wonder e o portuense Ace são alguns desses nomes.

Puma x 9th Wonder
Nike Air Yeezy Kanye West
Nike Air Sneaker Kanye West
Nike AF1 Sneaker Tribute to Hip Hop - Biggie and Tupac
Tupac Notebook Nike AF1
Snygga Cubes
Nike Blazer LE
Nike Air Force Ones Marvel Vs. DC
Nike Air Max 1 ND White/Metallic
Nike Vandal High Metallic Silver/Neon
Nike Air Digs Spring 2009
Nike Dunk High Metallic Silver/Turquoise
Nike Dunk High SB Yellow/Black
Nike Air Max 90 White Croc Skin
Nike Air Max 1 Livestrong "Stages" Collection
Nike Rt1 Natural Grey/Green Mist
Union La X Nike Dunk High Challenge Supreme
Nike Air Max 90 CT TZ Black/Black/Anthracite
Reebok Reverse Jam Mid "Easter Collection"
Nike Dunk x Nylon
Vans Japan Sk8 Hi

sábado, 25 de abril de 2009

Lembrando o 25 de Abril de 1974



A Revolução dos Cravos foi há 35 anos. Para comemorar a efeméride, escolhi a música “Houve Homens de Talento” de Kooltuga. É uma singela homenagem a todos aqueles que lutaram pela Liberdade. A escolha da música, diga-se, não é casual, já que Kooltuga tem-se prestado a celebrar Abril, bem como toda a música nacional. E que excelente trabalho tem desenvolvido!

O dia 25 de Abril de 1974 significou a vitória que permitiu a instauração em Portugal das liberdades políticas e de informação, resolvendo igualmente o então urgente imbróglio ultramarino. As razões que contribuíram fortemente para que o golpe tivesse êxito foram as seguintes: o descontentamento dos militares (longos anos envolvidos numa guerra sem vislumbre de resolução e sem hipóteses de entendimento político); desgaste das famílias dos militares e da população em geral; acréscimo da politização especificamente dos jovens universitários que engrossavam as fileiras do exército; o atraso do país; a pobreza; o isolamento internacional; a existência da censura; as perseguições e prisões políticas.

A música assumiu um papel de grande relevo na Revolução. A canção “E Depois do Adeus” de Paulo de Carvalho funcionou como senha ao ser passada na rádio. Um segundo sinal viria através de “Grândola Vila Morena” de José Afonso. Ao ouvirem-nas, os militares sabiam que podiam confluir para Lisboa para dar início ao golpe militar. A ocupação e o domínio dos meios de comunicação assim como a solidariedade dos populares, que se misturaram com os militares e retiraram capacidade de manobra às forças fiéis ao regime, foram factores decisivos para o sucesso da operação desencadeada pelos militares e para que os acontecimentos evoluíssem para um clima revolucionário. Às 19h30m do dia 25 de Abril de 1974, Marcello Caetano entregava o poder a António de Spínola, chamado a integrar o grupo de revoltosos.



De modo a celebrar igualmente o local onde tudo se desenrolou, Lisboa, deixo-vos também mais um instrumental. Desta feita, o autor é Rocky Marsiano, que investiu Lisboa de mais um hino: “LX Extravaganza”. E se “extravaganza” deriva do italiano “stravaganza”, num Portugal tantas vezes cinzento, abúlico, obscurantista, retrógrado, não foi mesmo uma extravagância consumar uma revolução? Apesar de alguns ideais de Abril ainda imperarem, a decepção que grassa actualmente só me faz ter saudades das revoluções que virão! Oxalá o Hip Hop seja um aliado delas, transportando consigo o espírito desse dia 25 de Abril de 1974. Revoltem-se!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

SampleMania: 9th Wonder / J Dilla / Tony Tato x Let The Dollar Circulate

Comummente, surgem algumas celeumas no universo Hip Hop. Ora por rimas que são ditas, ora porque alguém era underground e virou comercial, ora porque há personalidades que colidem, ora porque um produtor usou um mesmo sample que outro já tinha usado. É exactamente este último ponto que me faz bater os dedos no teclado hoje. Será que quando um produtor usa um sample nunca mais outro produtor deve usar esse sample? Será que se justifica que seja novamente utilizado?

Em primeiro lugar, o Hip Hop prima e primará sempre pela liberdade. Desse modo, creio que é perfeitamente normal e legítimo que um mesmo sample seja a ferramenta de trabalho de todos os que queiram poli-lo. Em segundo lugar, entendo que a criatividade é fundamental nesta cultura. Logo, qualquer produtor que se preze, munido da sua arte e engenho, procurará pegar num trecho de uma música de modo a obter dali uma peça exclusiva. Assim, dificilmente serão criados instrumentais iguais e não haverá lugar para suspeitas de usurpação de ideias. Quem labora com um mesmo sample é alguém que com outra experiência e sensibilidade artísticas tentará imprimir o seu toque pessoal na obra, conferindo a sua valia técnica e reinventando outras possibilidades musicais. São ridículas algumas polémicas que se levantam que nem poeira, toldando as pessoas da verdadeira realidade: cada produtor possui as suas ideias e processos criativos próprios ao engendrar um instrumental e não é justo que os sucessores do primeiro produtor a usar determinado sample sejam apelidados de imitadores.



Para justificar o que atrás referi, trago-vos três instrumentais que se basearam na mesma música. O tema samplado é “Let The Dollar Circulate” de Billy Paul, que foi incluído no álbum «When Love is New» de 1975. Billy Paul nasceu a 1 de Dezembro de 1934, em Filadélfia. Começou precocemente a cantar e nos anos 50 e 60 já fazia companhia em palco a muitos dos grandes nomes da cena musical norte-americana. Coleccionou sucessos, fazendo uma notável carreira nos domínios da Soul e do R&B com canções como “Me & Mrs. Jones”, “Let ‘Em In”, “Your Song”, “Only The Strong Survive” e “Thanks For Saving My Life”.



O primeiro instrumental que apresento é da autoria de 9th Wonder. Destacadíssimo produtor da Carolina do Norte, 9th Wonder já colaborou com alguns dos mais meritórios artistas do Hip Hop norte-americano. Granjeou o reconhecimento do público fazendo parte do grupo Little Brother. 9th Wonder é um fiel discípulo de produtores como Pete Rock e Premier. Neste instrumental, a Nona Maravilha conseguiu um resultado soberbo. É carregar no play e confirmar.



O segundo instrumental é uma cortesia de J Dilla. Já teci algumas considerações sobre J Dilla aqui. Artista de mão cheia, não necessita de apresentações. Forneceu este beat a Steve Spacek, inglês que cruza géneros vários mas sempre norteado pela Soul, onde se assume como um ponta-de-lança. A canção é estrondosa e faz parte do álbum “Spaceshift”, lançado em 2005 pela editora Sound In Color, sediada em Los Angeles.



O terceiro instrumental foi uma descoberta casual que fiz no youtube. O produtor é um perfeito desconhecido. No entanto, o resultado final é muito bom e merece absolutamente uma audição. Tony Tato é assim que se apresenta.

O que pretendi relevar aqui é que, desde os nomes maiores da produção de batidas a nível mundial como 9th Wonder e J Dilla até completos anónimos como Tony Tato, todos eles realizaram instrumentais belíssimos e distintos apesar de terem usado o mesmíssimo sample. Em suma, estes produtores trabalharam a mesma amostra à sua maneira, sendo que os instrumentais, precisamente por essa diferença, mostraram-se transbordantes de sublimidade, acentuando a multiplicidade de soluções criativas que um único sample oferece.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

No estúdio com...

Hoje trago algo diferente... Três vídeos que bem poderiam passar por três partes de um qualquer documentário ávido por penetrar no background dos produtores e emcees.


Primeiramente, Marco Polo mostra ao mundo o seu estúdio pessoal. Não deixem escapar o brilhantismo do pormenor da sua mpc. Será esse o segredo da potência nas suas batidas?



Estúdio conferido, que tal pedir que nos mostre do que é capaz? Para variar, deixemos agora 9th Wonder assumir o papel de guia...



Para finalizar, nada melhor que pedir a três senhores que testem o mic. Um, dois, experiência:

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Novo Vídeo de Xeg - Liberdade


Confiram!

Tekilla no 2º Episódio da Madkutz TV

Vão espreitar o novo episódio e recolham o bónus que Madkutz generosamente oferece: "Caminhante ft. NGA - We Run Them". Já sabem o endereço:

domingo, 19 de abril de 2009

Eles estão de volta!



Talib Kweli e Hi-Tek voltaram aos estúdios com o intuito de oferecer ao clássico "Train of Thought" um merecido substituto. Denominado "Trainspotting", este novo trabalho surgirá nove anos após o antecessor, que deixou relíquias como 'The Blast' e 'Move Somethin' na memória dos muitos apreciadores da dupla Reflection Eternal. Cá fora está já o vídeo para 'Back Again' que, pode-se dizer, traz consigo um Kweli no seu melhor e um Hi-Tek ao nível dos eternos produtores de excelência. Sem vídeo, mas com bom áudio, também já se faz ouvir 'Internet Connection', que conta com um breve cameo do baixista Boosty Collin. Os tempos são outros, logo, é natural que tanto Talib Kweli como Hi-Tek tenham amadurecido o suficiente para perceber o que o hip hop actual espera deles. Por mim, tudo o que aí vier provocará sempre uma reflexão interna e eterna, o que muitas vezes faz falta ao hip hop contemporâneo.

Mas Talib Kweli não se contenta em regressar às lides com Hi-Tek, já que também Mos Def voltará a partilhar os estúdios e os palcos com o rapper. É verdade, apesar de não haver data concreta, os Blackstar estarão de volta com um novo álbum. Onze anos após o extraordinário trabalho homónimo, Kweli e Mos Def preparam tranquilamente o registo que, por muito que não se queira, chegará selado de espectativas de ser um digno sucessor de um dos mais marcantes àlbuns da década passada. Por enquanto, o duo tem agendado concertos para Maio, onde prometem relembrar os êxitos enquanto Blackstar.
Convém também acrescentar que Talib Kweli prepara igualmente o próximo trabalho a solo intitulado "Prisoner of Consciousness". O emcee foi buscar o nome a um outro álbum do artista nigeriano de reggae Majek Fashek.


P.S.
Ao que parece, andaram a circular por aí rumores de que 9th Wonder estaria a reunir-se secretamente com Phonte e Big Pooh para o regresso da formação inicial dos Little Brother. Entretanto, o assunto foi desmentido e bem enterrado por Phonte no Twitter: "Não queremos voltar a trabalhar com 9th Wonder. Nunca mais!". É pena...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Tu aí que fumas...

... esta música é para ti! Quem o garante é Method Man e Redman, que fabricaram o novo álbum ("Blackout 2") a pensar nos indivíduos que partilham o gosto pelo fumo. Resta saber se estes considerarão "A-YO" o mais recente vício...